Aposentadoria
A comparação que o governo faz entre os setores público e privado, publicada na imprensa esta semana, no que tange ao montante das aposentadorias, é capciosa, tendenciosa e precisa ser melhor explicada à população. O governo diz que os 2 milhões de aposentados do setor público recebem quase o mesmo tanto que os 16 milhões do setor privado - INSS. No setor privado existe um teto para as contribuições. No setor público a contribuição é sobre o total dos vencimentos, incluindo as gratificações. É bem verdade que se não houvesse o teto de até 10 salários mínimos no setor privado esta comparação não existiria.
No setor privado existe outra agravante que se chama ‘informalidade’. Muitos trabalhadores são registrados com salário, em carteira, menor do que realmente recebem, para fugirem do pagamento às contribuições, além do que outros tantos nem registro em carteira possuem. Vivem completamente na informalidade. Se esta massa de trabalhadores contribuísse direitinho, os números em termos de comparação seriam outros. As contribuições que os servidores públicos fazem, nunca se soube em que conta do governo elas são contabilizadas. Existe, ainda, a parte patronal que jamais foi depositada. A responsabilidade pelo pagamento das aposentadorias no setor público está a cargo do Tesouro Nacional. Qualquer mudança, neste sistema, somente poderá atingir os novos contratados.
- JOÃO AMBRÓZIO DE OLIVEIRA, Londrina
Deus e diabo
A frase ‘‘Deus é bom, o diabo não é ruim...’’ vem de uma parábola popular em que um indivíduo, ao deparar-se com uma pinguela, pra lá de precária, a repetia em todo seu trajeto para garantir que nenhum dos dois patrocinasse sua queda na água. Ao ler, na Folha de Londrina de domingo, página 3, primeiro caderno, o deputado Beto Richa defendendo sistematicamente a entrada do governador Jaime Lerner no PSDB e, ao virar aquela página, vê-lo questionando o governo do Estado e sugerindo que Lerner tenha sensibilidade e pague as indenizações dos presos políticos, me veio instantaneamente a parábola da pinguela. Será que aquele neopolítico não enxerga o paradoxo que comete ao defender uma parcela de pessoas que sofriam enquanto o governador ria? O que estará pensando o companheiro João Einecke (ex-preso político com sequelas horríveis e filiado ao PSDB) ao ver um filhote da ditadura invadir o PSDB com a mesma truculência que utilizou em Londrina na última eleição para prefeito?
O Beto de Londrina (Beto Scaff - PSDB), vereador, demonstrou maturidade e independência logo no primeiro dia de mandato, ao votar contra o próprio tio Jorge Scaff (PDT) para a presidência da Câmara, justamente por pertencer ao grupo do recém-eleito Antonio Belinati. Beto Scaff era e é oposição. O voto dele inverteria o quadro, pois a vitória do major Adalberto foi de 11 a 10. O deputado Beto não deve adorar a dois senhores. Precisa decidir de que lado fica e que bandeira passa adiante. Fique com os marginalizados de ontem e de hoje, os presos políticos.
- JOSELITO TANIOS HAJJAR, Londrina
FILO
Parabenizo a Folha de Londrina pela excelente cobertura que ela vem prestando ao Festival Internacional de Londrina (regional) e elogio os espetáculos que a organização do FILO selecionou. Assisti, dia 22, ao ‘Flesh’, que denuncia a violência e a impunidade em nosso cotidiano. Um bom espetáculo, entre tantos que assistimos no Festival, de grande importância.
- JOSIANE TAVARES, Londrina
Reencontro
Parabenizamos a direção da Folha de Londrina pela colaboração que o Jornal tem dado para que pessoas possam reencontrar familiares, como na edição do dia 17, caderno do interior, que relata um reencontro 15 anos após a separação. Essa matéria sensibilizou-nos pela importância que a Folha de Londrina deu para que um ex-menino de rua reencontrasse sua família.
- ALGACIR COSTA PORTES, Cascavel
Correção
A fotografia da fachada da Casa do Ipiranga, intacta em 1985, quando do centenário da ferrovia Curitiba/Paranaguá - editada em detalhes na página 1 da Folha Paraná, edição de domingo - é de autoria e pertence ao acervo pessoal do fotógrafo Carlos Aguiar. Só as atuais, que denunciam a depredação, são de Gilson Camargo.

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