Insegurança
Queremos manifestar nosso irrestrito apoio à campanha ‘‘Londrina exige o fim da Violência’’, encetada pelos veículos de comunicação de Londrina, pelo Conselho de Segurança, pela Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e demais segmentos da sociedade, parabenizando a iniciativa, demonstrando a cidade de Londrina maturidade para o enfrentamento da delicada questão. Nós, londrinenses, já não suportamos mais conviver com os patamares de violência tão expressivos, quanto nos tem revelado os fatos. É necessário dar um basta a esta insegurança. A Maçonaria londrinense acompanha, incentiva e apóia toda iniciativa do porte da campanha em curso, louvando todos os participantes.
- FRANCISCO FERREIRA DE OLIVEIRA NETO, presidente da Loja Maçônica Pitágoras, Londrina
Comércio
Não há mais justificativa para Londrina continuar amarrada a um obsoleto Código de Postura do Município, que determina o horário do funcionamento do comércio das 8 às 18 horas de segunda a sexta. Estamos na contramão dos interesses de uma maioria que deseja trabalhar e gerar empregos. Recentemente, na intenção de atender aqueles que desejam crescer – sejam empregados ou empregadores – tentamos ampliar o atendimento, das 18 para às 19 horas, mas esbarramos em posições que contrariam o crescimento, da modernidade e os interesses sociais.
Um cidadão ocioso, desempregado e com fome é ferramenta para o diabo, bem lembra o nosso ditado popular. Precisamos de um Código de Postura do Município que gere empregos e incentive o trabalho. Precisamos de um governo municipal que atente para as pequenas e médias empresas, as maiores geradoras de postos de trabalho. A competitividade nacional e internacional exige das grandes indústrias a automação, com a redução do quadro de funcionários, o que prova que a geração de empregos encontra-se hoje no comércio, na prestação de serviços e entre as pequenas e médias empresas. É preciso colocar fim aos entraves políticos que vêm desempregando nosso povo, prejudicando o crescimento da cidade, limitando os postos de serviços e dando margem ao desemprego e à violência.
- SINÉZIO SCUDELER, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina
Idoso
Como é do conhecimento de todos ‘‘a mais bela idosa do Paranᒒ reside em Iguaraçu. Isso destacou a nossa cidade para todo o Estado, principalmente pela divulgação dada por toda a imprensa paranaense, o que fez nossa candidata receber merecidos elogios em todas as etapas em que foi vencedora. Esses resultados, com certeza, trouxeram alegria e entusiasmo para todos de Iguaraçu e região, deixando-nos otimistas e convictos para a etapa seguinte.
Embuídos desse sentimento, fomos a Florianópolis, apoiar, torcer e incentivar nossa candidata, na etapa nacional da ‘‘Mais Bela do Brasil’’, realizado no dia 10 passado. Infelizmente, o resultado não nos foi favorável. Sabíamos que isso poderia acontecer, não ficando de nossa parte nenhuma dúvida quanto a seriedade do resultado. O que nos entristeceu muito foi o descaso com que foram tratadas as candidatas em Santa Catarina.
No evento não apareceram autoridades políticas, sem falar que a imprensa em momento algum se fez presente para documentar e divulgar tão importante acontecimento, principalmente sendo 1999 o ano internacional do idoso. Assim sendo, agradecemos pelo empenho e a colaboração de todas as autoridades paranaenses e, principalmente de toda a imprensa de nosso Estado e, ao mesmo tempo manifestamos nosso repúdio e descontentamento com as autoridades catarinenses. Agindo desta forma, com certeza estaremos ceifando os sonhos e o entusiasmo destes que tanto doaram para o progresso e desenvolvimento de nossa nação.
- SEBASTIÃO AURÉLIO DA SILVA, prefeito municipal de Iguaraçu
Cartas de Ana C. (1)
Wilson Bueno resenha com olhos certeiros estas cartas de Ana Cristina César (reportagem publicada no último domingo na contracapa da Folha Dois). Cartas que esparramam sua dicção poética, sua pedra de toque vanguardista e ‘‘quase displicente’’, olhos antenados sobre poemas, traduções, literatura, livros, discos, arte, cultura pop, viagens, percepções. Como ele observa, livro é também um diário de bordo exasperador dos anos 70. Um retrato do comportamento – sexualidade, momento político, literário – escrito com a sua ‘‘despretensão literária’’. Rápidas pinceladas sobre tudo para não perder nenhum dos acontecimentos. Sua ‘‘insolúvel intimidade’’, angustiada inquietação como pano de fundo, ‘‘discurso fluente como ato de amor’’. Em ‘‘Correspondência Completa’’, carta como discurso (fluente) poético: ‘‘Imaginei um truque barato que quase dá certo. Tenho correspondentes em quatro capitais do mundo. Eles pensam em mim intensamente e nós trocamos postais e novidades.’’ Eles, na verdade elas, o disfarce, interlocutoras, amigas, permitindo um elo mais próximo da sua escrita, veladamente biográfica.
- VIRNA G. TEIXEIRA, São Paulo (SP)
Cartas de Ana C. (2)
Para dar notas: primeiro para a publicação das cartas de Ana Cristina César, e depois para concordar com Wilson Bueno: lidas durante a noite, amém, lembrar a poeta que se retira do mito de apenas suicida e é, sem dúvida, uma das vozes mais singulares de sua geração, ao lado de Leminski (muito mais engenhoso, como disse bem Wilson) e Francisco Alvim.
- MANOEL RICARDO DE LIMA, Fortaleza (CE)
Adoção
A respeito da pergunta deixada pelo leitor Adilson Rogal em sua carta publicada na edição do dia 13 (‘‘será que as crianças não vão ser trocadas novamente com a mesma desculpa?’’, de dificuldades econômicas dos pais) vale a pena lembrá-lo que o ser humano sempre vai brigar pela sua vida. Qualquer ser humano que por um motivo ou outro vier a passar por dificuldades, como a dor terrível da fome, venderia sim seus filhos para resolver esta situação momentânea. E depois de se reerguerem financeiramente e seus conhecimentos (inteligência) se expandirem (evoluírem), perceberiam eles que o ato aplicado pelo deputado foi de uma covardia só.
Por que o deputado Edson Pracizyck (de Curitiba, que teria adotado ilegalmente duas crianças) não tentou usar os mesmos critérios para adotar uma criança de uma família rica, com uma ótima situação financeira? Porque ele sabe que é mais fácil ludibriar um pobre carente de tudo, do que um rico repleto de tudo. A culpa desta situação não é somente dos pais e sim de toda a Nação brasileira que deixou este pai de família sem emprego e obrigou-lhe a tal ato. Vale a pena questionar também porque o deputado que se diz na melhor da intenções, não procurou sustentar financeiramente estas crianças no seio biológico para assim preservar o importantíssimo laço familiar. Para a adoção no Brasil, existem os meios legais; quem usa os meios ilegais deveria ser passível a severas penas, mesmo que o infrator fosse um presidente ou um assassino.
- ALESSANDRO DONIZETI BARLATI, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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