Esclarecimentos
Gostaríamos de esclarecer alguns fatos referentes à nota do jornalista Luiz Geraldo Mazza publicada na página 2 do do último dia 7: a Tafisa Brasil S/A não invadiu nenhuma área de mineração no município de Piên, porque a Tafisa Brasil obteve a licença prévia para a instalação junto ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em outubro de 1996 e iniciou as obras de terraplenagem um mês após a referida licença. O alvará de construção concedido à Tafisa pela Prefeitura Municipal de Piên data de 27 de fevereiro de 1997. Em junho de 1997, portanto sete meses após o início das obras da fábrica da Tafisa, o Departamento Nacional de Produção Mineral concedeu direito de pesquisa a um cidadão, o qual havia requerido a concessão do alvará de pesquisa no mês de março deste mesmo ano. O Departamento Nacional de Produção Mineral retificou o alvará, por entender que o pedido do referido cidadão estava incorreto aos termos da legislação mineral existente para a espécie. Tendo em vista o direito da Tafisa em edificar a obra de construção de sua unidade industrial no município de Piên, todas as exigências legais e administrativas junto ao Estado e ao município foram rigorosamente obedecidas.
- EDSON UNGARELLI, diretor geral, Curitiba
Nota de Luiz Geraldo Mazza: 1) Além do interesse desrespeitado de um minerador, a Tafisa foi acusada, em nota pública, de invadir ainda áreas de lavra de serpentinito das mineradoras Castelhanos e Rio do Leão, que ingressaram com ações em juízo. Como se dá em vários casos desses investimentos, a advocacia pró-oficial é do Escritório Pereira-Gionédis, dirigido pela esposa do secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, o que ajuda no meio de campo, como ocorreu com o ex-prefeito de Piên, Ney Ciupka, que doou a área de 580 mil metros quadrados para a instalação da fábrica, nomeado, depois, diretor da multinacional. 2) Aliás, equívocos em áreas cedidas para multinacionais são históricos, como se deu com a Volvo na Cidade Industrial de Curitiba, e parece ocorrer com a Renault, pois há denúncia de irregularidades sequenciais na transferência dominial, isso sem falar na agressão ambiental, denunciada pelas ONGs.
Fusão da Polícia
Se colocarmos uma medida de óleo em uma vasilha, acrescentarmos água e agitarmos o conteúdo, ficará cientificamente comprovado que os dois líquidos misturam-se temporariamente mas depois separam-se automaticamente. A fusão das Polícias Militar e Civil no Estado do Paraná, como tem sido anunciado frequentemente pelo Secretário de Segurança Cândido Martins de Oliveira, será o mesmo que misturar óleo e água. Aparentemente, os dois líquidos se misturam, para depois se separar, muito embora estejam no mesmo vasilhame.
Todos os paranaenses sabem de antemão que esse tipo de fusão propalada pelo secretário não vai somar absolutamente em prol da melhoria das carências na área de segurança pública em nosso Estado. Poderá, no máximo, causar algum frenesi momentâneo, gerar algumas esperanças e pontos na mídia, mas a mistura não dará certo, se observarmos a situação atual sob uma ótica realista.
Fundir as Polícias Civil e Militar na atual conjuntura econômica do Estado, nada mais será que somar a falta de meios, a ausência de melhores salários e qualificação profissional, enfim, juntar a fome com a vontade de comer. É redundante! Já que é pretensão do governador Jaime Lerner criar mecanismos modernos e capazes de efetivamente combater a criminalidade com resultados objetivos, a meta deveria ser a criação de uma nova Polícia Estadual, e a extinção das duas instituições existentes, dotada de meios, de salários dignos, de preparo profissional e principalmente de uma nova mentalidade sobre segurança pública.
Insisto que o simples gesto de fundir as duas Polícias será o mesmo que misturar óleo à água. Por muito pouco tempo os dois se misturam e, quando descansados, separam-se, muito embora no mesmo recipiente. E, como sempre, medidas precipitadas nesta área geram somente um perdedor: o povo do Paraná!
- ADALBERTO PEREIRA DA SILVA, major da PM, vereador, Londrina
Tarifa de ônibus
Desde a administração Wilson Moreira, portanto há quase onze anos, que o procedimento de aumento da tarifa acontece da seguinte forma em Londrina: a passagem custa (X), a concessionária (agora duas), através de seus técnicos, calcula a incompreendida planilha de custos e solicitam um aumento para (X+2). O Poder Público, sempre ‘‘generoso’’ e a favor do povo, concede (X+1), ou seja, mais do que custava e menos do que a concessionária pediu. Pergunto: Qual o critério de cálculo das empresas, que permite há longos onze anos trabalharem abaixo de seus cálculos? Já não passou da hora de facilitar e abrir para a sociedade essa planilha de custos? Os usuários de transporte coletivo não estariam enquadrados como consumidores, tendo o direito legal de saber o que estão pagando? Volto a propor a criação de uma associação dos usuários de transporte coletivo. É uma questão de economia e cidadania.
- JOSELITO TANIOS HAJJAR, Londrina
Libertadores
Eu achei muito inteligente a idéia de aumentar o número de times brasileiros na Libertadores. Acho que o nível técnico vai aumentar com o acréscimo de mais times brasileiros e também argentinos. Era difícil ter que aguentar uma Libertadores com uns timecos de países sem muita expressão com o mesmo número de vagas de países como Brasil e Argentina. É mais ou menos assim que é feita a Copa dos Campeões na Europa, com um bom número de times e os melhores do continente tem vaga garantida. Estamos evoluindo.
- WALTER KYORSH MOSH, Ribeirão Preto (SP)
Saúde
Desde a primeira vez que a CPMF foi inventada disseram que era para a saúde, e continou tudo do mesmo jeito. Já faz dois meses que estão cobrando esse imposto e em dobro e a saúde continua uma vergonha. Cadê o dinheiro? No Paraná, o governo começou a cobrar há três meses o Paranaprevidência. Cadê os médicos e as coberturas hospitalares? O IPE está quase acabado. Aonde vou cuidar da minha saúde? Acho já deu tempo de repassar aos hospitais estas verbas. Meu pai contribuiu para o Estado por mais de 30 anos. Está velho e doente e precisamos de recursos médicos. Socorro!
- LOURDES APARECIDA MARTHO, Ibiporã
Turquia
Todo mundo assistiu e está acompanhando o sofrimento dos nossos irmãos turcos por causa do último terremoto. A intensidade da tragédia que afetou todos, já resultou em milhares de mortos e feridos. É o resultado das desavenças entre o homem e a natureza. Quem somos nós, pobres mortais, para contestar a vontade da natureza? Rogamos a Deus que ilumine aquele povo, que dê coragem aos socorristas, muita saúde e força a milhares de pessoas que ainda lutam ela vida em meio aos escombros.
- JOSÉ LUIZ GOMES, Primeiro de Maio
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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