Dia do Professor (1)
Nossa missão de ensinar é tão sublime quanto à dos pais de educar seus próprios filhos. Portanto, nesta data, conclamamos a todos, comunidade e governantes, para assumirem seu papel na área da educação. Uma escola pública de qualidade é o sonho de todo educador(a) que tem como tarefa formar cidadãos para a sociedade do amanhã. Que os nossos sonhos sejam concretizados.
- LUIS MARTINS DE LIMA, presidente da Associação dos Professores do Paraná (APP-Sindicato), Núcleo de Londrina
Dia do Professor (2)
Aos operários da profissão mais bela da Terra: o dia chegou, mais uma vez, e no próximo ano, e assim por diante, porque já faz parte do calendário. É feriado nacional para a categoria e muitas homenagens com frases bonitas soam nos ares nesse dia. Afinal, o mestre é uma das figuras que ainda gozam do respeito de uma boa parte da sociedade.
Isso me faz lembrar os grandes mestres do passado. Transporto-me lá para a Grécia Antiga, de onde, de repente, parece brotar toda a civilização ocidental, e me vejo junto aos primeiros e ousados professores da época. Desfilam Sócrates, Platão, Aristóteles... e eram apenas protótipos da linhagem de hoje. Comiam, segundo consta, o pão da amargura, mas jamais descuraram de sua missão de educar, jamais abdicaram do direito de aprender cada vez mais e de se transformarem em depositários mais fiéis da sabedoria humana.
Como eles, continuamos lutando por melhores dias, amalgamamos cidadãos, forjamos caracteres, no afã incansável de construir um país melhor e mais digno para todos os filhos desse nosso imenso e querido Brasil. Às vezes sofremos decepções, passamos por momentos de desânimo e chegamos a pensar que estamos no lugar errado e que nada de importante podemos realizar, porque nos sentimos impotentes e sozinhos diante de tantas dificuldades que se nos deparam.
Mas nós somos especiais, estamos todos no mesmo barco e, com ou sem tempestade, vento a favor ou contra, remaremos sempre firmes, com os olhos voltados para o nosso mestre maior, que nos deu o exemplo de abnegação e que também sofreu toda a sorte de injustiça e perseguição. Se já fomos cuspidos no rosto, ou se já levamos algumas bofetadas, foi apenas retoricamente. O Mestre dos Mestres foi cuspido, escarrado, esbofeteado e até lhe colocaram uma coroa, a de espinhos. Nem seria justo que nós, seus discípulos, almejássemos de imediato a coroa da glória. Ele mesmo nos alertou: ‘‘Se com a vara verde fazem isso, o que não farão com a seca?’’
Tenhamos calma e coloquemos em prática aquilo que Ele nos ensinou: amemos! Amemos nossos alunos, a despeito de qualquer coisa! Amemos nosso país, acreditando nele e na hipótese de poder modificá-lo! Amemos nosso trabalho, e tanto quanto pudermos, acreditemos que ele nos foi dado por uma delegação especial de Deus! Com esses pensamentos, desejamos a você, professor(a) neste seu dia, toda a felicidade do mundo.
- SARA REGINA RODRIGUES FERRO, chefe do Núcleo Regional de Educação de Ivaiporã
Petróleo
Sobre a reportagem ‘‘A difícil vida entre o mar e o petróleo’’ publicada dia 26 de setembro: o jornalista James Alberti nos transporta com muita propriedade e tato para a difícil vida em alto-mar. Recentemente, estava lendo a revista ‘‘Ícaro’’, e a chamada da reportagem tinha o mesmo enfoque, eis que para minha surpresa e acredito que para outros tantos, a reportagem parecia mais um enfoque publicitário da Petrobrás. Felizmente existem jornalistas como James Alberti que com a simplicidade de suas palavras conseguem nos transportar da poltrona da sala de estar para alguma plataforma em alto-mar. Parabéns ao jornal pela pauta e ao jornalista.
- ANSELMO CASSIANO, São Paulo (SP)
Mendigos
Olhem só que interessante: a mendicância foi eliminada de Londrina. Eliminada? Acabaram-se os meninos de rua de nossa cidade? Sim, pelo menos enquanto e por onde passa o governador. Pode parecer patético, mas li que a secretária municipal de Ação Social juntou-se ao subcomandante do 5º BPM para acabar com os meninos de rua no Aeroporto. Acabar, impedindo que os meninos continuassem mendigando ali, onde estaria chegando o governador Jaime Lerner, que não poderia ver isso.
Vejam que prático: acabaram. Como? Simplesmente levaram os garotos que mendigavam ali para a Praça Nyshinomya, por onde o governador não passaria. Ótimo, vamos então elaborar o cronograma perfeito para que o governador acabe com os meninos de rua de Londrina: que ele desça no aeroporto, pegue um carro comum e vá, pela Leste Oeste, até o centro da cidade. Chegando no centro visite nossa Catedral. Saia da Catedral e pegue um ônibus para continuar o passeio, desça no Terminal Urbano para trocar de linha de ônibus, de lá pegue outro ônibus, claro que depois de esperar alguns bons minutos, mas não tem problema porque nosso terminal não temos crianças de rua, são crianças de terminal – e vá até a Rodoviária. Bom, de lá o senhor pode chamar o seu carro e sair para almoçar. Percorra uns três ou quatro restaurantes até achar um que lhe agrade, e melhor que não seja desses com estacionamento particular.
Bom, chegando lá, o senhor desça do carro, almoce e vá até a prefeitura, onde haverá apenas os funcionários e algumas pessoas comuns, assina alguma coisa, nem que seja somente um autógrafo e volte ao aeroporto, onde as únicas crianças lá são as acompanhadas de seus pais que vão viajar. Daí, o senhor embarca e volta para Curitiba. Pois é, senhor governador, o detalhe é que Londrina deve ter lotado todos os galpões do antigo IBC com as crianças de rua que não existem. Agora elas precisam arrumar alguma atividade ou ao menos uma vaga na escola, mas não conseguem. Vão então do ‘‘local de concentração’’ – que não é concentração de carnaval – para o local de onde vieram, mas esse local não é onde suas famílias estão e sim de onde vieram para parar de mendigar para o governador não ver.
- LUDOVICO JOSÉ BONATO, funcionário público, Londrina
Sirene
Por iniciativa do vereador Antenor Ribeiro, vimos solicitar a Vossa Senhoria, João Milanez, que se direcionem esforços para que em seus espaços de utilidade pública sejam incluídas campanhas de conscientização da população sobre a importância de se dar passagem aos veículos com sirene ativada, como ambulâncias e viaturas policiais, já que estes muitas vezes eles precisam desenvolver alta velocidade para salvar vidas e são atrapalhados por veículos e pedestres, que parecem desconhecer a necessidade desse procedimento.
- RENATO SILVESTRE ARAÚJO e ROBERTO ÁVILA SCAFF, vereadores, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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