Servidores
No dia 13, a leitora Simone Aparecida Quiezi, de Lidianópolis, escreveu nesta coluna dizendo que está decepcionada com o posicionamento do presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) com respeito ao uso dos fundos previdenciários municipais. Sobre suas razões temos a dizer que a leitora demonstra ser uma pessoa inteligente mas está equivocada, e temos o seguinte a esclarecer:
Jamais, em momento algum, defendemos o uso dos fundos para pagamento de obras ou dívidas. Com respeito ao uso do dinheiro, a posição da AMP é favorável à adoção de critérios técnicos que garantam sua preservação dos recursos. Naturalmente, o melhor para os servidores não é guardar o dinheiro dentro de um colchão de palha, mas aplicá-lo no mercado financeiro. Uma possibilidade é aplicá-lo em bancos de fomento como o BNDES, mediante o compromisso de investimento dos recursos no desenvolvimento local. De forma simplificada, dizemos que o dinheiro dos fundos pode servir ao desenvolvimento econômico e social dos próprios municípios, em vez de ser jogado no buraco sem fundo da Previdência Social.
Alguns municípios usaram o dinheiro dos fundos previdenciários para fazer obras ou pagar dívidas. Isto, porém, ocorreu antes que houvesse a regulamentação dos fundos. Infelizmente, em nosso país as leis e normas demoram a ser elaboradas e aprovadas e, quando vêm à luz, nem sempre refletem a vontade da população ou a necessidade das instituições.
Os municípios de um modo geral estão dispostos a retornar ao Regime Geral de Previdência Social, abrindo mão do direito de constituir regimes próprios, desde que as alíquotas de contribuição social sejam diferenciadas. A razão é simples: o INSS impõe contribuições que na somatória passam de 30% da folha de pagamento, um percentual absurdo, que as prefeituras obviamente não têm como pagar, como historicamente se comprova. A AMP calcula que se a contribuição ao INSS fosse inferior a 15% da folha, sem prejuízo dos direitos dos servidores, as prefeituras conseguiriam pagar e a Previdência Social teria o necessário recurso para cumprir suas obrigações.
Os prefeitos que compõem a diretoria da AMP, associações regionais de municípios e os prefeitos paranaenses em geral ouvem seus servidores e estão preocupados com os interesses dos mesmos. Tanto que estão negociando a manutenção dos fundos previdenciários próprios, ao mesmo tempo que lutam para manter a solvência das prefeituras. Acreditam os prefeitos que para os servidores municipais muito pior seria a insolvência dos municípios.
- SAME SAAB, prefeito de Iretama e presidente da AMP, Curitiba
Pedágio (1)
A respeito da entrevista do diretor-presidente da Viapar, Nilton Marchetti, publicada na última quarta-feira: tudo isto está acontecendo apenas por culpa de uma decisão eleitoreira do atual governo, para que pudesse ser reeleito mesmo que com ‘‘as calças na mão’’. E para ajudar, a Justiça não julga logo a questão, talvez por não enxergar o que este processo representa em termos de desenvolvimento industrial e principalmente redução substancial do número de acidentes graves nas estradas do Paraná. Quem acaba pagando a conta são os usuários através do pedágio, que pode até ser considerado barato, mas simplesmente não atende às expectativas da população.
- ALVARO JOSÉ MANCHINI, Londrina
Pedágio (2)
Sejamos sinceros e honestos: o preço atual dos pedágios no Paraná já está além do preço cobrado em outros países. É totalmente desnecessário dizer, que os serviços aqui deixam muito a desejar. Se as concessionárias já não fazem direito agora, imagine cobrando o dobro!
- GUILHERME AUGUSTO PARISE, Curitiba
Boca suja
Senti-me muito mal ao ouvir as palavras de baixo nível do deputado Tiago de Amorim Novaes (PPB) contra o comandante do 6º Batalhão da Polícia Militar em Cascavel, tenente-coronel Ailton Lino da Silva. Minhas filhas, de 6 e 4 anos, não têm culpa de estar vendo a reportagem da TV naquele horário. Elas ficaram sem piscar, atentas e traumatizadas com a boca suja do deputado.
- HERALDO NERIS PEDRO, dentista, Santa Terezinha de Itaipu
Aulas de informática
Minha alma de cidadão desempregado dói e chora ao ver o Projeto Estação Ofício (Informática) sumir na névoa do descaso sem que os órgãos competentes façam alguma coisa. Primeiro fecharam o curso de informática, que tinha 120 horas, sem dar satisfação para alunos e professores. Ah! Se este governo soubesse como foram importantes essas aulas de informática para milhares de desempregados.
Mas graças à pressão da imprensa e dos alunos, hoje o curso de informática passou para o Sine com uma estrutura nova e burocrática. Pois, a qualidade do curso, como a maioria do ensino público, está aquém da qualidade do que era. Reduziram o curso para 70 horas e a nota de 7,0 para 5,0. Parece normal para um sistema que está acostumado a fornecer um ensino medíocre. Dos quatro funcionários restaram apenas dois, que ficaram ganhando menos e sem registro em carteira. Fico triste. Quase tive um curso de primeiro mundo e de qualidade compatível com o que o mercado exige e de fazer inveja a qualquer curso privado.
- RENATO CARLOS DUARTE, Londrina
Alex Canziani
Em nome da classe empresarial cascavelense, lamentamos a ausência do deputado Alex Canziani na condução da Secretaria do Trabalho, onde, a exemplo da classe trabalhadora, sempre pudemos contar com um aliado e parceiro. Embora em outra esfera, os empresários de Cascavel esperam continuar a contar com a combatividade e disposição ao trabalho, que tão bem caracterizam sua presença na vida pública do Paraná.
- ÁLVARO LARGURA, presidente da Associação Comercial e Industrial de Cascavel
Agradecimento
A direção do Colégio Estadual Dario Vellozo e a supervisora do ensino médio Denise Bueno Arambul agradecem a valiosa colaboração de Vossa Senhoria (João Milanez) em atendimento. Só assim nossos educandos puderam realizar o trabalho de educação ambiental da Mata do Godoy (em Londrina) que será apresentado no Fórum Infanto-Juvenil do Meio Ambiente no próximo mês de outubro.
- ARLETE MARZANATTI BORNIA, diretora geral, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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