O leitor escreve














Sem analfabetismo
Devem-se louvar algumas iniciativas do governo federal no sentido de ampliar cada vez mais os programas educativos. Agora mesmo, o ministro da Educação anuncia que a TV Escola, do MEC, já atinge cerca de 60 mil escolas de ensino fundamental (antigo 1º grau) vai começar período de testes com programação para o ensino médio (antigo 2º grau), com aulas de Português.
Por enquanto, essa experiência ficará restrita às escolas de ensino médio que ocupam as mesmas dependências das escolas de ensino fundamental equipados com antena, aparelho de TV e vídeo. Além disso, a Secretaria de Educação à Distância do MEC também planeja levar ao ar, no início do ano que vem, programas de rádio para alunos de ensino fundamental das áreas rurais.
Acontece, porém, que o problema maior que nos aflige é o número de analfabetos, que ultrapassa a patamar de 40 milhões, e não os 15 milhões que o MEC anda dizendo por aí. Quinze milhões são aqueles que sequer sabem pegar num lápis ou numa caneta para desenhar o próprio nome. Os outros mais de 25 milhões só sabem desenhar, e mal, o nome. E, por isso, não podemos considerá-los alfabetizados, muito embora o ministério os classifique como semi-analfabetos.
Para tentar diminuir o problema, o Ministério da Educação lançou a campanha ‘‘Adote um Aluno’’, com a ajudas das empresas de cartões de crédito, além de contar com o apoio de outras empresas e do resto da população. Todo mundo deve fazer a sua parte. O analfabetismo e a miséria sempre andaram de mãos dadas, e o Brasil precisa dar a volta por cima, se quiser transformar-se verdadeiramente numa potência.
É necessário que o governo queira, realmente, acabar com o analfabetismo e não apenas criar produtos para mascarar a coisa, como foram, nos tempos da ditadura, os projetos Mobral e Minerva. Naquela época, os dois serviam não só para diminuírem os índices estatísticos, mas principalmente para ‘‘arranjar’’ novos eleitores.
- MAGNO DE AGUIAR MARANHÃO, Rio de Janeiro (RJ)
Previdência (1)
Sobre a reportagem ‘‘Decisão do STF sobre Previdência abala mercados’’ publicada ontem: perdoem-me os desinformados, mas quem entende um pouquinho de Direito ou tem uma parca noção de Direito sabia que o STF derrubaria a instituição da cobrança de contribuição previdenciária dos funcionários públicos inativos e do aumento das alíquotas das contribuições dos ativos.
No primeiro caso, há mais de oitenta anos escreveu Rui Barbosa que o aposentado tem um crédito para com a Nação pelos serviços que já prestou. Ora, o trabalhador contribui para a Previdência no labor de várias décadas a fim de garantir o recebimento da aposentadoria depois de cumpridos os requisitos legais. Portanto, não há que se falar em pagamento à Previdência depois de aposentado. Pois qual seria a finalidade dessa contribuição? Para receber depois de morto? Em verdade, tratava-se de um imposto ‘‘mascarado’’ e discriminatório que o governo FHC pretendia cobrar dos funcionários públicos aposentados.
No segundo, a lógica informa que se 11% de R$ 600,00 é suficiente para pagar a aposentadoria correspondente, então 11% de R$ 2.000,00 ou mais também será o bastante para garantir a aposentadoria nesse valor. Descabida, portanto, a cobrança de alíquota progressiva que é própria de impostos. Ademais, se levada a efeito a pretensão governamental teríamos um verdadeiro confisco dos salários dos funcionários públicos. O STF cumpriu com extrema dignidade a sua função de guardião da Constituição Federal, não cedendo aos desmandos do Poder Executivo.
- MÁRCIO AUGUSTO NASCIMENTO, Londrina
Previdência (2)
O governo FHC pressionou no último dia 23 os deputados aliados a adiar a votação do projeto que altera as regras da Previdência Social que está tramitando na Comissão de Seguridade Social da Câmara Federal. O substitutivo da deputada Jandira Feghali (PSDB-RJ), que é relatora do projeto, não agradou o governo, por que altera as novas regras.
O texto original prevê outra forma de cálculo, tomando como base o salário contribuição desde julho/94. Isto implicará na redução de valor do benefício, exatamente com isso que os trabalhadores não devem concordar. Além disso, o governo pretende instituir uma alíquota de contribuição, combinando a parte paga pelo empregador e pelo empregado. A expectativa de vida do trabalhador e ainda um fator previdenciário. Para vencer a resistência da oposição, o governo propõe o prazo de 12 meses para que o trabalhador possa se definir, optando pela aposentadoria de acordo com as regras atuais, ou pelas regras novas.
- ANTONIO CARLOS DE MELO, bancário, Porecatu
Primasol (1)
É com muita honra que parabenizamos a diretoria e colaboradores da Sociedade Rural do Paraná pela idealização da 1ª Primasol – Festa da Primavera Solidária. Trata-se de uma iniciativa à altura da grandeza desta Sociedade Rural e das necessidades enfrentadas pelas instituições beneficentes de Londrina.
Sempre que observamos uma entidade ‘‘extrapolar’’ suas atribuições originais para atuar diretamente nos anseios da comunidade, temos a certeza de que o caminho para a solução dos problemas mais sérios de nossa sociedade está sendo trilhado. A Acil compartilha desse sentimento. Todos somos responsáveis pelo resgate e a valorização da cidadania. A Acil se coloca à disposição para apoiar a festa e atuar naquilo que for necessário para seu sucesso.
- VALTER LUIZ ORSI, presidente da Acil, Londrina
Primasol (2)
É com imensa satisfação que cumprimentamos os organizadores pelo sucesso do lançamento da 1ª Primasol, promovida pela Sociedade Rural do Paraná e por essa comissão neste último 16. Iniciativas como estas são imprescindíveis não apenas para divulgar os vários trabalhos realizados pelas entidades envolvidas, mas, principalmente, para conscientizar toda a comunidade sobre a importância destes trabalhos.
- ELZA CORREIA, vereadora, Londrina
Correção O Serlopar anunciou ontem que foi transferido para o Calçadão de Rolândia o sorteio que estava previsto para o Centro Esportivo Emílio Gomes. O bilhete estampa a Oktoberfest e o sorteio será dia 8, às 18 horas. Ontem a legenda da foto do bilhete, publicada na Folha Cidades, informou incorretamente que se tratava da Loteria Federal.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

mockup