Cumprimento (1)
Sr. João Antonio Vieira Filho: quero exaltar minha admiração e respeito pela sua conduta profissional que levou o jornal Folha de Londrina/Folha do Paraná à posição destacada junto à opinião pública e a um crescimento impressionante durante sua profícua gestão.
- ABDO AREF KUDRI, diretor-presidente do ‘‘Diário Popular’’ e presidente do Sindicato dos Proprietários de Jornais e Revistas do Estado do Paraná, Curitiba
Cumprimento (2)
Gostaríamos de expressar nosso reconhecimento pelo excelente trabalho que V. Sa. (João Antonio Vieira Filho) desenvolveu como diretor-superintendente do jornal Folha de Londrina/Folha do Paraná durante sua gestão. Graças a sua competência e ao esforço da equipe profissional sob seu comando, a Folha recebeu a certificação ISO 9002, reconhecimento de qualidade e excelência jamais conquistado por outro veículo de comunicação paranaense. Foi um período em que pudemos estreitar nossos laços e estabelecer uma bem-sucedida parceria. Desejamos sinceramente que V. Sa. tenha grande sucesso profissional e pessoal nessa nova etapa.
- JONEL CHEDE, presidente da Associação Comercial do Paraná, Curitiba
Timor Leste
A imprensa noticiou nesses dias que a Polícia Militar do Paraná, através de seus comandantes, recusou o convite feito pela ONU, intermediado pelo Ministério da Defesa, para participar da ajuda ao povo timorense. A alegação é que todo o contingente está envolvido nas operações de segurança do Estado. A decisão é profundamente lamentável e revela um raciocínio provinciano.
A decisão da cúpula da PM envergonha nosso Estado. Matanças por motivos étnicos, religiosos, ou políticos tornaram-se comuns. São como doses homeopáticas que presenciamos todos os dias na TV. Vemos e ignoramos. Nossas emoções mais fortes ficam reservadas para os últimos capítulos da novela global. Se nem os Estados Unidos, o guardião da ordem internacional, estão preocupados com o povo timorense, por que nós iríamos nos preocupar com a situação de um país que nem sabemos onde fica? Novamente a solidariedade está vindo de baixo. Através da rede mundial de computadores, a internet, pessoas de todo o mundo estão manifestando sua revolta e propondo um gesto de repulsa ao genocídio propugnado pela Indonésia.
Reproduzimos aqui a corrente que corre o mundo: ‘‘O Timor do Leste é (ou era) um pequeno país da Ásia e, por ser uma ex-colônia portuguesa fala a nossa língua e conserva uma identidade cultural, onde há semelhanças com o Brasil. A Indonésia domina o país, através da macabra ditadura da família Suharto, e para manter seu poder e explorar o Timor do Leste, já dizimou mais de 250 mil timorenses. Crianças são incendiadas diariamente e mortas como chamas-vivas. Já não existem praticamente velhos no país: foram dizimados. Nenhum nascimento foi registrado em todo o ano de 1996! O que cada um de nós pode fazer? Podemos deixar de comprar produtos indonésios que estão em nossas lojas. Recuse os produtos ‘‘made in Indonésia’’, pois são produzidos por mão-de-obra escrava!’’
- CESAR SANSON, Curitiba
Pesquisas
Curiosa a divulgação simultânea de duas pesquisas de opinião sobre a popularidade de FHC. A pesquisa do Instituto Vox Populi, publicada na última terça, aponta rejeição de 65% e sugere piora da situação. Já a publicada na ‘‘Veja’’ (Instituto MCI) aponta melhora do índice, que passou de 45 para 37%. Isto confunde o leitor. Pelo número de entrevistados (2.200) e pelo nome do instituto, creio mais nos números da Vox, porém vendo quem encomendou a pesquisa, volto à estaca zero. Sugiro que a Folha encomende uma pesquisa ou divulgue simultaneamente a de vários institutos, comentando-as.
- SÉRGIO DA COSTA BARRETO, Guarapuava
Drogas
A história das substâncias alucinógenas confunde-se com a do próprio homem. Para arrefecer dores, combater o frio e o cansaço, ou como parte de cultos religiosos, o hábito de usar drogas entrava num contexto de ampla aceitação social. A deturpação do uso ritual dos tóxicos foi acontecendo à medida que as autoproclamadas civilizações desenvolvidas destruíram milhares de populações supostamente inferiores, abocanhando a esmo nacos avulsos de suas culturas, como foi o caso do uso dos entorpecentes.
Entrar num barato é caro para a sociedade. Cada vez mais desmotivados, jovens passam da loucura da vida real para aquela da maconha, da cocaína, da heroína, do crack. A necessidade de uma outra dose alimenta a criminalidade, que alimenta o tráfico, que alimenta os viciados, que alimenta a transmissão de doenças, que fica caro para todos.
Na semana passada, a imprensa italiana apresentou o ‘‘Can-Go’’. É um ônibus que circula pelos locais onde se reúnem os viciados de Turim. Tendo como símbolo um canguru, o ônibus abriga uma equipe que distribui medicamentos, encaminha drogados para programas de desintoxicação e realiza exames médicos. Uma mão é estendida para aqueles que desejam sair do buraco do vício.
Na mesma semana, os jornais brasileiros mostravam os viciados em crack no centro de São Paulo. Com crise de abstinência e fome, perambulavam desnorteados. As autoridades brasileiras – muito acertadamente, aliás – decidiram tirar de circulação o crack, com uma potente operação de caça a traficantes. Proposta altamente válida, não fosse pelo esquecimento da outra parte. A dos usuários da droga, que fazem parte também dessa cadeia perversa que mistura tóxico e criminalidade. Fragilizados, contam com o apoio esporádico de entidades assistenciais que lhes dão alimentos. Enquanto a Polícia os trata a pontapés. Olho vivo, pois extirpar o mal sem curar o doente é, no mínimo, uma solução escassa. A limpeza das drogas requer varreduras para todos os lados.
- MARIA JOSEFA RAFART DE SERAS, Vicenza (Itália)
Violência
Sou primo do falecido radialista Lourival Cruz, moro em São Paulo e estou acompanhando o desenrolar do caso (‘‘Preso acusado de matar radialista’’ notícia publicada ontem). Acho no mínimo estranho o fato de que o assassino matou para roubar (o que indica falta de dinheiro, por premissa) e, mesmo não tendo roubado (largou o carro), foi preso num hotel e com roupas de grife. Quem não tem dinheiro e precisa roubar não teria condições destes luxos. Contamos com a eficiência da Polícia de Londrina também para apurar isto.
- DICÉSAR SERVIDONE, São Paulo
Correção A chuva que caiu anteontem em Foz do Iguaçu alagou dependências do prédio da Procuradoria de Justiça do Estado, e não do Fórum, como foi publicado na Folha Cidades.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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