Aníbal Khury
Através deste conceituado jornal, venho manifestar minha tristeza e sentimento de perda, ocorrido com a morte do tão generoso, conciliador e grande articulador político no Paraná, o deputado estadual Aníbal Khury, pessoa que admirava pela garra e vontade de viver sempre em paz. Infelizmente, não tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente ao longo de sua permanência, junto à Assembléia Legislativa do Estado, mas sempre acompanhei suas ações, através dos meios de comunicação, aprendendo muita coisa com ele.
Deus ilumine o deputado Aníbal em outra vida e especialmente sua família, que sente sua falta. Ilumine todos os deputados estaduais, para que eles se unam em torno de um só objetivo e busquem, sobretudo, a conciliação num momento tão difícil como este, sem brigas, pois liderança não se impõe, liderança se conquista, lealdade e capacidade de saber escutar e saber resolver o problema das pessoas. Aquele que reunir estes predicados, com certeza terá a capacidade de liderança. Não o conheci, mas soube reconhecer; aprendi com este homem de sabedoria, porque era seu admirador, talvez, oculto.
- ANTONIO CARLOS BASÍLIO DA SILVA, Curitiba
D. Hélder
No último dia 27, o Brasil e o mundo ficaram mais vazios. D. Hélder Câmara partiu serenamente. Ele, que teve uma vida dedicada aos pobres, deixou-nos mais pobres. Não de dinheiro, valores materiais, bens. Isso vale tão pouco, que acaba não valendo nada. Ele nos deixou mais pobres de alento, de calor humano, de afeto, de esperança no futuro. Sua opção pelos pobres incomodava os abastados, os políticos, os avarentos. Tanto, que passou a ser visto com reservas pelo capitalismo selvagem, que o chamava de comunista.
D. Hélder não passou por aqui como caroneiro da história. Pagou serenamente o preço da autenticidade, da coerência, da coragem. O regime militar não o aceitava, porque era corajoso e não sabia ser capacho. Defendia os pobres e os oprimidos. Era fiel aos princípios pregados nos evangelhos. Não estava interessado em comprar emissoras de rádio e televisão para influenciar as pessoas e conquistar o poder político.
D. Hélder não era explorador dos menos esclarecidos, dos humildes e muitas vezes pobres que caem nas mãos de tantos pilantras que, utilizando-se das palavras sagradas, enganam os que nada têm, deixando a maioria na miséria, na fome, vivendo ao relento, sem as mínimas condições existenciais. Ele nos deixa com a mesma serenidade com que viveu. Seu exemplo certamente não será sepultado com ele. Deixou discípulos, admiradores, seguidores fiéis. Uma vez ele escreveu: ‘‘Há pessoas que são como a cana. Mesmo colocadas na moenda, transformadas em bagaço, só sabem dar doçura’’.
- WALTER DOMINGOS, Mandaguari
Volta de Cristo (1)
A respeito da reportagem ‘‘Missionário anuncia a volta de Jesus’’, publicada dia 2: gostaria de saber o que este pastor Miranda Leal dirá a seus seguidores se não acontecer isto o que ele diz (que o mundo vai acabar entre o Natal e o diz 31 de dezembro). Como pode ele dizer isto a alguém? Será que ele mudaria de opinião e não arrebataria os seus seguidores? Esta é a minha pergunta: o que ele fará e dirá se isto realmente não acontecer? Pois, eu como muitos não acreditamos. Nem o Salvador do mundo sabe quando será a sua segunda vinda, somente nosso Pai Celestial.
- ADRIANA BADARÓ, Londrina
Volta de Cristo (2)
Gostaria de dirigir-me ao ilustre pastor Miranda Leal, para felicitá-lo por tamanha coragem e fé, por afirmar e assumir um compromisso desta envergadura, colocando sua imagem, crença, honestidade e igreja em evidência e com enunciados tão claros e específicos. É preciso muita coragem! Agora, tomar uma posição desta (afirmar que o mundo vai acabar entre o Natal e janeiro) com deduções unilaterais e sem fundamento escriturístico, é um grande perigo para não somente os fiéis da citada igreja, mas para a cristandade em geral, que acaba por cair em descrédito quando mensagens desta natureza são enunciadas de forma tão discrepante.
Que o mundo todo está formando um panorama apocalíptico, disto ninguém duvida. Mas até que ponto podemos ir no afã de tentarmos provar nossas teorias fundamentando-as em supostas citações bíblicas arrancadas de seu contexto original e formando assim um pretexto para a defesa desta ou daquela doutrina, quando deveríamos, como cristãos, estar mais preocupados com o bem geral de nosso povo como ensina o evangelho. Muitas vezes ferimos a verdadeira imagem da palavra de Deus assumindo postulados desta categoria. Pastor, desculpe-me, mas desse jeito não dá!
- NELSON ROSSI, Mandaguari
Surdez
Gostaria de parabenizar Maria Fátima Favoreto Catarino pela sua opinião publicada dia 1º nesta seção, que relata situações vividas pelos surdos desta cidade e também sobre o ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) dada por surdos aos alunos em instituições educacionais, religiosas, sociais e comerciais, conforme as leis municipal, estadual e federal. Expresso minha tristeza com os sinais inventados pelos intérpretes de Libras, que não são existentes. É com facilidade que os surdos tornem-se abatidos e humilhados, ou seja, bravos e chateados, porque alguns intérpretes de Libras dominam os sinais inventados como pantomimas.
O problema que tenho visto é a falta do conhecimento da personalidade surda e da Libras em profundidade. Alguns intérpretes desta cidade são ótimas para uma comunicação fluente e respeitam o idioma próprio dos surdos. Sou gratíssimo por isso. Sou surdo e acredito que a Libras é outro idioma e comunidade surda é outro povo. Tudo é outro tudo! Acredito em que os ouvintes possam apoiar em várias situações. Isto chama-se solidariedade. Sem apoio dos ouvintes, os surdos ficariam perdidos! Depende de como os ouvintes apóiam as áreas sociais, educacionais, políticas e comerciais. Mas sou contra os sinais inventados. Cara Maria de Fátima, sua carta foi excelente! Deus a abençoe com amor. ‘‘O amor de Deus manifestar-se-á através das nossas vidas quando pudermos nos expressar e nos comunicar identificados culturalmente com todos’’. (Eugene A. Nida).
- FABIO LUIZ VEDOATO, Londrina
Correção Na notícia ‘‘Incra anuncia assentamentos’’, veiculada ontem, no 1º caderno, está errada a informação de que o Instituto já assentou 1.800 famílias no Paraná. Estas famílias ainda vão ser assentadas, totalizando, se a meta for cumprida, 3.200 até o fim do ano.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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