O leitor escreve
Arte especial (1)
A Associação de Pais e Amigos de Portadores de Síndrome de Down (APS Down) parabeniza e agradece ao prefeito Antonio Belinati, à Secretaria Municipal de Cultura e ao Núcleo Regional de Educação pela iniciativa de realizar o 2º Salão Nacional de Artes Plásticas de Portadores de Deficiência de Londrina. Esse evento deu oportunidade de poder mostrar à população o potencial que se esconde na pessoa portadora de alguma deficiência, principalmente no que se refere a artes.
Para comprovar isso, basta se visitar a belíssima exposição que se encontra no Shopping Catuaí, desde o dia 21, na Praça de Eventos. São obras de artistas especiais de todo o Brasil, das Apaes e demais instituições que trabalham com portadores de necessidades especiais. As pessoas especiais são seres muito sensíveis. Explorar esse lado artístico de cada um não é difícil para quem trabalha com eles.
A APS Down ficou muito feliz e orgulhosa com o resultado dessa exposição, pois o primeiro lugar coube a uma pessoa muito querida nossa, o associado Gregório José C. Vicentini, cuja mãe, Cyntia Vicentini, é uma das fundadoras de nossa entidade e grande colaboradora dessa associação, juntamente com toda sua família.
O Centro de Educação Especial Crescer, mantido pela APS Down, participou desse maravilhoso evento enviando obras de três alunos: Isabela, Lorenzo, Viviane e da ex-aluna Tatiana. Para nossa grande satisfação seus quadros foram selecionados para a exposição e receberam menção honrosa e menção especial pela participação no Salão de Artes. Tal acontecimento veio demonstrar o quanto essa área deve ser explorada nessas crianças e se já fazia parte do currículo da nossa escola ficamos ainda mais incentivados a ampliar o trabalho que apenas há um ano e meio começamos, desde a criação do Centro de Educação Especial Crescer.
Para que isso venha a acontecer, precisamos de mais recursos financeiros para investir. A luta em busca dos nossos objetivos, que já era grande, intensificou-se desde o resultado desse evento tão brilhante e bem organizado, para orgulho da cidade. Desejamos que ele seja realizado anualmente, para que cada vez mais as instituições possam descobrir e mostrar à sociedade os talentos escondidos em cada ser especial, quebrando dessa forma a barreira do preconceito que existe com essa população que, às vezes, num trabalho de tal nível, como foi mostrado nessa exposição, deixa-nos com vergonha de sermos apenas seres normais.
- APARECIDA DE JESUS MELLO ALVARES, diretora administrativa da APS Down
- NEUZA SOARES DE SÁ, diretora do Centro de Educação Especial Crescer, Londrina
Arte especial (2)
Como toda menina dos anos 70, tive meus sonhos, minhas ilusões, meus ideiais. Quantos eram... Muito superficialmente se falava na ditadura que assolava o País, nos presos políticos, nas músicas proibidas de Chico, Caetano, Gil, Ivan Lins, aliás meu preferido. Não lembro de ter tido um ídolo no qual eu fosse apaixonada, tipo tiete mesmo.
Coloquei o nome de meu filho mais velho de Leonardo, pois o significado do nome (Leão Forte) achava lindo. Passaram-se anos. Nasceu meu segundo filho, escolhi um nome, como no primeiro, pelo significado: Frederico quer dizer Dirigente da Paz. Hoje vejo o quanto sou agradecida por Deus por essas duas criaturas. Afinal, eles são os personagens mais importantes de minha vida.
Frederico tem uma paralisia cerebral no nascimento e desde então tenho dedicado minha vida a ele, lendo, estudando... E em cada aprendizado, encontro uma resposta e a certeza de que mesmo com muitos anseios, incerteza e dores, o sentimento verdadeiro, aquele sentimento bem de dentro do peito é o que via nos dar a compreensão, a abnegação para a tarefa de cuidar de um filho especial. Costumo dizer que não há obstáculos que resistam à força do amor.
Mas com certeza, não teria conseguido sem a afetividade de pessoas abençoadas que sempre tiveram ao meu lado. A meu pai, minha mãe, meu filho Leonardo, aos médicos, fisioterapeutas, e amigos, verdadeiros irmãos de coração, o meu muitíssimo obrigado. O que me levou a escrever, foi ter visto a alegria e a satisfação (orgulho) estampado no rosto de pais aplaudindo seus filhos na entrega dos prêmios do 2º Salão Nacional de Artes Plásticas de Portadores de Necessidades Especiais.
Gostaria de louvar o interesse e a iniciativa da secretária de Cultura de Londrina, Ângela Farah Marçal, que com ajuda de sua equipe conseguiu restabelecer um salão de artes plásticas para portadores de necessidades especiais interrompido há 27 anos. Somente com perseverança e carinho seria possível realizar um evento de tanta beleza.
- SANDRA REGINA SOARES, Londrina
Emprego
Sobre a reportagem Interior emprega mais publicada em Folha Economia na quinta-feira: a produção agrícola, voltada para a produção de alimentos e/ou matéria-prima, ambos destinados ao consumo humano, tem sido a primícia de ações de quaisquer nações do mundo, desenvolvidas ou em desenvolvimento. Pois do alimento a vida se viabiliza. Aplica-se esta filosofia em uma economia globalizada, em que a necessidade de produtos a baixo custo e com excelente qualidade não é um luxo, e sim um requisito básico para que as leis de mercado (compra e venda) sejam efetuadas. Podemos assim raciocinar que quando uma nação ou região dispõe de recursos naturais (fertilidade de solo, clima favorável, tecnologia suficiente para aplicar na produção) e mão-de-obra condizente é possível viabilizá-la. Do que mais esta nação ou povo precisa para produzir?
Realmente é esta pergunda que venho fazendo para justificar, muitas vezes, o desemprego ou mal-estar sócio-econômico do meu Estado. Já está provado que o caminho para viabilizar a geração de empregos é pela produção de alimentos. Pois aliado à condição de possuirmos a maior favorabilidade mundial de produção de alimentos (qualidade de solo), o qual é a condição essencial para tal fato, o que falta para termos uma sociedade sócio-econômico-cultural estabilizada? Talvez seja uma pergunta feita para os nossos governantes responderem.
- MÁRCIO LIBONI, Gainesville, Flórida (EUA)
Basta de FHC
A manifestação pública em Brasília na Marcha dos 100 mil está deixando FHC com a pulga atrás da orelha. Podemos perceber isso pela sua reação ao chamar a oposição de oportunista. Ele ataca constantemente o protesto, que é legítimo, tudo isso para recuperar sua popularidade. As atuais pesquisas registram 59% de rejeição. No desespero, FHC usou no domingo passado o horário nobre da Rede Globo para se defender. Na tentativa de recuperação de sua popularidade a qualquer custo, disse descaradamente que não está preocupado com a queda de sua popularidade, porque não é candidato. Com isso ele demonstra claramente que só se preocupa em ser bom e justo nas época de eleições.
- ANTONIO CARLOS DE MELO, bancário, Porecatu
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





