O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
A traça e o rabanete
Muitos artigos de Walmor Maccarini, particularmente sua frouxa réplica à palavra do dr. José Eduardo de Siqueira, revelam um jornalista jogando às traças sua experiência e descambando para a canastrice verbal, filistéia e facciosa, aplaudida por um público que adora canastrices (respeitar os outros não é só dizer o que os outros querem ouvir). Concluindo que critério médico para casos especiais e extermínio de vidas é tudo a mesma coisa, e exigindo dos médicos - dos quais respeita sequer a palavra - que façam tudo para salvar a vida que não é mais viável, Walmor parece sábio conforme a carne e preso à vida até o último sopro. Com muitos baixos e poucos altos, seus textos têm trazido pouca pérola e muito lodo, tendendo para o ataque aos pequenos num momento de exacerbação capitalista que castiga grandes e principalmente pequenos.
Por sinal, quanto mais menosprezam os fenômenos subculturais (ou paraculturais) das ideologias, mais caem em suas malhas os desavisados, cegos a essa cruza estranha de calvinismo com fundamentalismo motivada por gente que não pesquisa sequer a Bíblia - seja para defendê-la com segurança, seja para apontar seus anacronismos -, revela-se ungida em Cristo e em Lair Ribeiro (alguns dos mais caros discípulos desse doutor são notórios meliantes administrativos) e não têm a mínima idéia do que está dizendo e das idéias que está abraçando. Ah, os tempos são novos e é preciso se livrar do passado? E lá vão todos jogar o rabanete fora junto com a água suja da bacia. Confundir essa imbecilidade toda com o saudável otimismo da ação e da vontade é prova definitiva de mentalidade teleguiada. Para seu próprio bem, Walmor, não deveria ocupar com tanta frequência um espaço que poderia ser destinado a artigos mais consistentes.
- CARLOS JOSÉ RIBEIRO, Londrina
Sem-terra
Na edição de hoje (ontem), bloco Folha Paraná, consta a notícia Sem-terra denunciam ameaças em fazenda, aludindo à Fazenda Rio Claro, de minha propriedade. Diz-se na notícia que ali compareceram três pessoas, intitulando-se policiais civis, a fim de despejá-los, viajando num Fiat, placa de Santo André. Causou-me profunda surpresa o assunto. O que devo esclarecer é que ontem (anteontem) à tarde, meu administrador telefonou-me sobre o comparecimento de policiais na propriedade, dizendo que iriam retirar os sem-terra que a invadiram e que ele próprio interferiu pedindo que antes falassem comigo. Disse-lhe desconhecer o fato. Talvez estivesse sendo cumprido o mandado de reintegração liminar, pela Polícia, diante dos acontecimentos na Fazenda Borborema. Porém, ninguém me informou de nada. Estou completamente alheio ao assunto, supondo, em face das diversas invasões, que os citados elementos, que se dizem da Polícia Civil, foram enviados por outro proprietário, de fazenda outra que não a minha.
- JOÃO TAVARES DE LIMA, Londrina
Ciência e Tecnologia
O IAPAR - Instituto Agronômico do Paraná, como órgão estadual cuja missão é o desenvolvimento científico e tecnológico do agronegócio paranaense, parabeniza a Folha de Londrina pelo 3º aniversário do Caderno Ciência, que ocorreu ontem, dia 8. Ao lembrar a data, não podemos deixar de solicitar que a direção da Folha transmita nossos elogios à jornalista Célia Musilli, que desde maio de 1994, com grande competência, tem sido responsável por essa editoria. Da mesma forma solicitamos estender nossas congratulações aos demais integrantes da equipe do, hoje mais abrangente, caderno de Informática, Ciência e Tecnologia. Esperamos que a Folha continue a garantir o espaço para divulgação da Ciência e Tecnologia em seus aspectos mais gerais, especificamente na área de nosso interesse imediato, que é o desenvolvimento científico e tecnológico da agricultura e da agroindústria.
- WILSON PAN, diretor presidente do IAPAR, Londrina
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