O demo e o sertão

No sertão dos Gerais, vale do rio Urucuia, pelo menos na imaginação de João Guimarães Rosa, o diabo andava solto, embora Riobaldo Tatarana nele não acreditasse, como muitos de nós. Outro dia, em Arinos, ouvi de um velho leitor de Rosa cinco, seis dezenas de sinônimos do demo: Anhangão, Azarape, Bode-preto, Canho, Coisa-má, Filhote de cruz-credo, o Coxo, o Cujo, Aquele, o Dado, o Doidjo, Maligno, Drão, Duba-dubá, o Ele, o Figura, o Galhardo, o Mafarro, o Sujo, o Temba, o Tinhoso, o Xu, o Danado e por aí afora. Riobaldo não acreditava nadinha no satã! Dizia bem ‘o diabo vige dentro do homem’ Rosa, na voz de Herógenes em pugna com Diadorim, dizia que o diabo não precisa de existir para haver. Ele existe noutras coisas. Há satanás para cada momento. Rosa, autor sem religião, pelo que se deduz de sua obra, dizia que o diabo está na rua, no meio do redemunho. E ‘o diabo a gente vai gastando dentro da gente aos pouquinhos’: É o razoável sofrer.
Quem sabe se tivesse andado mais pela Serra do Cafundó, além de Arinos, longe dos sem fim, o capiroto tivesse aparecido, dado susto, feito tremedeira nas pernas. Mas vou voltar lá um dia, uai, e quem sabe descubro esse desgraçado, que faz tanto mal a todos. Urucuia é nome curioso. Deve ser lugar de nascer diabo. Que nome mais adequado para a terra do demo: Serra do Cafundó. Porto das Onças, Claráguas, Campo Azulado, tudo lugar de nome bonito para o ‘xu’ passar a infância e depois sumir nos Gerais pras bandas de São Romão. Onde ‘tanto boi berra’, certamente tem filhote de cruz-credo. É ter paciência para ouvir seus berros. Pena que Rosa está morto, encantou-se, e não pôde me ajudar a entender o ‘Grande Sertão: Veredas de Urucuia, que percorri trudia.
- JORGE BALEEIRO DE LACERDA, Francisco Beltrão.

APM

A signatária, Vera Lúcia de Melo Pereira, presidente da atual APM do Colégio Estadual N.S. de Lourdes (Londrina), pede desculpa e agradece a presença dos pais na assembléia para eleição de APM, que deveria ser realizada no dia 28/11 às 20h, que acabou não acontecendo como previsto devido a problemas de não entendimento entre as duas chapas concorrentes e informações desencontradas quanto ao parecer do NRE, que ao meu ver foram informações da mais completa lisura. Sei que todos os pais que lá estiveram deixaram seus lares e afazeres para participar de um processo democrático e não mereciam passar pelos constrangimentos ocorridos naquela assembléia. A diretoria desta atual APM procurou realizar eleição de acordo com regras de seu estatuto e decisões tomadas pelas duas chapas concorrentes lavradas em ata e assinadas por seus componentes
- VERA LÚCIA DE MELO PEREIRA, Londrina

Fotografia da UEL

Dia 29, na coluna ‘‘O leitor escreve’’, Jorge Baleeiro de Lacerda, de Francisco Beltrão, teceu comentários a respeito da falta de fotografias no livro ‘Peroba Rosa’, do professor Joaquim Carvalho da Silva, lançado pela Editora desta Universidade como parte das comemorações dos 25 anos da UEL. Por oportuno, cabe-nos informar que em momento algum o autor foi tolhido em eventual pretensão de publicar fotos. Apesar de restrições orçamentárias comuns aos órgãos governamentais, não foi a falta de recursos a causa determinante do livro não conter fotos, mas sim a Editora seguiu orientação do autor, eis que a obra citada integra um rol de publicações alusivas ao jubileu de prata da instituição, como é o caso da publicação ‘‘Passagens da UEL’’, repleta de fotos históricas e de outras. A propósito, estamos remetendo ao leitor um exemplar, com fotos.
- ARU - Assessoria de Relações Universitárias, da UEL, Londrina.

Eleição no CREA/PR

Em nosso nome pessoal e de todos que trabalham conosco, vimos agradecer o incentivo, carinho e apoio que recebemos durante o processo eleitoral do CREA/PR. Apesar de eleito outro candidato, nos sentimos vitoriosos. Além das novas amizades, contamos com a confiança e empenho de inúmeras pessoas, muitas das quais nem conhecíamos. Tivemos a oportunidade de viver vários momentos gratificantes e ricos de experiências. Coisas sem preço, que com satisfação carregaremos pelo resto de nossas vidas.
Também nos orgulhamos da nossa campanha. Ela foi baseada somente em propostas sérias, sem críticas irresponsáveis e sem acordos obscuros, com total independência dos grupos de poder e de interesses estranhos ao nosso Conselho. Acreditamos ter conquistado votos de pessoas que respeitam o trabalho realizado ao longo de muitos anos mas, principalmente, compartilham o desejo de mudanças no nosso CREA através de posturas e ações inovadoras. Isto constitui, em nosso entendimento, um segmento distinto daquele conquistado pelas outras duas candidaturas.
Assim, viramos mais uma página da nossa vida com a certeza de termos dado nossa contribuição, enfrentando com determinação o desafio apresentado e, especialmente, honrando nossa palavra e os princípios da nossa candidatura. Finalmente, acreditamos que nosso Conselho ganhou, pois foi possível discutir os seus problemas, apresentar propostas e assumir compromissos para sua gestão. Entretanto, existe muito mais a ser feito. Depende de todos nós.
- ROBERTO GREGORIO, Curitiba.

Correios

Há pouco tempo, necessitando utilizar os Correios, enviei um vale postal para Brasília. Como não havia chegado ao seu destino após um mês e dezoito dias de idas e vindas a quantia enviada foi devolvida. Só que a taxa cobrada pelo serviço não prestado não devolveram, além de que ficaram todo esse tempo com o dinheiro retido em seu poder.
A impressão que dá é que há uma máfia, algo orquestrado, dentro do próprio Correio. Após a reclamação do vale postal ou da carta registrada que não chegou ao destino acredita que enviando-nos uma simples correspondência ou dando qualquer satisfação esdrúxula de que alguém recebeu, menos a pessoa a quem foi destinada e a questão está resolvida, e fica tudo por isso mesmo. Acontece que quando são enviadas cartas simples, telegrama fonado tudo ok, sem problemas, sem extravio. Bastou uma pequena quantia dentro da carta registrada para não chegar, uma vez que pelo vale postal também não chegou. Este protesto se deve ao fato não porque a taxa cobrada não foi devolvida e sim porque todas as vezes que utilizei os serviços dos Correios para envio de dinheiro não chegou ao seu destino, mesmo pelas vias adequadas, no caso vale postal na época, e pelo transtorno que tal situação ocasiona. O que realmente está acontecendo naquela instituição?
- VERA LUCIA MONTENEGRO, Londrina

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