O leitor escreve
Previdência (1)
Confesso que fiquei estarrecido com a votação unânime do Supremo Tribunal Federal (STF), declarando inconstitucional a recente lei de iniciativa do Executivo, aprovada pelo Congresso, que impõe contribuições adicionais a funcionários públicos federais ativos e inativos, inclusive pensionistas, visando a reduzir o elevado déficit do seu falido sistema previdenciário.
Independentemente de avaliação se a lei é socialmente justa ou injusta, o que me surpreendeu como cidadão foi o processo de sua aprovação. Como explicar que uma lei tão importante tenha passado pelo crivo de advogados e juristas ilustres das áreas do Executivo e do Congresso encarregadas justamente de analisar a sua constitucionalidade? O erro cometido deve ter sido muito grosseiro para gerar unanimidade, logo no STF cujos membros primam por apresentar visões e opiniões díspares.
Se a unanimidade resulta, porém, de decisão política de votar em bloco, como insinuam alguns políticos, o assunto se reveste de suma gravidade, pois estariam sob suspeita a isenção e a honorabilidade dos integrantes do STF. Se realmente houve um erro elementar no processo, cabe ao Executivo e ao Legislativo se explicarem perante a Nação. Como cidadão, sinto-me profundamente desapontado: ou o Executivo e o Legislativo são incompetentes a ponto de aprovarem uma lei claramente inconstitucional, ou faltam isenção e honorabilidade aos membros do STF. Em qualquer hipótese, a Nação sai perdendo e moralmente abalada. Ou então, pode ser que meu raciocínio esteja errado, o que me deixaria profundamente feliz.
- EDUARDO JOSÉ DAROS, São Paulo (SP)
Previdência (2)
A respeito da reportagem FHC define como cobrir perda de receita publicada ontem: acho um absurdo que pessoas inativas contribuam, já que fizeram isto a vida inteira para garantir um final de vida tranquilo. Para a solução destes problemas deveríamos diminuir o número de representantes políticos, pagar no máximo um salário mínimo para cada um destes, pois é com este valor que a maioria da população ativa e inativa vive!
O problema está na má distribuição de renda, ou seja, a maioria da população miserável contribuindo para uma minoria rica representada na maioria por políticos que dizem ser representantes do povo. Basta de trapaças, basta de impostos. O povo não suporta mais. Sabemos que os possíveis impostos servirão basicamente para o preparo das campanhas eleitorais; dificilmente serão revertidos em benefício da população. Espero que o povo desperte até as próximas eleições, e dê o troco merecido a maioria dos políticos corruptos e enganadores do povo.
- ELISETE PEREIRA, Curitiba
Luz no fim do túnel
Parece que o Fundo Monetário Internacional (FMI), a partir da autocrítica a que se submeteu, como exame de consciência, chegou ao ponto nevrálgico da questão do aumento do empobrecimento das nações subdesenvolvidas. O depoimento de James Wolfensoh, do Bird, ao dar ênfase ao infortúnio e à pobreza (de comentário da Folha Economia, de 29 de setembro) e a resposta de Michel Camdessus, diretor do FMI, de que o caminho seria o do fortalecimento do ambiente (...) evitando que os governos tenham que gastar dinheiro público com credores privados são a tônica de comentário dos jornais.
Parece que se vislumbra uma luz no fim do túnel. O presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, mais prático, propõe (os Estados Unidos são um dos maiores parceiros do FMI) o empobrecimento, abaixo da miserabilidade, tangidos pelo flagelo da fome e atrela a humanidade, na sua área de desenvolvimento, e daí derivando como causas incapacidade coletiva de entender a democracia, submetendo-se à autoridade de despotismos desumanos e à consequente desorganização social que leva as populações assim desgovernadas eticamente a se debater na pior das desgraças: a desnutrição e a fome.
- JOÃO DIAS AYRES, médico, Londrina
Trânsito
Estamos vivendo numa fase em que somos cobrados a fazer, a produzir, pois o mundo vem cobrando esta atitude e, acima de tudo, vem estimulando as pessoas e fazendo com que as mesmas funcionem em ritmo acelerado daí o fazer, o produzir, cada vez mais. As pessoas vivem apressadas correndo contra o tempo. Têm que se deslocar dos seus locais de trabalho de um lugar para outro. São executivas indo para seus escritórios; mães levando seus filhos ao colégio; estudantes universitários; trabalhadores; ônibus coletivos e de turismo. Na verdade, são pessoas de faixas etárias diferentes, com histórias de vida diferentes; com pensamentos e personalidades diferenciadas são pessoas que estão a trabalho ou a passeio, mas sempre conduzindo ou sendo conduzidos por algum veículo.
E como fica o trânsito no meio disto tudo? Quando uma pessoa dirige, ela o faz de acordo com suas características, pois o veículo acaba sendo reflexo de sua própria imagem. Portanto, quando alguma pessoa tem algum tipo de problema ou está passando por alguma dificuldade é importante estar atento a isto e, acima de tudo, respeitar seus próprios limites, pois dirigir não é apenas ligar o carro e sair dirigindo. Dirigir e ser um bom condutor requer aceitar e levar em conta não apenas algumas normas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), mas também e principalmente estabelecidas dentro de casa, onde se aprende (ou se deveria aprender) os princípios básicos, os limites daquilo que se considera certo ou errado.
- MARIANA CRISTINA DUBOC TERRA, Londrina
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Folhaweb
Gostaria de parabenizar a Folha de Londrina/Folha do Paraná por sua home page. Através dela posso receber informações importantes sobre o Paraná, deixando-me informado a respeito dos fatos mais importantes que estão ocorrendo, mesmo estando tão longe. Gostaria de engrandecer esta forma de dinâmica de baixo custo e simples de divulgação de notícias.
- MURILO MENIN FLORES, Cagliari (Itália)
CorreçãoPor falha técnica houve troca de textos nas imagens que identificam os sites sobre o serviço de tradução da Internet, em www.micropower.com.br, e o festival de música digital, em www.mp3clube.com.br/festival, publicados ontem na coluna Clique Aqui (caderno Folha Informática, página 2).
- A palavra Córsega foi grafada incorretamente em título e texto de nota publicada na página 8 do primeiro caderno, edição de ontem.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





