O leitor escreve
Coleção dos Nixdorf
A propósito da matéria intitulada Família Nixdorf doa acervo de pioneiros à biblioteca da UEL, publicada dia 6, apresento alguns esclarecimentos:
1º- O Centro de Documentação e Pesquisa Histórica (CDPH), órgão da UEL, vinculado ao departamento de História, é que receberá a coleção de documentos da família Nixdorf, e não a Biblioteca Central da UEL, como se afirmou na matéria. 2º- Ao Museu Histórico de Londrina Padre Carlos Weiss foram doadas as peças tridimensionais da coleção Nixdorf, a exemplo das máquinas de cortar cabelo da sra. Ildegard, um instrumento de medição de terras de Oswald Nixdorf, peças elencadas na matéria. 3º- Os volumes que compõem a biblioteca da família Nixdorf foram doados também ao Centro de Documentação e Pesquisa Histórica. No CDPH permanecerão as obras de valor histórico para a região Norte do Paraná. O restante delas poderá ir para a Biblioteca Central da UEL, caso haja o consentimento dos doadores. 4º- O filme da década de 30, citado na matéria, não faz parte da coleção da família Nixdorf. Porém, após ter sido mencionada a sua existência, na solenidade de doação, a coordenação do CDPH solicitou ao sr. Klaus Nixdorf uma cópia, que ficará à disposição da comunidade em geral.
O Centro de Documentação e Pesquisa Histórica abriga em seu acervo coleções documentais referentes à História da Região Norte do Paraná e à cidade de Londrina. Tem como objetivo a guarda e a preservação da documentação histórica, bem como servir de laboratório de apoio à pesquisa, ao ensino, à extensão, à capacitação e à preservação de serviços. Seu acervo é também constituido por fotografias, mapas, depoimentos orais e escritos, slides, filmes, microfone, jornais, revistas e uma biblioteca de apoio. O CDPH está aberto à comunidade, que pode consultar o seu acervo.
- ROSIMEIRE ANGELINI CASTRO, coordenadora do CDPH e professora de História, da Universidade de Londrina
Aos olhos de Deus
Quando nossos olhos deparam com tanta injustiça, tanta atrocidade, cometidas pelos homens contra os homens, perguntamos: Deus não vê estas coisas? Deus vê sim, estas coisas, pois na sua Palavra está escrito: E não há criatura que não seja manifesta na Sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas Heb. 4.13. Não devemos esperar justiça em um mundo governado por homens sem o temor de Deus e o mínimo de respeito e amor pelo seu semelhante.
Podemos esperar o quê de um mundo onde aqueles que são pagos para proteger, guardar os cidadãos, são aqueles que matam, violentam e roubam aqueles a quem deveriam proteger? Podemos esperar o quê de um mundo onde meninos em idade de ir para a escola, brincar de bola, são obrigados a trabalhar pesado em troca de um salário miserável, muitas vezes para sustentar pais e irmãos menores? Podemos esperar o quê em um mundo onde meninas, em idade de brincar com boneca, são usadas, por indivíduos totalmente desprovidos de qualquer sentimento nobre, como objeto sexual? Podemos esperar o quê num mundo onde filho de juiz federal e procurador da Justiça coloca fogo em um ser humano por não ter o que fazer, simplesmente para ve-lo correr? Podemos esperar o quê em um mundo onde os seus governantes estão muito mais preocupados em fazer fortuna, em acumular bens, salários de marajá, enquanto pessoas morrem pelos corredores de hospitais sem assistência médica; enquanto milhares de pais de família dão fim à sua vida por não ter como sustentar seus filhos; enquanto milhares de meninos e meninas são atirados à margem da sociedade como lixo, sem o mínimo de esperança de uma vida melhor, sem o direito de sonhar com um lar decente, uma vida digna.
- NEIVA HELENA FIORATTE, Londrina.
Correção
Apesar da constante preocupação de checar a autenticidade do signatário das cartas que chegam a esta seção, principal exigência para publicá-las, corremos o risco de ser traídos pela boa intenção. Foi o que ocorreu ontem. Publicamos indevidamente o nome do sr. Renato Metzger, de Rolândia, como autor do texto intitulado Nazismo. O autor da carta se fez passar pelo sr. Renato Metzger.





