O leitor escreve
Dia do Médico
Queridos médicos participantes da Associação Médica de Londrina e outros: vocês são escolhidos por Deus para junto Dele se colocarem a serviço da vida e do amor. São queridos e despenseiros do alívio da dor, sempre revestidos de sentimentos de carinhosa compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência, não medem esforços para ir ao encontro dos mais necessitados.
Por esta razão é que nós deste asilo queremos parabenizá-los e agradecer pelo trabalho um tanto árduo que vocês têm executado no decorrer de suas vidas sem, na maioria das vezes, receber o mínimo de retorno. É maravilhoso pensar que vocês existem, que nos amam e sempre podemos contar com a vossa ajuda. Por isso, somos mais felizes. Obrigado.
- IDOSOS DO ASILO SÃO VICENTE DE PAULO, Londrina
Heróis
Há muitos que são heróis de verdade. Mas, ocultos e, por isso, não aplaudidos. Heróis da inteireza de costumes, do trabalho honesto e mal compensado, da dedicação sem limites. Há-os, também, e em penca, os falsos-heróis. São aqueles que atraem e fascinam a multidão, sobretudo dos menos avisados. São os que a mídia galardoa porque, a despeito de uma vida duvidosa, desempenham um ou outro momento de brilho. O que acontece comumente nos esportes.
Pouco importa se roubaram ou mataram. Se são drogados ou estupradores. Mais do que os verdadeiros heróis eles são vedetes e manchetes. São presença obrigatória na tevê, jornais e revistas. Foi o que aconteceu com o grande craque da bola que, tendo matado somente três, foi liberado da prisão, acossado por repórteres e fãs, aplaudido e compadecido.
Clamamos pela punição dos que a merecem por seus atos contra a verdade e a justiça. Gritamos, e como, contra a impunidade que campeia soberana contra este país. E parece que tudo continua na mesma. Parece, não: continua, e desassombradamente. Importa-nos trazer à luz o verdadeiro herói. Não é preciso ser brilhante e destemido. Basta que o seja de verdade. Que honre e beneficie a sua comunidade com o exemplo a todos e seja do agrado e da aprovação de Deus.
- EDUARDO AFONSO, Londrina
Saúde
O início das discussões no Congresso sobre a Proposta de Emenda Constitucional 169, de autoria do deputado Eduardo Jorge (PT/SP), modificada pelo deputado Carlos Mosconi (PSDB/MG) e que propõe a vinculação de recursos da União, dos Estados e dos municípios para a saúde é um momento oportuno para que se explique de forma cada fez mais clara como o Poder Público pode contribuir para a melhoria da assistência médica em nosso País.
Apesar de excelente modelo do ponto de vista filosófico, sobretudo neste momento em que se consolida o processo de descentralização dos serviços, o SUS sofre por ser um sistema subfinanciado. O Brasil gasta, atualmente, algo em torno de R$ 160 per capita/ano em saúde, pouco mais que um terço do que destinam nossos vizinhos Chile, Argentina e Uruguai. Ainda assim, não se pode afirmar que o sistema não vem funcionando a contento. Basta lembrar que vamos fechar o ano de 99 contabilizando 3,5 bilhões de procedimentos, 350 milhões de consultas médicas, 4 milhões de partos e 85% do total de transplantes realizados em todo o território.
Até alguns anos atrás, a prestação dos serviços era fundamentalmente realizada pelo governo federal e pelos Estados. O quadro agora é outro. Com a descentralização, os municípios assumiram o papel de gestores, responsabilizando-se proporcionalmente pela maior parte dos investimentos. Eles aplicam em média 10% de seus orçamentos em saúde, contra apenas 4% dos Estados e 7% da União. O objetivo central do projeto, que conta com o apoio de todos os partidos da Câmara, é vincular verbas aos orçamentos fiscais da União, dos Estados e dos municípios e às contribuições sociais do governo federal, elevando o montante do setor público da saúde dos atuais R$ 28 bilhões para R$ 38 bilhões/ano.
Mesmo que a proposta venha a ser aprovada, não se pode afirmar que estaremos diante da solução de todos os problemas da saúde pública em nosso País. Pelo contrário. Sabemos que ainda há muito o que fazer. No entanto, não resta dúvida de que, com a vinculação, um importante passo terá sido dado na consolidação de um direito fundamental do cidadão brasileiro.
- GILBERTO NATALINI, secretário municipal de Saúde de Diadema (SP)
Adoção
É uma pena o que está acontecendo com o deputado Edson Praczyk, do Paraná, e com as crianças (que ele adotou), porque na verdade o que esta suposta justiça está querendo, como sempre, é fazer de conta que trabalha e aproveita para fazer disto um escândalo e aparecer. Ao invés disto se os juízes procurassem fazer uma assembléia para discutir o problema das crianças e facilitar a adoção teríamos menos crianças internadas em certas entidades, que nem sempre se ocupam dela como devem, e teríamos menos crianças nas ruas. Dou aqui minha opinião porque estou tentando por meios legais adotar uma criança. A própria mãe foi comigo no Juizado e a coisa não é tão fácil assim.
- CARLOS ANTONIO DA COSTA, Curitiba
Eleitores
Vejo publicações nesse jornal, de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a revisão de eleitores em vários municípios brasileiros, sendo grande número em nosso Estado. Pois é desproporcional a quantidade de eleitores em relação à população, havendo casos de municípios com maior número de eleitores do que habitantes. Parabenizo a juíza Oneide Negrão de Freitas, pois quando era titular da 180 ª Zona Eleitoral de Comarca de Arapongas, que abrange o município de Sabáudia, já adotou tal medida, pois era vergonhoso o número de eleitores que votavam em Sabaudia sem residir no município, sabemos que foram cancelados mais de 700 títulos eleitorais, de um total de 4 mil eleitores.
- OSVALDIR DA SILVA, Sabáudia
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