O LEITOR ESCREVE
Nazismo
Li a matéria intitulada ‘‘Livro conta a saga dos judeus-alemães que fugiram do nazismo para Rolândia’’, de autoria do jornalista Osmani Costa. Não posso deixar de registrar minha contrariedade em relação a um dado de suma importância, erroneamente veiculado no subtítulo referente ao sr. Oswald Nixdorf. O motivo da prisão do sr. Oswald não foi pressão norte-americana como consta na matéria. Todos os alemães e judeus de Rolândia sabem que o sr. Oswald só foi preso devido a seu profundo envolvimento com o Partido Nazista de Adolf Hitler. A verdade precisa ser dita.
A verdade precisa ser averiguada, pois, 52 anos após a 2ª Grande Guerra, a tentativa do neonazismo de deturpar aquilo que realmente ocorreu, principalmente em relação ao holocausto de 6 milhões de judeus, é uma tática praticada em quase todo o mundo onde essa horrenda e diabólica filosofia tenta renascer. O que os nazistas fizeram não tem perdão. Tanto na Alemanha como fora dela, a filosofia e a ação foram uma só. O sr. Nixdorf agiu de acordo com essa filosofia. Ele também colaborou com os nazistas. Peço ao sr. Osmani que averigúe com muito cuidado esses dados para então registrá-los com precisão e acerto. Já que a ‘‘Folha de Londrina’’ preza pela qualidade, necessário é que o teor e a veracidade de cada notícia sejam provados segundo os critérios mais rigorosos.
- RENATO METZGER, Rolândia
NOTA DO REDATOR
A reportagem informa que Oswald Nixdorf trabalhava no Brasil como funcionário do Ministério do Interior da Alemanha. Portanto, era ligado a Hitler. As informações sobre a prisão foram dadas pelo filho dele, Klaus Nixdorf. Em nenhum momento a reportagem retrata Oswald como vítima, apenas como coordenador da imigração alemã, o que realmente foi.
- OSMANI COSTA
Salário x Conflito
Num passado muito distante, os salários dos trabalhadores eram pagos por um ‘punhado de sal’, e a partir daí tudo foi mudando muito lentamente até chegar a Revolução Industrial, época em que os trabalhadores foram tomando lugar nas fábricas, garantindo seus direitos junto aos patrões. Os trabalhadores foram transformando o País no que é hoje, através de seu labor, nas mais variadas formas, tudo caminhando lado a lado, gerando os mais avançados resultados para a nação. Hoje, assistimos dia a dia nossos direitos indo à ‘bancarrota’. Os funcionários de nível médio e operacional do IAPAR estão em vigília permanente aguardando firmemente um posicionamento do governo do Estado. Temos clareza que o maior problema é a falta de dinheiro, mas na hora de mensurar essas questões, a balança acusará que a falta de reconhecimento pelo trabalho realizado é a que terá maior valor, pois, esta sim, envolve o emocional e desestrutura, não tão-somente o trabalhador, mas sua família, gerando crises e desencadeando conflitos em larga escala. Funcionários que na grande maioria tem de 10 a 22 anos trabalhando em um instituição de pesquisa tecnológica como o IAPAR, recebendo em média um salário de R$ 310,00 - não há emocional que resista.
- MARIA JOSÂINE DA SILVA, assistente administrativa do IAPAR
Cooperativismo
Na atual conjuntura econômica e social do País o emprego se torna desafio para os profissionais qualificados e para as pessoas em geral. Pensando em alternativas, trabalhadores de mentalidade criativa fundaram, junto com desempregados ou insatisfeitos com o atual sistema da Consolidação das Leis do Trabalho, cooperativas de trabalho visando a melhoria da qualidade de vida e o resgate da cidadania através do direito ao trabalho, princípio básico da Declaração dos Direitos do Homem.
Porém, as cooperativas têm sofrido com a ambição exagerada do governo em cobrar mais impostos do que trazer benefício, dificultando o desempenho do resultado do trabalho em uma ponta e travando a geração de emprego em outra.
Esperamos que a política de Fernando Henrique Cardoso, voltada para o trabalhador, como se diz nos veículos de comunicação, realmente ajude o cooperativismo de trabalho a caminhar a passos largos rumo a uma alternativa promissora para todos os que buscam o trabalho.
- ANTONIO PINHEIRO, associado da Coopertal - Cooperativa de Trabalhadores
Autônomos de Londrina

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