Salário dos deputados
Nos últimos dias acompanhamos com muita preocupação através da imprensa, as reclamações dos deputados com relação aos seus salários. Tem deputado dormindo nos gabinetes para economizar, outros abandonando clubes sociais por não poderem pagar as mensalidades, outros substituindo funcionários por familiares para poder se manter, e outros, pasmem, estão até sendo obrigados a andar de táxi por não conseguirem comprar carros e ter motoristas. Diante de situação tão constrangedora dos nobres representantes do povo, eu poderia sugerir que fizessem como nós aqui embaixo quando em situação parecida: procurem outro meio de vida. Procurem outro emprego. Prestem o concurso para o Banco do Brasil, por exemplo, ou se estabeleçam e criem empregos e gerem impostos para tampar os buracos do Tesouro Nacional ou ainda, consigam um trabalho digno em troca de um salário mínimo (R$ 136,00) que segundo eles é o suficiente para uma família inteira viver. Falta-lhes patriotismo e vergonha na cara.
- LUIZ SILVIO BAPTISTA, comerciante, Cornélio Procópio
GRD
Ela tinha um sonho, tornar-se ginasta, e desfrutava com seus pais do incentivo e educação. Os anos se passaram: a menina transformou-se em linda moça, a moça em mulher coerente, sincera, feminina, meiga e terna. Naquela noite recolhera-se mais cedo do que o usual, e se transportou para o mundo dos sonhos: estava num ginásio, em local diferente dos que conhecera, e seu impulso primeiro foi o de entrar para aquele centro em que gravitava na beleza. Mas quando se olhou estava vestida de forma sóbria, ao lado da quadra principal, mas não com roupas que tanto utilizara desde menina.
Lá dentro estavam outras meninas que lhe sorriam com intimidade, carinho e respeito. E se reconheceu em cada uma delas, em cada movimento, dança, alegria e tensão. Imediatamente sua alma voou por cima daquela arena, ficou no centro do lindo quadro apresentado, e no meio de fitas e arcos, segredou a cada uma: ‘‘Você é a realização não só do meu sonho, mas do seu, da paz, beleza e equilíbrio, você é a extensão do amor.’
A menina-mulher despertou, olhou-se; ao lado, meninas que traziam no rosto as cores do arco-íris, dizendo-lhe: ‘‘Amamos voc꒒, abraçando-se em suave cumplicidade. E nós, Bárbara Lafranchi, técnica da GRD do Brasil no Pan, te dizemos: ‘‘Obrigado por não ter desistido do ideal maior: derramar amor e beleza à sua volta, com todos os pequenos gestos de bondade que você tem colecionado desde que era um pequeno sonho de amor’’.
- LUIZ EDGARD BUENO, escritor, Londrina
Certidão de nascimento
A respeito da reportagem ‘‘Certidão ‘econômica’ revolta londrinenses’’, publicada na última quarta-feira: não sou funcionário e nem dono de cartório, mas acho que eles (donos de cartório) não são obrigados a bancar responsabilidades que são dos pais e do governo. Quando minha filha nasceu, este ano, fui ao cartório registrá-la e com maior orgulho, apesar de ser pobre, paguei pela certidão de melhor qualidade sem contestar, pois acho que ela vale muito mais que R$ 15,00.
Na minha opinião, quem não tem esta quantia para pagar para registrar um filho, também não pode ter filhos, pois não terá condições de sustentá-los. Ao invés de o governo jogar estas despesas nas ‘‘costas’’ de empresas particulares, que geram empregos e não têm obrigação de pagar pelas despesas dos filhos dos outros, ele deveria promover o controle da natalidade e financiar métodos contraceptivos decentes a famílias que não desejam mais filhos.
- SÉRGIO TORETO, escriturário, Goioerê
Aplauso
Parece-me corretíssima a posição do presidente do Banco do Brasil ao afirmar que caberá ao Tesouro arcar com os prejuízos advindos de qualquer generosidade com que o governo haja por bem cumular os produtores rurais, mesmo porque o BB não é só de propriedade do Estado. Resta saber se esse governo, que alia tanto riso e tanta atrabiliariedade e que anda tão mal acostumado a comprometer alheios patrimônios, irá conformar-se com o que erradamente define como indisciplina, tal como o fez recentemente, quando demitiu o interventor do Banespa por haver defendido, contra o fisco federal, os legítimos interesses da instituição paraestatal sob seu comando. E também quando concorda em assumir gastos de bilhões com oito milhões de aposentadorias e pensões caritativas, que a Constituição Federal e as outras leis prodigalizaram a não segurados e que, inequivocamente, só podem obrigar o Tesouro.
- ALCINDO MOLETO RODRIGUES, Brasília
Protestos
Sou a favor das manifestações que estão ocorrendo neste período. Sou a favor de todos os atos de protesto, quando ordeiros. Vivemos num país democrático, onde a liberdade de expressão é permitida. Agora, com relação ao agricultor que queimou o seu trator em forma de protesto (notícia publicada ontem na Folha Economia): será que este agricultor realmente está endividado? Ou está se aproveitando da situação? Ninguém esbanja dinheiro desta forma, quando se está em situação difícil.
- SÉRGIO LOPES, Toledo
‘‘Pra mim, chega!’’
Esclarecedora, humana e primorosa a reportagem publicada no domingo pela Folha com o título ‘‘Pra mim, chega!’’. Mais que um relato crítico do que acontece com o nosso país nesses anos difíceis do Real, o artigo do jornalista Nelson Capucho lava a alma de quem há muito vê a economia brasileira sendo conduzida por trilhos errados, levando a população a atravessar um dos piores momentos da sua história, sem que se veja nenhuma indignação na maioria dos órgãos de comunicação. Os dados mostram como estamos sendo ludibriados pelo governo e com esse discurso globalizante e neoliberal, que só faz aumentar a pobreza, o desemprego e piorar as condições de vida em nosso país. Parabéns ao jornalista e à Folha por abrir espaço para esta questão e tratar o assunto com tanta sensibilidade.
- JAMYR SANTOS XAVIER, Londrina
CorreçãoOs nomes dos especialistas que compõem a junta médica que atende o presidente da Assembléia Legislativa do Paraná, Aníbal Khury, foram grafados incorretamente na edição de ontem. Os nomes são: Gilson Yared (cardiologista), João Batista Marchesini (gastroenterologista) e Francisco de Paula Soares Filho (oftalmologista).
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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