O leitor escreve
Violência no futebol
Mais um jogo realizado em Curitiba. Mais uma história triste. E o que é pior: uma história conhecida. Muitas vezes até previsível. Seria de se prever que uma torcida adversária mal colocada em um estádio resultaria em problemas. Seria de prever que o policiamento precisaria ser reforçado. Seria de prever que teríamos ônibus destruídos. Tudo previsto para quem se dispuser a pensar um pouco. Durante a semana, também podemos prever que muito será dito sobre o assunto e discutido. Mas pouco colocado em prática até novo jogo, novas brigas, novas discussões.
É hora de quem pode e tem poder para isto colocar um basta em coisas que envergonham o povo do Paraná. Que envergonham e trazem prejuízos. Quer seja o prejuízo dos donos dos carros, quer seja toda a população que paga os ônibus, terminais e outros bens públicos depredados. Solução? Existem muitas. Londrina, por exemplo, pode abrigar jogos nervosos como este (Atletiba). O deslocamento de pessoas não seria tão grande e o policiamento, com isto, seria mais efetivo. Outra idéia? Em jogo classificado como clássico, o mando é definido em sorteio. Seria possível mais? Poderia se perder um pouco mais de ingressos e guardar maior distância entre as torcidas.
Poderia ser adotado o sistema de horário de entrada e saída diferente para cada torcida, adotar-se o modelo inglês, no qual torcedor preso por desordem comparece à delegacia no dia do jogo do seu time. Resta alguém, com escrúpulos e sem a ambição financeira tão peculiar do nosso futebol, querer fazer. Mas há de se fazer algo. Antes que o futebol acabe. Antes que a alegria vire guerra. Antes que o jogo seja somente entre as torcidas. Voltaremos à Idade Antiga: times de torcedores insanos munidos de paus e pedras definirão um resultado. E este resultado só pode ser um: Irracionais 1 x 0 Ser Humano.
- SÉRGIO ROBERTO MALUF, analista de sistemas, Curitiba
Chacina
Sinto muito o que aconteceu com as famílias da cidade de Cruz Machado (Chacina leva medo para Cruz Machado reportagem do dia 17). Prova disto é que deveria o governo acabar com o movimento dos sem-terra, que são ladrões apoiados por um movimento e se não bastasse, agora começarão a matar também. Que o governo apóia estes bandidos isto está bem claro; eu gostaria de saber quando é que o governo vai proteger a população trabalhadora e honesta do Brasil.
- CARLOS ANTONIO DA COSTA, Curitiba
Emprego
Um processo lento mas contínuo está desempregando o povo do Brasil. Gradativamente, o desempregado perde a auto-estima. É consequência comum, muitas vezes enveredarem-se na bebida, muitos são expulsos de casa, viram mendigos e moradores de rua. O governo está absolutamente distante de visualizar a realidade social do País.
A crise do emprego está deixando impotente qualquer política de geração de emprego. Ao efetivar-se a contratação de um trabalhador, outros dois perdem a condição de empregado; muitos outros estão sendo ameaçados psicologicamente por esta situação de pouco caso para com nossa gente. Não sou um pessimista, estou apenas analisando o rumo para onde esta situação está nos conduzindo.
Fazendo um exercício de futurologia mas baseado nesta tendência, talvez no ano 2010 o trabalhador não receba mais o 13º, seja impedido de tirar férias, perca o direito de vale-transporte, de vale-refeição, do seguro-desemprego, das licenças remuneradas de toda espécie. O legal no País talvez seja a informalidade, o fim de carteira assinada e consequente perda de todo e qualquer direito previdenciário.
É o estado de natureza imperando nesta sociedade tecnologicamente sofisticada, estimulada ainda pelo governo, uma vez que este disponibiliza aos gringos recursos que deveriam estar à disposição de nosso povo. O BNDES deveria ser exclusivo financiador de empresas nacionais; poderia financiar programas de promoção e reconversão produtivas. Políticas de produção de emprego são fundamentais para aliviarmos o caos social em que nos encontramos; todavia, é de indiscutível prioridade uma mudança nos rumos estruturais no pensamento de nossos economistas dirigentes.
- FERNANDO MARREY FERREIRA, advogado, São Paulo
Paranavaí
Sobre a reportagem Paranavaí pode ter clássico local a partir do ano que vem publicada no último domingo: acredito no potencial do futebol profissional de Paranavaí, que conta hoje com um dos melhores estádios do Paraná, tem uma população que gosta de futebol, e se faz presente sempre que motivado por uma boa campanha do time no estadual, porém creio que os torcedores locais preferem um time competitivo na Primeira Divisão ao invés de dois times na Segunda. Paranavaí precisa de lideranças que saibam unir as forças em torno de um objetivo comum.
A política e o esporte da cidade vêm sofrendo as consequências do individualismo e a falta de união das forças em busca de um objetivo que é comum para todos aqueles que amam a cidade: estar figurando sempre com destaque entre os melhores, não só no campo esportivo, como também no político e no econômico. O orgulho que a população tem por Paranavaí não deve ser resumido ao simples fato de ter nascido nessa bonita cidade. Qualquer comunidade caminha neste sentido quando existe interesse próprio e falta de harmonia entre as lideranças.
- MARCOS YONEYAMA, Curitiba
Soja
Sobre a reportagem Exportações fazem preços internos subir publicada no dia 15: outro fator predominante para o possível e provável aumento do preço da soja é a quebra já esperada da cultura no mercado norte-americano. Até o início da semana, a previsão era que a safra norte-americana seria normal ou até superior à prevista. Esta estratégia era para desanimar os demais países grandes produtores desta commodity e concorrentes dos norte-americanos. Sabe-se agora que a expectativa inicial de se atingir uma safra de 80 milhões de toneladas do grão foi por água abaixo nos EUA.
O Departamento de Agricultura do Estados Unidos (USDA) colocou esta semana na tela que a safra norte-americana não passará dos 73 milhões de toneladas. Acredito que este fato elevará em muito o valor do grão na bolsa de mercados futuros. Sendo assim, o grão será valorizado no mercado externo e certamente o óleo proveniente deste grão sofrerá pressão de aumento no mercado interno. A regra é simples: Se fora do país me pagam bem, para minha mercadoria ficar aqui terão de pagar o mesmo.
- RODRIGO GOMES DE OLIVEIRA, Ijuí (RS)
Correção- Por falha técnica do sistema editorial, a palavra Naif foi grafada de forma errada na reportagem Museu de Naif abriga o maior acervo do mundo, publicada na página 4 da Folha Turismo.
- Legenda da foto principal da capa de Folha Esporte de ontem está incorreta (foi repetida de foto na primeira página). Lance da partida Coritiba 2x1 Atlético, em Curitiba, mostra o atacante Kléber, do Atlético e o goleiro Gilberto, do Coritiba.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





