O leitor escreve
Saúde
A declaração do secretário estadual da Fazenda, Giovani Gionédis, atingiu em cheio todos aqueles que, verdadeiramente, lutam por Londrina. É lamentável que um secretário de Estado, que pouco sai de Curitiba, tenha esse tipo de comportamento. E mais: esse episódio revelou para todos como o governo Lerner é oportunista e trata com descaso o setor da saúde no Estado. O governador, quando precisou dos votos e do apoio da cidade, principalmente da Universidade Estadual, para sua reeleição, veio assinar termo de compromisso para liberar os recursos tão necessários para o hospital. Recursos que, diga-se de passagem, já estavam há mais de três anos previstos no orçamento do Estado.
Lerner/Gionédis não têm compromisso com o povo do Paraná. Não estão nem um pouco preocupados com o que acontece na nossa cidade e não conseguem entender a importância que o HU tem para a saúde pública da cidade e região. O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Londrina chama à responsabilidade todos aqueles que lutam e defendem o Hospital Universitário. Não podemos aceitar passivamente a mentira e o desrespeito que o governador tem tido com a nossa cidade. Reaja, Londrina!
- ANA MARIA DA CRUZ, presidente do sindicato, Londrina
Novo milênio
Logo iniciaremos uma nova etapa o novo milênio. Um tempo que será cheio de vida promissora, religiosidade, ternura e muito amor. Só haverá nestes próximos anos uma conscientização do nosso povo. E devemos dar graças ao nosso bom Deus por estarmos testemunhando esta transição. Felizes somos nós por estarmos vivenciando este acontecimento que é chegar ao ano 2000.
Vamos louvar ao Cristo que é o aniversariante; vamos vibrar com Ele nesta festa. Ele quer isso de nós; que vivamos sempre otimistas com pensamentos positivos e amando uns aos outros. A sua volta acontece sempre, a todo instante; desde que nós vivamos como Ele nos ensinou. Cristo vive e permanece em nós. Ele volta para nós todo o sempre. Para Ele não tem data, dia e hora.
- MARIA SOCORRO BUENO, Londrina
Comércio aos domingos
A movimentação provocada pelo presidente do Sindilojistas de Foz do Iguaçu, Omar Tosi, pela abertura do comércio aos domingos em Foz do Iguaçu, é reivindicação de longa data, que precisa ser amadurecida pelos dois lados. O empresário vê a possibilidade de aumentar suas vendas, oferecendo mais conforto aos clientes. O empregado vê a possibilidade de perder seu consagrado domingo como dia de folga, não atentando para a possibilidade de folgar em outro dia da semana. Por que não concordar pela abertura? É mais uma alternativa. É a possibilidade de aumento de vendas, e consequentemente, de emprego. Se não der certo, não abre mais!
- EDVINO BORKENHAGEN, Foz do Iguaçu
Videntes
Uma das maiores tentações do ser humano é conhecer o seu amanhã. Somos atraídos a consultar alguém que possa nos dizer o que vai acontecer conosco e com a história no ano que vem, no próximo mês ou daqui a algumas horas. Porém, o Deus da Bíblia não nos dá autorização para buscar poderes ocultos a fim de conhecer as coisas que ainda vão acontecer ou para qualquer outra finalidade. No livro de Deuteronômio, Velho Testamento, capítulo 18, versos 9 a 14, o Senhor Deus nos adverte: Não se achará entre o meu povo adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem mágico e nem quem consulte os mortos, pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor.
Deus proíbe tais coisas porque Ele não quer ver o seu povo sendo enganado e aprisionado pelo nosso inimigo, o diabo. A Bíblia fala que o poder de Deus é aquele que só se revela através do nome do seu Filho, Deus-homem, Jesus Cristo, e que todo o poder ou manifestação sobrenatural, fora da invocação do nome do Jesus, não vem do único e verdadeiro Deus. E poucos sabem que quando adquirimos algum favor dessas forças ocultas (ou magia), ao mesmo tempo assinamos autorização para que demônios influenciem nossa vida mais do que eles costumam influenciar quando não autorizados. Pois até a volta do Senhor Jesus, a única função do diabo neste mundo é roubar, matar e destruir o ser humano através do seu afastamento de Jesus Cristo e da sua Palavra (a Bíblia), por meio de toda mentira e engano que podemos captar com nossos olhos e ouvidos. Logo, é muito melhor desconhecer nosso futuro na Terra do que perder nosso futuro eterno com nosso Criador.
- ALEXANDRE FONSECA DE MELO, Brasília
Justiça cega
Vivemos em um país que de certa forma a injustiça é totalmente cega, onde menores delinquentes cometem delitos graves e nunca são punidos rigorosamente. Sempre que são presos a máfia ou a cúpula dos direitos humanos que protegem estes menores dão um jeitinho para que saiam ilesos. Tudo isso graças à cartilha de apoio ao menor criminoso, chamado Estatuto do Menor Adolescente.
No Brasil, só fica preso quem rouba galinha ou varal de roupas, porque os peixes grandes sempre escapam das grades. Em nosso país, o infrator é que está certo e a vitíma é que passa a ser o réu. Na semana passada, foi publicada na Folha de Londrina/Folha do Paraná uma reportagem onde um pessoa sofreu uma tentativa de assalto e acabou ferindo o assaltante com a faca do próprio assaltante. O ladrão foi hospitalizado e a vítima foi presa. Hoje, temos que tratar muito bem os marginais para que um dia não acabemos presos por ofendê-los ou machucá-los. Portanto, não é a Polícia que tem culpa pela criminalidade em nosso país e sim a nossa Justiça, que se afundou na lama.
- CLÁUDIO DE SOUZA ROLIM, Jaguapitã
Dívidas
O governo via renegociar, por estes dias, as dívidas de micro e pequenas empresas, no importe de cerca de R$ 50 bilhões e ainda injetar nelas outros R$ 75 bilhões. Parece até justo que o faça, muito embora essas empresas, que dizem serem as que mais empregam, sejam também as que menos assinam carteira de trabalho e as que mais dificultam o fornecimento de notas fiscais, fatos que indicam a falta de respeito pelas leis.
Nesse insano afã de renegociar dívidas, o governo não tem mãos a medir, sempre que nelas fique como credor ou como nos casos de Estados e municípios, deva substituir os credores primitivos, geralmente profissionais da usura, que ficam muito gratos com a troca de títulos incobráveis por outros, federais, que, em sua insuspeitada ingenuidade, crêem mais confiáveis. Quanto a renegociação das próprias dívidas, externa e interna, que já supera o PIB, nem pensar por enquanto. Mas não poderão evitá-la daqui a pouco?
- ALCINDO NOLETO RODRIGUES, juiz federal aposentado, Brasília (DF)
Correção A notícia Paraná adere ao fim da imunidade, publicada ontem na página 5, contém uma incorreção. O deputado estadual Nereu Moura (PMDB) consta da lista de ex-parlamentares que, com o fim do mandato, em fevereiro, passaram a ser processados como cidadãos comuns. Mas Nereu Moura ainda goza de sua imunidade.
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