O leitor escreve
Iluminação
Gostaria de parabenizar a iniciativa do prefeito de Arapongas, José Bisca, pela melhoria na iluminação da Avenida Maracanã. Além de nos proporcionar um visual mais bonito na via de acesso que atravessa a cidade no sentido Londrina/Apucarana, a iluminação também nos dará mais segurança. Faço o trajeto nesta avenida e sei o perigo que os pedestres correm, principalmente no período noturno. Parabéns.
- MARIA ROSELI DE OLIVEIRA MACHADO, Arapongas
Mototáxi
Durante um longo espaço de tempo os principais meios de comunicação deram espaço a que sucessivos debates, opiniões e pronunciamentos fossem registrados a respeito desta nova profissão que surgiu e ganhou dimensão nacional. Aos poucos os mototaxistas foram se multiplicando e ocupando um importante espaço na sociedade, embora muitos empresários e profissionais, que vêem no mototáxi um forte concorrente, estejam alegando que a atividade acarretará enormes prejuízos às empresas de ônibus e de táxis. A verdade é que não podemos trabalhar como monopólios ou reservas de mercado.
Tentando resolver esse impasse, o deputado federal Roberto Pessoa propôs na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei nº 4.731/98 que objetiva regulamentar a atividade profissional de mototáxi, assim como o Projeto de Lei nº 2.327/96 que dispõe sobre o transporte público de aluguel mototáxi.
As principais exigências do projeto são que: os veículos motorizados de duas rodas empregados no serviço mototáxi sejam pintados na cor amarela, sejam dotados de alça metálica lateral a qual se segura o passageiro, tenham estrutura de encosto para o passageiro e dispositivo luminoso de identificação, tenham cano de escapamento revestido por material isolante térmico.
Como esta é uma atividade que já existe em diversos centros urbanos, não poderia deixar de merecer atenção dos nossos legisladores, pois esta afeta ao transporte público de passageiros, exigindo um elevado grau de responsabilidade e cuidados especiais.
- PAULO GOMES JÚNIOR, procurador do Estado, Foz do Iguaçu
Deus
Há alguns passos indispensáveis para entendermos com clareza a vontade de Deus. O primeiro é a meditação: não uma abstração inútil, alienante, como a meditação transcendental, tão em moda ultimamente. Na realidade, a meditação cristã tem um conteúdo: os pensamentos de Deus. Nossa mente ocupa-se da Sagrada Escritura, absorvendo todo seu significado, até que faça parte de nós e oriente toda nossa vida.
O segundo passo é o bom senso, fator importante nas decisões. Quando o raciocínio humano é orientado pelo Espírito de Deus, a sensatez há de confirmar as outras indicações da vontade divina. O terceiro passo para conhecermos a vontade de Deus é ouvir conselhos sábios. Salomão escreveu que na multidão de conselheiros há segurança. Os melhores conselheiros são as pessoas salvas, maduras espiritualmente e de confiança.
O quarto passo são as circunstâncias, que analisadas sabiamente ajudam-nos a tomar decisões acertadas. Muitas vezes Deus nos revela Sua vontade através de portas que se abrem ou fecham. Mas não podemos entrar por uma porta se não foi Deus quem a abriu e não devemos desistir de bater em uma porta fechada, a não ser que tenhamos certeza de que Ele quem a fechou.
O quinto passo são os sinais específicos. Às vezes, após avaliarmos todas as circunstâncias, necessitamos de uma confirmação para as conclusões a que chegamos. Gideão é um interessante exemplo de decisão tomada a partir de um sinal específico pedido a Deus: a lã no orvalho. Entregue toda a sua vida a Jesus e conheça a vontade de Deus, que é boa, perfeita e agradável.
- OSNI FERREIRA, reverendo em Londrina
Pós-moderno
A edição nº 42 da Revista da USP trata de um tema bastante difícil de definir: a questão de pós-modernidade. Em debate promovido durante o lançamento da revista especialistas tentaram refletir sobre a questão, mas sem chegar a um consenso em termos de conceituação sobre o fenômeno cultural em que vivemos, na atualidade.
Os intelectuais estão perplexos diante do não cumprimento das promessas da modernidade, que não foram capazes de resolver problemas que afligem a humanidade, desde a pré-história. O progresso foi mais uma das muitas ilusões, assim como as certezas da razão. A ciência continua ávida de poder, obcecada em decifrar os mistérios da natureza, manipulando informações, buscando a todo custo dar respostas que a filosofia e as religiões já haviam encontrado por vias metafóricas. As ciências pecam por crer demais nas certezas, na objetividade, enfim, ter dificuldade em lidar com aquilo que transcende o dado empírico.
A pós-modernidade angustia, porque revela um fracasso. Os intelectuais sabem que a modernidade falhou, mas não conseguem ainda identificar onde foi que ocorreu o erro. Depois que o moderno demoliu todas as instituições tradicionais, a começar pela família, os intelectuais não sabem como sair deste emaranhado de novos e complexos problemas decorrentes da exuberância do próprio conhecimento.
O pós-moderno nos leva ao desafio de sermos humildes, se quisermos realmente aprender com as dolorosas lições da história. O grande dilema do pós-moderno é o seguinte: conseguiremos reordenar o caos? Será possível o equilíbrio entre tanta instabilidade? Restará aos intelectuais redesenhar novas possibilidades, não se esquecendo de que só estaremos imunes às ilusões do moderno, se formos capazes de reconhecer que lá atrás, tínhamos consciência de preservação. Hoje, com a fúria das contínuas fabricações de novidades, nos perdemos no consumismo, na alienação, nas falsas necessidades, naquelas coisas que são bastante fúteis. Em suma, perdemos de vista o essencial. A cultura do pós-moderno, certamente, deve buscar resgatar um sentido de vida que traga a verdadeira felicidade para todos.
- VALMOR BOLAN, doutor em Sociologia em São Caetano do Sul (SP)
Correção Título principal correto da página 11 do primeiro caderno de ontem (Paraná) é Vítimas de Chernobyl deixam Curitiba).
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