Aníbal Khury (1)
Parabéns à Redação da Folha de Londrina/Folha do Paraná pela cobertura precisa dos acontecimentos que culminaram com a morte do deputado Aníbal Khury. Desde o primeiro momento, a Folha mais uma vez adiantou-se a toda a imprensa e manteve o Paraná informado do quadro clínico de nosso mais importante político. Passam-se os anos e este jornal continua atento, sensível a todos os grandes fatos, e com uma veia jornalística de fazer inveja. Que competência!
- JANDERSON MARCELO CANHADA, Londrina
Aníbal Khury (2)
Como estudante da Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão, tenho a lamentar o falecimento do deputado Aníbal Khury. Ele é o autor do projeto de lei que visa tornar a nossa faculdade em universidade, atendendo a um antigo sonho da nossa comunidade. É perda grande, o Paraná perde uma das suas maiores lideranças políticas das últimas décadas, e ao mesmo tempo, abre um novo ciclo da nossa história.
- JAIR ELIAS DOS SANTOS JÚNIOR, Campo Mourão
Ponto de vista
Sobre o ponto de vista do jornalista Francelino França, referente ao espetáculo ‘‘Sarapalha’’ publicado na última sexta-feira: a Cia. Lobo de Teatro vem, com seu direito de resposta, manifestar sua grande decepção com a forma que este ‘‘profissional’’ faz o seu trabalho com desrespeito e crueldade ao trabalho sério desta companhia e de tantas outras, que foram por ele injusta e maldosamente massacradas, com suas palavras de extrema grosseria.
Esperávamos um ponto de vista sobre o espetáculo, apontando, como se possível enriquecer cenicamente o mesmo. França, ao citar que é impossível a adaptação teatral do conto da ‘‘Sarapalha’’, da obra ‘‘Sagarana’’, de Guimarães Rosa, mostrou seu total desconhecimento deste trabalho já realizado por outras companhias de teatro em São Paulo. Inclusive, este mesmo conto foi apresentado em Londrina no Filo/99 e noticiado neste jornal. Ao dizer que ‘‘os integrantes da Cia. Lobo foram irresponsáveis’’ só confirma que França desconhece as dificuldades que todos os grupos de teatro têm para realizar suas peças. Irresponsabilidade seria não ter realizado o trabalho, o que seria muito mais fácil e simples.
Francelino França, ao citar que Paulo Castro ‘‘laçou a operadora de luz’’, referindo-se a ela como ‘‘tão expressiva quanto uma geladeira’’ e que esta decorou o texto em uma hora e meia de ensaio, mais uma vez confirma que o jornalista diz o que não sabe. Essa atriz a que ele se refere é aluna da Escola Municipal de Teatro, já tendo participado de vários cursos de interpretação para teatro e televisão e tendo trabalhos realizados em São Paulo e Londrina, sempre com muita seriedade e responsabilidade. Ela é integrante da companhia e acompanhou toda montagem de ‘‘Sarapalha’’ desde o início.
Senhor França: falta de respeito é referir-se às pessoas como se elas fossem gado. Nós, da Cia. do Lobo respeitamos o trabalho sério de profissionais que escrevem neste veículo de comunicação. Mas, não vamos admitir ofensas e calúnias de pessoas não qualificadas e de extrema agressividade. O ‘‘misserê cênico’’ a que o senhor se referiu, que foi criado pelos encenadores, foi reproduzido de desenhos que estão na obra. Aliás, será que o senhor leu ‘‘Saparalha’’?
- PAULO CASTRO, Londrina
Resposta do jornalista Francelino França: ‘‘Mantenho todas as colocações referentes à crítica da peça ‘‘Sarapalha’’. A crítica é uma prática comum e salutar na imprensa democrática.’’
Surdez
Mudar a visão de uma sociedade que está habituada a ter critérios de normalização é uma tarefa difícil para as minorias, uma vez que tais normas estão enraizadas no pensar e no agir das pessoas. Acabar com o preconceito nas representações sobre a surdez é algo que demanda tempo, reflexão e conhecimento. Por isso não é de se espantar que as pessoas sintam-se impotentes e desconcertadas ao lidarem com os surdos. E entender suas ações de tentar torná-los iguais aos ouvintes, pois só assim entendem que os surdos serão felizes. Não é essa a maneira de conduzi-los à felicidade. É preciso ter consciência de que a surdez é apenas uma diferença que precisa ser respeitada, e que para a realização das pessoas não existe um único caminho.
Reconhecer a surdez como diferença é reconhecer as limitações e potencialidades dos surdos. É reconhecer sua comunicação espaço-visual como língua. Pois é a língua de sinais que dá aos surdos condições de tornarem-se seres humanos em sua plenitude. É através da língua de sinais que os surdos adquirem todo conhecimento científico, cultural e social para desenvolver suas potencialidades. Igual aos ouvintes através da língua oral.
É preciso compreender que o uso dessa língua não é a solução de todos os problemas, mas sem dúvida a resolução de muitos. Precisa-se mudar a visão em relação à surdez nas esferas mais amplas da sociedade, para proporcionar realmente condições de igualdades e atuação social do surdo. Convido as instituições educacionais, religiosas, comunitárias a abrir suas portas para os surdos levarem até as pessoas o ensino da língua de sinais. Tenho percebido que alguns segmentos da sociedade voltados para a educação desconhecem a lei estadual e municipal que priorizam e dão preferência aos surdos no ensino da Libras (língua brasileira de sinais), não podemos esquecer que eles são os maiores conhecedores dessa modalidade linguística e também os mais competentes por se tratar de sua própria língua. Surdez não é patologia nem deficiência, é uma diferença.
- MÁRIA DE FÁTIMA FAVORETO CATARINO, professora, Londrina
Triatlon
O que se viu em Londrina, no último domingo, foi maravilhoso, mostrando que se a cidade cuidar mais de seu maior patrimônio, a beleza natural, e a força de sua gente, pode obter resultados tão bonitos, quanto os que os atletas londrinenses obtiveram, em especial a triatleta Patricia Gonçalves, que, apesar das dificuldades de patrocínio, foi à luta e se classificou em primeiro lugar no triatlon. Ela desbancou atletas profissionais que participam do circuito nacional, com todo o apoio da iniciativa privada e pública de suas localidades. Uma lição a todos nós.
- CARLOS HENRIQUE, Londrina
Qualidade
Com referência à notícia publicada neste jornal dia 7 de agosto, intitulada ‘‘Empresa investe em preservar’’, na qual se atribui ao senhor Luiz Felipe Sousa Dias Reis, presidente da Associação de Gestão de Estudos Ambientais a afirmação de que no Brasil, atualmente não existem mais de 20 empresas certificadas em ISO 14000: na qualidade de órgão certificador e único fórum de normatização do País, temos registrado e gostaríamos de esclarecer que o número de empresas certificadas em ISO 14000 no País corresponde a 126, e que só no período de janeiro a maio deste ano foram certificadas 106 delas.
- GRAZIELLE A. VIANA, assessora de comunicação da Associação Brasileira de Normas Técnicas, São Paulo (SP)
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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