D. Hélder
D. Hélder serve como modelo para qualquer ser humano. Quem sabe as páginas históricas escritas através da conduta desse grande homem, sirvam como paradigma aos nossos políticos. Principalmente para o aristocrata FHC, quando em suas entrevistas usa uma linguagem eloquente, sem o mínimo de modéstia, com uma arrogância repugnante, fora da realidade de nosso país. Onde a maioria não tem condições de acesso a uma cultura digna. O linguajar técnico e floreado de FHC é apenas para engabelar a população. Talvez seja uma utopia, mas quem sabe FHC coloque suas grandes virtudes a serviço da população, olhando o exemplo de D. Hélder. Desde do integralismo, movimento oposicionista na época da juventude de D. Hélder, nascia em sua alma o dom gratuito de Deus, senso de justiça, igualdade e fraternidade. Ele foi defensor incansável dos direitos humanos e dos marginalizados, a ponto de ser considerado como subversivo.
Ele desempenhou o ministério sacerdotal com autenticidade, defendendo a qualquer custo as causas sociais. Foi uma luta árdua contra as injustiças sociais, num país onde predomina o capitalismo desenfreado e desumano. O povo brasileiro pode ter certeza que D. Hélder cumpriu sua missão de soldado de Cristo. Mais um anjo, que está frente a face gloriosa de Deus, intercedendo pelo povo brasileiro. Que Deus abençoe nosso país e nossos governantes.
- ANTONIO CARLOS DE MELO, Porecatu
Amor à Pátria
Mais uma vez chegamos ao mês de setembro. Mês em que comemoramos um dia muito importante: o da nossa independência. Mas, será que somos independentes? Será que somos livres? Se pensarmos em ser livres poderíamos ler na Constituição que ‘‘todos têm o direito de ir e vir’’, mesmo que este direito não aconteça na prática, ficando difícil dizer se somos livres. Contudo, devemos continuar a lutar por nossos direitos. Nosso país é belo e cheio de riquezas. É uma pena que poucos têm o privilégio de aproveitar tudo isso. Isto deveria ser direito de todos.
Ultimamente, quantas pessoas têm saído do País em busca de trabalho? Em busca de riqueza? Penso que é em busca de uma vida digna para si e sua família, o que poderia conseguir aqui. Mas não é interessante para alguns que todos tenham uma vida tranquila. Por isto, neste dia 7 de Setembro devemos pensar em mudar. Vamos juntos lutar para fazer valer a batalha de nossos antepassados. Vamos confiar mais no País. E o que é mais importante mostrar para as poucas pessoas que lutam contra o País que somos fortes e capazes de mudar, mostrar a todos que: ‘‘um filho teu não foge à luta’’.
- ANILTON CARLOS HONORATO, professor, Londrina
A volta de Cristo
A Bíblia é muito clara com respeito à vinda de Jesus Cristo à Terra. Após a sua ressurreição, quando ministrava aos seus discípulos, e sendo interrogado a respeito da sua volta, Jesus assim disse: ‘‘Não vos compete conhecer tempos e épocas que o Pai reservou para a sua exclusiva autoridade.’’ (Atos 1:6 ). É também interessante ressaltar que em passagens de séculos e milênios normalmente ocorre uma efervescência apocalíptica, desencadeando uma série de predições sobre o fim do mundo. Isto não é novo.
Outros líderes na história da igreja fizeram o mesmo. Por exemplo: no século III, da Era Cristã, Hipólito declarou que o fim do mundo chegaria no ano 500 d.C.; no ano 1000, toda a Igreja viveu grande expectativa de que o milênio seguinte marcaria o retorno de Cristo à Terra; Joaquim de Flora, outro líder cristão, afirmou que em 1260 d.C. teria início o reinado terreno de Cristo; William Miller afirmou que Cristo voltaria em outubro de 1844, como Cristo não veio e, diante da frustração de seus seguidores, foi dito então que Cristo realizou invisivelmente o seu juízo investigativo. Deste movimento surgiu o Adventismo do Sétimo Dia. Também os Russelitas, conhecidos como Testemunhas de Jeová, marcaram o fim do mundo para 1914, como isto também não aconteceu, explicou-se que Cristo voltou invisivelmente à Terra. Todos estes movimentos apocalípticos provocaram, posteriormente, grande decepção em seus seguidores, tendo como pontos em comum a venda de propriedades, a retirada das crianças das escolas, o abandono de empregos e projetos e o isolamento da sociedade como forma de preparação para o encontro com Cristo.
Este tipo de revelação de Deus a qualquer indivíduo é sempre subjetiva, pois argumenta-se que Deus falou, e a única maneira de se saber se isto realmente ocorreu é com a concretização daquilo que foi revelado. Nós preferimos ficar com a Palavra de Deus, que é certa e segura ao dizer: ‘‘Vigiai e orai, porque não sabeis em que dia vem o Vosso Senhor... Ficai preparados, porque o Filho do Homem virá numa hora em que não pensais.’’ (Mateus:24:42,44).
- ANTONIO CARLOS BARRO e WANDER DE LARA PROENÇA, Londrina
Polícia
A manutenção das duas corporações (Polícias Civil e Militar) é prejudicial à sociedade, onerosa ao Estado e municípios, pois este colabora e muito com as duas e é motivo de brigas entre elas. A sociedade, que custeia, nada tem a ver com as desavenças das corporações e nem com os desmandos políticos que as mantém para simplesmente satisfazer interesses particulares de alguns integrantes de ambas e lutam pela manutenção. Mantendo as duas corporações, o Estado-membro tem, no meu entender, um acréscimo de custo de no mínimo 50% e uma ineficiência de 30 a 40%. Sou contra a unificação; não haverá harmonia, visto que a formação profissional delas é totalmente diferente.
Um exemplo de custo e ineficiência: na maioria dos municípios-sede de comarcas e nos municípios que fazem parte dela basta ter um prédio e demais equipamentos únicos. No entanto, há um prédio para a Polícia Civil, uma viatura, um rádio fixo e um móvel, armamento, e outros objetos e utensílios necessários. Tudo, portanto, em duplicidade tem também a Polícia Militar. Cito como exemplo o município de Centenário do Sul. Lá, as Polícias trabalham separadas. A Civil, de material humano é composta por um delegado de carreira e nada mais. Faz ele o serviço de delegado, escrivão, investigador, carcereiro e ainda cumpre uma escala mensal na sede em Londrina como delegado de plantão. Resultado, é preso também, pois tem que residir dentro da delegacia para guardar os presos.
Se fosse somente uma polícia, poderiam ser reciclados os sargentos para serem escrivães; os oficiais formados em Direito, depois de reciclados, assumiriam as delegacias das comarcas e dos municípios outros, desta feita, ficariam supridas as ocupações principais, se bem que mesmo assim haveria ainda déficit de material humano. Sou pela extinção das duas corporações existentes e a criação de uma única estadual.
- RUBENS BATISTUTE, delegado de polícia aposentado, Londrina
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