Violência
Tenho acompanhado diariamente pela imprensa o que vem ocorrendo em Londrina, em relação ao aumento dos índices de violência, principalmente contra pessoas. Recentemente tivemos o desprazer de conviver com vários homicídios, em que pessoas trabalhadoras e decentes acabaram tendo as suas vidas ceifadas estupidamente, sem contarmos os frequentes assaltos registrados diuturnamente. Quando a situação atinge o ponto atual, torna-se necessário encontrar algum culpado e, como não poderia deixar de ser, a Polícia acaba sendo mais uma vez a grande vilã, que aos olhos de muitos, é culpada por tudo o que vem ocorrendo.
Aqueles que criticam veementemente a Polícia, sejam da imprensa ou da comunidade, acabam por se esquecer que a Polícia não gera crimes ou criminosos. Ela os combate! Geradores de crimes são os governantes, que deixam a população de lado (principalmente depois de reeleitos) para já pensarem nas próximas eleições, enquanto a comunidade vive verdadeiros momentos de pânico nas mãos de bandidos da pior espécie. Estes ilustres senhores devem ser culpados diretamente pelo que estamos vivendo, mesmo porque, se investissem em segurança pública, saúde e educação, não teríamos um Estado e um país assistindo à formação de muitos de seus filhos nas melhores escolas do crime.
Nada vai adiantar criticar a Polícia, mudar comandantes e delegados, enquanto o governador não tomar as rédeas da situação e se lembrar que Londrina também pertence ao Paraná, e que é uma das cidades mais produtivas e geradoras de renda do nosso Estado, feita com muito trabalho e luta. Tenho vivenciado o dia-a-dia dos policiais militares e civis em Londrina, e vejo que a cada dia os meus companheiros mais se afastam dos familiares e do lazer, porque estão sendo empregados em jornadas excessivas de trabalho, tudo em atitudes desesperadas para realizar milagres, o que já não é mais possível, diante da situação atual. Chega de tapar o sol com a peneira!
- MAJOR ADALBERTO, vereador, Londrina
Dia do Jornalista (1)
Cumprimento toda a equipe da Folha de Londrina/Folha do Paraná pelo Dia da Imprensa. É de gente que se faz uma cidade, mas são as notícias que aproximam as gentes entre si e no espaço urbano, dando origem à identidade que constrói a verdadeira cidadania. Parabéns.
- CASSIO TANIGUCHI, prefeito de Curitiba
Dia do Jornalista (2)
Gostaria de dominar muitíssimo bem a nossa língua para poder prestar uma homenagem digna da grandeza desses profissionais que correm atrás dos fatos para transformá-los em notícias, produzindo matérias para os jornais. Contudo, não tendo talento para tanto, faço-o do meu jeitão e com muito respeito.
Quero abraçar a todos, os ‘‘baita jornalistas’’, como os não tanto. Não há espaço aqui para ficar citando os Leonardos dos Santos da vida, nem os Délio Cesars, ou os Estélio Feldmans, os Windsons Schwarts, os Roses-Roldãos-Carlos-Joões Arrudas, os Felisminos, os Nilsons Monteiros, os Carlos Silvas, os Domingos Pelegrinis, os Marcelos Oikawas, os Walmores Macarinis, os Ricardos Sampaios, os Roberto de Carvalhos, os Paulos Ubiratans, as Célias Musillis, os Nelsons Capuchos, os Isnards Cordeiros, as Reginas, os Carlos Eduardos, as Cristinas, os Edilsons Leals, as Lindas Buliks, os Chicos Amaros, os Osvaldos Petrins, os irmãos Coutinhos, os Cresos. Os que já foram escrever em outros mundos e outros, outros e tantos outros. Eu pecaria por esquecimento, por falha de memória, se pretendesse recordar todos os nomes.
Cito apenas dois, que para mim, representam o ontem, o hoje e o depois. Um que é o maior de todos – João Milanez – o mais culto jornalista que eu conheço e sem o qual essa listinha aí de cima não existiria. Outro, que também é, mas não é: Marcelo Franzão, terceiranista do curso de jornalismo da UEL, moço vocacionado para essa fantástica profissão, que o conheço apenas pela leitura da matéria intitulada ‘‘Quando a esperança é a primeira que morre’’, publicada em setembro no ‘‘Jornal da Casa’’, do Sindicato dos Jornalistas. Já nasceu jornalista. Eu lhe daria o diploma. Pena que não viveu no tempo em que para ser jornalista, tinha que ser primeiramente ‘‘foca’’, cujos requisitos principais eram vocação e bom vernáculo.
Jornalista tem que ser assim: quando escreve, abala estruturas carcomidas ou retardatárias. Lembrando esses dois, João Milanez (velho e querido ‘‘Patrão’’) e Marcelo Franzão (que poderá recolocar essa profissão no seu verdadeiro pedestal de respeito e dignidade), rendo minha homenagem a todos os jornalistas, com exceção, dos que truncam a verdade dos fatos ou os omitem, em benefício de si próprios ou por interesses estranhos.
- LUIZ DE CASTRO, ex-jornalista da Folha de Londrina
Timor Leste
A Federação Nacional dos Jornalistas preocupada com os violentos confrontos diários que vêm ocorrendo no Timor Leste, após a vitoriosa campanha pela independência da ex-colônia portuguesa, que estava sob domínio indonésio desde 1975, pede ao governo brasileiro uma ação diplomática contundente junto à ONU. No momento, a barbárie reina absoluta sob forma de desrespeito à vontade de 78% da população e sob forma de carnificina nas ruas. Apontamos uma ação internacional reguladora urgente e eficiente que impeça a continuidade da violência que acontece com o beneplácito olhar do governo títere timorense.
A Fenaj denuncia ainda a violência praticada contra os jornalistas do mundo todo ao realizarem a cobertura do plebiscito. Junto com a Federação Internacional dos Jornalistas, a Fenaj apóia e saúda os profissionais da imprensa que através do seu trabalho conseguiram testemunhar esta importante vitória da liberdade e da democracia.
- ELISABETH VILLELA DA COSTA, presidente, Brasília
Promessa
Como foi anunciado às vésperas da Marcha dos 100 Mil, o presidente FHC lançou dia 31 de agosto um plano plurianual de investimentos, batizado de ‘‘Brasil em Ação’’, que já vinha sendo utilizado durante a campanha pela reeleição. Dessa vez, ao invés de inaugurar pontes, o governo promete investir R$ 1,1 trilhão até 2003, que seriam destinados em diversas áreas e resultariam na criação de 8,5 milhões de empregos no País.
Este filme já vimos durante a campanha eleitoral. De lá para cá, o que se viu foi aumento de desemprego, que já passa dos 20% na Grande São Paulo. O custo desse avanço, é claro, quem vai pagar somos nós. Os recursos para custear esse programa serão oriundos dos impostos, como a alíquota de 27,5% do IR, que será prorrogada. Tudo nos leva a crer que esse programa ficará apenas na memória, assim como os cinco dedos usados por FHC em seu marketing na campanha eleitoral, juntamente com a promessa de estabilidade do real.
- ANTONIO CARLOS DE MELO, bancário, Porecatu
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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