Segurança
Em relação às declarações conflitantes dos secretários de Estado Giovanni Gionédis, Cândido Martins de Oliveira, Augusto Canto Neto, da vice-governadora Emília Belinati, e do governador Jaime Lerner sobre a Cadeia Pública, em fase final de construção, o Conselho Comunitário de Segurança de Londrina – entidade representativa dos assuntos de segurança pública da comunidade local, vem a público manifestar total repugnância com o modo displicente pelo qual a questão tem sido tratada pelas autoridades estaduais, sobretudo pelo governador Jaime Lerner, em cuja campanha prometeu atender a essa justa e legítima reivindicação.
Não é crível que o Sr. Giovani Gionédis, ocupando cargo de tanta relevância, tenha efetuado declarações de forma tão arrogante quando indagado sobre o tema, assumindo desconhecimento da importância da obra para a comunidade londrinense e dos trâmites para liberação dos recursos para esse fim.
Mesmo porque recentemente, em 16 de agosto, em resposta a ofício enviado pelo promotor de Justiça Paulo Cesar Vieira Tavares – em procedimento administrativo instaurado para apurar e esclarecer as questões relativas à obra, o secretário de Obras Públicas Augusto Canto Neto informou que o andamento da obra estava dependendo de reunião para definição de recursos, fato confirmado pelo secretário de Segurança Pública em visita a Londrina na última sexta-feira. Ele afirmou que tal reunião já teria ocorrido, quando ficou determinada sua conclusão imediata. Não é possível permitir que a segunda cidade do Paraná e a segurança dos seus cidadãos sejam tratadas com tamanho desdém e desprezo.
Apelamos para aqueles que se encontram investidos de mandato eletivo outorgado pela população londrinense, especialmente os deputados estaduais eleitos pela região e exortamos principalmente o prefeito municipal, Antonio Belinati, para que acaso efetivamente a obra não seja elencada dentre as prioritárias para o governo estadual (o que não acreditamos) empenhem-se ao máximo em demonstrar ao governador e secretários de Estado o quanto ela se mostra imprescindível na atualidade para a segurança pública em Londrina, cumprindo desta forma a confiança neles depositada.
- NEWTON CARLOS MORATTO, presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Londrina
Laudo
A reportagem ‘‘Delegada quer que o IML detalhe o laudo de Greice’’, publicada dia 23, causou-me muito espanto. Pois, sendo o autor do referido laudo, posso afirmar seguramente que está muito bem-feito e bem detalhado. Não gostaria que alguém que não leu este laudo completamente ou não entendeu o seu conteúdo, justificasse a sua ignorância culpando profissionais idôneos, competentes e com muita experiência em Medicina Legal. Estamos acostumados a ouvir reclamações contra o Instituto Médico-Legal e se todos colocarem a culpa neste irmão menor e mais fraco... Antes de pensarem em fazer isso, é melhor que pensem duas vezes, ou três. Do contrário, só sai besteira!
- ROGERIO LUIZ EISELE, médico-legista, Londrina
Estradas
A respeito da reportagem ‘‘Acidente na 277 deixa 3 mortos em Medianeira’’ publicada ontem: a culpa é do governo do Estado, que solicitou a transferência da conservação da estrada junto ao governo federal, cobra pedágio através de um cartel de empreiteiras e não inicia a duplicação de uma estrada importante que é a principal ligação do Brasil com outros dois países. E não fica por aí. É só ver a condição da Rodovia do Café, que liga Curitiba à segunda maior cidade do Estado (Londrina). Uma vergonha.
- ALVARO JOSÉ MANCHINI, Londrina
Desaparecimento
Estou vivendo a situação de ‘‘pai de um desaparecido’’. Um desaparecido dos anos 90. Às 3 horas da madrugada do dia 7 de fevereiro deste ano, ao final de um show de música, meu filho Pedro disse aos seus amigos que estava indo para casa e, após mais de quatro meses, estou sem nenhuma notícia sobre o seu paradeiro. Ele tem 19 anos, é de cor branca, com cabelos e olhos castanhos, tem 1,85m de altura, pesa cerca de 80 kg e apresenta uma cicatriz na sobrancelha esquerda. No dia do seu desaparecimento vestia camisa creme, calça jeans marrom e sapato de camurça marrom. Desde então, enfrento uma luta interna entre assumir esta identidade de ‘‘pai de desaparecido’’ e continuar procurando meu filho ou tentar acreditar que o Pedro afastou-se para encontrar sozinho um sentido para sua vida.
Mas quem pode abandonar a busca por um filho de 19 anos que desapareceu sem dinheiro, só com a roupa do corpo, que estava em tratamento com antidepressivo, do qual não se tem notícias há tanto tempo e que pode estar internado em algum hospital ou andando desorientado pelas ruas de uma grande cidade? Quem pode desistir de cobrar das autoridades públicas investigações que forneçam algo mais do que ‘‘notícias ruins chegam depressa’’, sabendo que Pedro pode ter sido morto por engano e seu corpo ocultado ou destruído?
Por que estou enviando esta mensagem? A solidariedade das pessoas tem sido fundamental para eu conseguir suportar a angústia e as frustrações durante a busca por meu filho e também para que eu exerça a minha cidadania exigindo que as instituições públicas desempenhem adequadamente suas funções. Tenho também a expectativa de descobrir novos meios para obter alguma notícia sobre Pedro. Gostaria de entrar em contato com pessoas que viveram e/ou tomaram conhecimento de situações semelhantes e gostaria de receber sugestões sobre o que fazer. O meu e-mail para contato é [email protected]
- LUIZ G. GAWRYSZEWSKI, Rio de Janeiro (RJ)
Questão de Justiça
O trabalhador e o pequeno poupador brasileiros não receberam ainda a correção monetária integral por ocasião do Plano Collor (FGTS e poupança). É incrível como uma decisão judicial que resgataria o legítimo direito de milhões de pessoas, arraste-se sem solução nos tribunais desse país, e ainda engolir o governo, que gasta milhões para socorrer os bancos falidos e preservar o sistema financeiro por ocasião da desvalorização real.
Alegam que se paga a correção monetária do FGTS e poupança, o sistema não suportará. Vale lembrar, porém, que para assegurar direitos dos banqueiros e dirigentes incompetentes do sistema financeiro, a Justiça agiu rápido, levando-nos à seguinte reflexão: se o rico tivesse FGTS e aplicasse em poupança, a situação seria a mesma?
- ANTÔNIO DE ASSIS BARUZO, Londrina
Mulheres
Quero parabenizar o articulista Arnaldo Jabor pela excelente crônica publicada dia 21, falando sobre as mulheres. Ainda bem que existem pessoas como ele para falar o que nós leitores exatamente sentimos e não conseguimos dizer. Nós, homens, trabalhamos para influenciar as mulheres ou namoradas. Mas se não fosse pelas mulheres o homem ainda estaria nas cavernas comendo carne crua. Sinceramente essas mulheres de hoje a que o articulista se refere não merecem o nosso respeito e consideração.
- SETIMO FORNAZARI, Douradina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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