O leitor escreve
A vida depois dos 30
Enquanto a maior parte da humanidade pergunta: O que será que acontece após a morte?, eu me questiono o tempo todo: O que será que pode me acontecer após os 30 anos? Acordo pela manhã e agradeço a Deus por mais um dia, pela saúde perfeita e pela grande dádiva de estar viva. Desempregada há vários meses, viúva e um filho para criar, luto por um lugar ao sol e o vejo encoberto pela sombra do preconceito e da discriminação.
Pego o jornal e corro para ler os classificados à procura de uma vaga, um emprego, para que eu possa dar continuidade a minha vida e poder sobreviver neste nosso mundão. Na maioria dos anúncios pedem pessoas de 18 a 28 anos. Por que será? A vida acaba após os 30? Os obstáculos são muitos: cargo, salário, escolaridade, idiomas, e infelizmente a idade. Concorrendo com candidatos mais jovens, acabo indo para o fim da fila e ouvindo: Se surgir uma nova vaga, entraremos em contato.
E o preconceito da idade não pára por aí. Rádios da cidade anunciam um grande sorteio para uma transformação completa em mulheres, mas aquelas que têm de 15 a 30 anos, e lá se vai mais uma oportunidade de fazer parte da sociedade e ser feliz. Apesar de ter passado dos 30, sinto-me cada dia mais mulher, vejo aumentar em mim a sensualidade, o desejo e a necessidade de vida. Gostaria de chegar aos 60, sentindo tudo o que sentia nos meus 15, 20, 25 e ainda sinto hoje nos meus 33 anos, tão vividos e agora entristecidos pelo preconceito que assola nossa sociedade.
- GIANE MAGALHÃES, analista de crédito, Londrina
Futebol feminino
Gostei muito da notícia PSTC lidera no futebol feminino publicada dia 28. Gostaria de ver mais reportagens publicadas sobre o futebol feminino da região de Londrina. Temos muitas equipes interessadas em praticar um esporte que até pouco tempo era praticado só por homens e quem sabe desta forma podemos crescer mais no contexto nacional. O futebol feminino é tão agradável de se assistir quanto o masculino.
- FÁBIO DOS REIS APARECIDO, Cambé
Colégio São Paulo
O ano era 1978, era meu primeiro dia de aula, tinha na época tenros 6 anos de idade, comecei a estudar muito cedo. Fomos a turma pioneira, que inaugurou o primário e o 2º grau no Colégio São Paulo, em Londrina, e junto comigo uma turma que iria me acompanhar pelos 20 anos seguintes. Éramos ingênuos, crianças comuns. Nossa única preocupação consistia em saber se na geladeira tinha iogurte.
Fomos muito bem tratados, com uma educação diferenciadíssima, baseada principalmente no amor e no carinho de nossos mestres. Não era de se estranhar, mas era a eles a quem recorríamos para nos ensinar algo mais do que mero português e inglês. Eram uma segunda família. Oxalá, se todos os colégios fossem como este. O fato é que lendo a Folha, vi uma reportagem que muito me entristeceu, deixou-me melancólico e saudosista. Eu que pensei que meus filhos fossem ter o prazer de estudar na mesma escola que o pai deles, vi que vão demolir o Colégio São Paulo para a construção de um shopping center. Sinal dos tempos. Será que o centro da cidade já não está abarrotado demais de lojas e afins?
Será que para uma cidade de 500 mil habitantes, os shoppings que existem não são suficientes? Basta dar uma caminhada pelo centro e constatar que o que mais se vê são lojas vazias para se alugar. Desculpe-me o atual proprietário do colégio, mas eu me sinto na obrigação moral de protestar. Afinal de contas, é a história da minha vida que está impressa nas paredes e corredores daquele colégio. Até imagino a cena eu passando em frente ao shopping com meus filhos e dizendo: Olha, foi aqui que o papai estudou quando era pequeno! Eles na certa vão perguntar: Foi no cinema ou na praça de alimentação, papai?
- FERNANDO SING, publicitário, Londrina
Canto do galo (1)
Na frente da minha janela há um pinheiro onde todas as manhãs sabiás formam um coro. Considerando a sentença da juíza Luciana Varella, na reportagem intitulada Justiça pune dona de galo cantador (em Arapongas), publicada ontem, pergunto: A quem processar? O Ibama, o governo ou os sabiás? As organizações não-governamentais de defesa da natureza? Diante de tanto zelo pelo bem-estar público, por parte da magistrada, gostaria de ser orientado sobre o procedimento correto, pois não sou dotado de tamanho conhecimento jurídico. ACM tinha razão ao propor a CPI do Judiciário.
- ODENIR COLOMBO, Curitiba
Canto do galo (2)
A cidade de Arapongas conviveu com o inusitado. Foi julgado como notícia o canto de um galo e naturalmente, dada a natureza da questão, isso foi parar no noticiário nacional. É de pasmar. Não só diante da questão como da sentença. Por mais que os ânimos tenham sido alterados, na discussão cujo pivô era o canto do galo, não se justifica tal sentença.
- CLEN COLITO, Londrina
Avelós e o câncer
Mais conhecido por suas qualidades na eliminação de verrugas, o avelós, planta trazida da África e replantada no Nordeste do Brasil, é também um auxiliar na luta contra o câncer. Um xarope caseiro feito a partir de seu leite, vem despertando o interesse dos portadores da doença. Produzido no Centro Espírita Herculano Pires, tem proporcionado uma média regular de cartas destacando seu poder. O xarope tem efeito sobre vários tipos de câncer, próstata, bexiga, útero, intestinos, estômago, esôfago, cordas vocais, seio, leucemia, pele e pulmões.
O avelós é um poderoso analgésico, cicatrizante e anti-hemorrágico. A descoberta dele aconteceu em 1980, em uma sessão espírita, quando o espírito de um médico, que teria vivido em Portugal no início do século, revelou os poderes da planta. É produto que, no mínimo, estaciona a doença ou elimina as dores nos casos irreversíveis, revelou.
- ARLINDO LOPES, Assis (SP)
CORREÇÃO Em ficha técnica publicada na primeira página do caderno Folha Esporte de ontem, emblemas do Grêmio e do Paraná Clube foram incorretamente substituídos por distintivos do Santos e Coritiba.
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