Criança desaparecida
Ao Movimento Nacional em Defesa da Criança Desaparecida: sou sensível a dor dos pais que perderam seus filhos e sinto grande constrangimento em pouco poder fazer para que eles recuperem seus filhos. Pelo menos com idéia, quem sabe possa eu ajudar. Talvez fosse proveitoso sensibilizar as pessoas que têm o mesmo nome da criança desaparecida, apelar para as homônimas se tornem padrinhos ou madrinhas dessas crianças.
Por exemplo: procura-se o Guilherme, a Lucinéia ou a Letícia. Pede-se às pessoas que têm o mesmo nome para que não esqueçam dessas crianças e que ajudam a encontrá-las. Seria uma forma direcionada de sensibilizar que uma outra pessoa, vendo uma criança parecida com aquela que se busca, comunique-se com o movimento. De forma alguma estou sugerindo que os apelos feitos sejam ineficientes. Apenas quero propor mais este. Tenho muito pesar por todos os que sofrem tamanha dor.
- LUIZ SIQUEIRA LOPES DE CASTRO, Londrina
Concursados
Nós, aprovados no concurso da Polícia Civil do Paraná, vimos através desta manifestar nossos agradecimentos à vereadora de Londrina Elza Correia, que nos acompanhou no protesto pacífico em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba, no último dia 29 de setembro, quando foi reivindicada a imediata nomeação dos aprovados.
Durante todo o processo de negociação, a atuação da vereadora nos orgulhou pela impecável atuação, e em nenhum momento ela titubeou em exigir mais segurança às autoridades estaduais presentes, demonstrando dignidade e principalmente preocupação na questão de segurança pública em Londrina. São poucas as pessoas que têm a coragem e a ousadia de se pronunciar denunciando as mazelas de nossa cidade. São exemplos assim que dignificam nosso Legislativo.
- MÁRIO SHIBAZAKI, coordenador dos aprovados, Londrina
Medidas extremas
As novas medidas anunciadas pelo governo federal, mais uma vez incidirão sobre as receitas das pequenas, médias e grandes empresas e, principalmente, sobre a sociedade brasileira. A consequência do aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 2% para 3% e a cobrança de 15% de Imposto de Renda sobre as operações de remessas de recursos ao exterior e também sobre remessas para pagamento de propaganda, leasing, patente acarretarão pesados encargos, agravando a insatisfação popular – crescente a cada dia.
Paradoxalmente, ao anunciar tais propostas, o governo comprometeu o chamado Programa Brasil Empreendedor, que visa injetar recursos de que os pequenos empresários necessitam para gerar os negócios. Cada medida que o governo vem adotando mais tumultua a vida do empresariado e da população.
Na verdade, o objetivo do governo não é apenas cobrir o tal rombo de R$ 2,3 bilhões no orçamento de 2000, mas cumprir as metas negociadas com o FMI. O Brasil precisa urgentemente crescer economicamente e gerar riquezas, porém para isso são necessárias propostas criativas e inteligentes, que resultem na implementação de políticas eficazes, proporcionando aberturas de novos postos de trabalho, condições para as empresas produzirem, saúde e educação acessívels e iguais a todos. Essas prioridades expressam os direitos básicos almejados por todos os cidadãos brasileiros, e que até agora estão difíceis de ser realizados.
- LUIZ LEMOS LEITE, presidente da Associação Nacional de Factoring (Anfac), São Paulo
Censura
Já ao tempo da Segunda Guerra Mundial, com uns 13 ou 14 anos, mandei um artigo para o ‘‘Jornal do Brasil’’, no Rio, batendo duro na ditadura Vargas. Não a derrubei porque, em vez de publicá-lo, o conde Pereira Carneiro optou por restituir-me o manuscrito, com um cartão – ainda o guardo – no qual alegava, com uma irônica sutileza, só muito mais tarde entendida, que a não-publicação se devia à falta de papel... O governo controlava a imprensa mediante a ameaça de não fornecimento das bobinas vitais.
Hoje, a desculpa dos grandes jornais, com interesses também na TV, no rádio e na telefonia e, assim, dependentes de um bom relacionamento com o ministro das Comunicações e o Palácio do Planalto, é a de que, embora escrevamos bem, não datilografamos nem digitamos, além de cometermos o pecado venial de ultrapassarmos das 14 linhas, coluna um.
Mas ainda temos, no País todo, uns 50 jornais que não se acovardaram.
- ALCINDO NOLETO RODRIGUES, jornalista e juiz federal aposentado, Brasília
Barão de Mauá
Excelente o artigo de Arnaldo Jabor sobre o Barão de Mauá, a propósito do lançamento do filme. Amanheci o feriado lendo a Folha, como sempre, e o artigo me obrigou a um mergulho na reflexão sobre nosso país. Parece que o Brasil nunca teve, não tem e nunca terá jeito. Isso não é fatalismo. É constatação. Pegue-se apenas três períodos de nossa história: o esbulho feito pelos europeus com relação ao nosso pau-brasil e com nosso ouro, que os enriqueceram; a provocada derrocada do Barão de Mauá, por ciúme do imperador, que não podia vê-lo bem-sucedido com suas empresas; e agora, o que o governo Fernando Henrique II vem fazendo com as nossas empresas, vendendo-as a granel, por trinta dinheiros que não pagam nem os juros de nossa dívida. São fatos correlacionados. Nunca terá jeito. Mauá era um empreendedor que vivia dois séculos na frente do seu tempo. Mas, como agora o governo vem quebrando as empresas em nome do capitalismo sem fronteira dos donos de bancos estrangeiros, ele também foi quebrado pelo imperador a favor dos... donos de bancos estrangeiros. Será que nunca vão nos deixar em paz?
- WANDERLAN AMÉRICO FERREIRA, Londrina
Adoção
A respeito do caso da adoção dos gêmeos pelo deputado paranaense Edson da Silva Praczyk: se os pais biológicos dos gêmeos tivessem um pouco de amor pelas crianças, não teriam aceitado nenhum tipo de ajuda em troca das crianças. Depois que os gêmeos estavam bem, dentro de um lar com alguma chance de serem felizes na vida, aparecem os pais arrependidos, com aquela famosa cara de ‘‘fomos enganados’’, ‘‘eu não sabia’’. Mais cedo ou mais tarde, pode chegar alguém e oferecer uma certa quantia em dinheiro aos pais biológicos. Será que as crianças não serão trocadas novamente com a mesma desculpa?
- ADILSON ROGAL, Curitiba
Correção Por falha técnica, foram truncados textos da nota ‘‘Studio 54’’ da coluna Vídeo, publicada na página 6 da Folha 2 de ontem. O texto correto termina na frase ‘‘Duração: 101 minutos’’.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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