O leitor escreve
Pesquisa
Sobre a reportagem Paraná reorganiza sistema com a Fundação Araucária, publicada dia 12: gostaria de parabenizar a iniciativa do governo do Estado e da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior pela primorosa iniciativa. Sou médico, formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e sempre sonhei em ter a possibilidade de estudar, produzir e pesquisar para o meu Estado. Infelizmente, após a minha graduação, não encontrei a área de especialização pretendida por mim (psiquiatria) no Paraná, pois carecemos de condições humanas e estruturais, tendo de optar por outra unidade da Federação. Encontro-me no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, e estou tendo a grata experiência de ver no HC e na Fapesp uma estrutura pioneira no fomento à pesquisa e o ensino que proporciona uma estrutura e condições para o desenvolvimento educacional e tecnológico do País.
Entendo que, antes tarde do que nunca, em uma atitude extremamente elogiosa do governo do Paraná, a criação da Fundação Araucária trará, com plena certeza, condições para os profissionais, pesquisadores ou não, desenvolverem as suas capacidades e produzir o mais alto e melhor produto tecnológico nas diversas áreas do conhecimento. Tenho certeza, como já vi em vários casos, que nós paranaenses temos plenas condições de nos desenvolvermos com pujança e solidez para garantirmos o nosso espaço na vanguarda tecnológica e ser um exemplo para o Brasil e o mundo.
- MARCOS LIBONI, Ribeirão Preto (SP)
Orgulho
De volta a minha terra, após um período de ausência, volto a me deslumbrar com as belezas existentes aqui. Como é gostoso ter um sol brilhante e forte para nos aquecer. Praias, rios, matas, enfim, uma infinidade de atrações naturais. Coloco-me dentro do quadro de nordestinos que gostam de sua identidade, raiz e sentem orgulho da sua gente! Aqui, temos nossas alegrias, dores, derrotas, mas temos uma grande dosagem de calor humano.
Ainda encontramos vizinhos, parentes e amigos com sorrisos, um aperto de mão, entre outras coisas. Isto nos valoriza como seres humanos. Em grandes cidades, a busca frenética, a corrida contra o tempo nos impede de conhecermos, de sabermos o que o outro pensa. Lutamos por uma capacitação profissional dentro desta sociedade, onde as oportunidades são poucas e as chances quase nenhuma, estejamos em qualquer região deste País. Ser nordestino é tentar, ousar, sonhar, acreditar que dias melhores virão, que poderemos mudar a nossa realidade. Afinal, somos gente brasileira, cidadãos do mundo.
- TERESA NEUMANN GONÇALVES, Natal (RN)
Combustíveis
Prezada jornalista Cláudia Lopes: gostaria de parabenizá-la pela sua reportagem publicada no último domingo, que trata do problema do preço da gasolina e do álcool nos postos de Londrina. Realmente, nós consumidores ficamos indignados, principalmente após reportagem na televisão falando dos preços nas principais capitais do País. Pelo que lembro, nenhum chegou próximo ao que nos é cobrado aqui em Londrina.
Aqui vai a minha observação: no final da semana longo que incluiu o 7 de Setembro, viajei para Goiânia e passeando pela cidade não pude deixar de observar o preço dos combustíveis. Imagine que o preço da gasolina (nos postos que passei) variava de R$ 0,95 até R$ 1,04, enquanto o álcool estava na casa dos R$ 0,45. Acho que aquela região recebe os combustíveis de refinarias de São Paulo, cuja distância é com certeza bem maior que a distância das refinarias que abastecem a nossa cidade. Como explicar o preço que nos é cobrado aqui?
- ANTONIO CARLOS FARIA DOS REIS, Londrina
Anistia
No dia 28 do mês passado foi aniversário de 20 anos de anistia aos presos políticos, pela lei criada em 1979 e assinada pelo presidente João Figueiredo, que decretava a liberdade aos opositores do militarismo. Terminava um triste episódio na história política de nosso País, escrita com a morte, perseguições e tortura de estudantes, operários e intelectuais, que com audácia desafiavam o regime militar. Essa lei não veio de graça, ou pela bondade do general Figueiredo. Custou suor e sangue dos opositores, e só aconteceu porque o regime militar não resistiu à pressão popular.
A lei não foi completa e irrestrita como era pretensão dos defensores. Foram excluídos os condenados pela prática de crimes de terrorismo, assalto, sequestro e atentado pessoal. Ao mesmo tempo em que a lei libertou praticamente todos os presos políticos do regime militar, e permitiu a volta de aproximadamente 5 mil exilados, a luta de muitos brasileiros ainda continua. São ex-presos, ex-exilados ou ex-perseguidos políticos que lutam para receber da União indenizações e aposentadorias especiais, pessoas que tiveram perdas em suas vidas por causa do terrorismo militar.
A sociedade deve apoiar e ajudar, defender os direitos humanos e a cidadania desses cidadãos prejudicados pelo regime militar. Esta anistia só será ampla e irrestrita quando acabar o aparato policial montado nos tempos da ditadura, e que continua atuando até hoje. A tortura ainda é usada nas delegacias de Polícia, como método de investigação, usado apenas contra as camadas mais pobres da população. A violência da PM contra os sem-terra, além disso, é conhecida por todos através da imprensa escrita, imagens e informações que recebemos em nossos lares através da televisão.
- ANTONIO CARLOS DE MELO, Porecatu
A volta de Cristo
Tenho acompanhado na imprensa as inserções a respeito da polêmica vinda de Jesus a segunda. Tal assunto não deveria gerar debates, apenas fé no que disse o próprio Cristo a respeito deste dia. Quando suas palavras decretaram ponto final no assunto, há quase 2 mil anos, por que agora duvidamos? Ou será que suas palavras poderiam ser mudadas? Que critério teríamos para invalidar suas palavras?
Os próprios discípulos que estavam com ele perguntaram em dize-nos quando acontecerão estas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim dos tempos. Após ter citado os sinais, Jesus afirma que sobre o dia e a hora ninguém sabe, somente o Pai. Como as escrituras não são de particular interpretação, não podemos nos atrever a invadir a palavra de Jesus, pois estaríamos invalidando toda a Bíblia, quanto ele próprio afirmou: Unicamente o Pai. Mas não nos esqueçamos que Ele também recomendou: Por isso estais vós também apercebido, porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis.
- LUIZ EDGARD BUENO, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





