O leitor escreve
Rodovia pedagiada
A respeito da reportagem Repórter denuncia cobrança ilegal publicada na última quinta-feira, reclamando o não-fornecimento de serviço de guincho ao usuário Félix Souza no último dia 1º de agosto pela concessionária Viapar (no Paraná), é preciso dizer, inicialmente, que a manchete foi colocada de maneira a confundir o leitor, visto que em nenhum lugar no texto é mencionado que houve cobrança ilegal de serviço de guincho por parte da empresa, como sugere o título. A reportagem refere-se simplesmente a não-atendimento.
Em segundo lugar, é preciso dizer que os guinchos da concessionária sempre operaram normalmente, 24 horas por dia, desde o início dos serviços, em junho do ano passado. A única exceção foi durante o recente protesto dos caminhoneiros, no final de julho último, uma vez que os manifestantes impediram a passagem de veículos voltados a atendimento público. De junho de 98 a julho de 99, a Viapar prestou socorro a 14.231 veículos em dificuldades nas estradas de sua atuação, dos quais 30% precisaram ser guinchados pela empresa a locais onde ficaram em segurança.
Nesse período, a empresa teve a satisfação de registrar o recebimento de enorme quantidade de agradecimentos e elogios de usuários pela qualidade, rapidez e presteza do atendimento. No caso do usuário Félix Souza, lamentamos o ocorrido, mas vale frisar que o inspetor de tráfego que o atendeu relatou que o mesmo disse estar com pressa e não poder esperar. Naquela oportunidade, um de nossos guinchos mais próximos encontrava-se em atendimento.
Eventualmente, apesar de toda a boa vontade e dedicação da equipe da Viapar, pode haver algumas dificuldades ocasionadas por problemas cuja solução escapa ao nosso alcance. Para nós, o usuário está sempre em primeiro lugar e nosso objetivo é atendê-lo com rapidez e cordialmente de maneira como vem acontecendo, seguramente, em 99,9% dos casos.
- JOSÉ ALFREDO RODRIGUES ALVES FILHO, gerente de Operações e Tecnologia, Maringá
NR.: O título Repórter denuncia cobrança ilegal é precedido do subtítulo Rodovia pedagiada. A intenção não foi confundir o leitor. A cobrança se torna ilegal porque o guincho particular foi usado numa rodovia pedagiada, cujo contrato de concessão prevê a prestação deste serviço aos usuários.
Crise
Na atual conjuntura econômica que atravessa o Brasil, com crises, manifestações, greves etc., várias situações adversas nos levam a refletir. Nos últimos meses, várias classes estão-se manifestando contra o governo. Dentre elas, duas chamam a atenção. De um lado está o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que luta por uma reforma agrária justa no País, para que assim seus membros possam ganhar o tão sonhado pedaço de terra. Enfim, possam produzir e ter uma vida digna. Do outro lado estão os produtores rurais, os responsáveis pela alta produtividade de grãos no País. Estes não se manifestam por um pedaço de terra, pois já a detêm. O problema aqui não é conseguir terra para produzir, mas sim conseguir anistia sobre as dívidas adquiridas com sua produção.
No tocante a esta reflexão, observamos a generalidade dos problemas da Nação e a dificuldade para resolvê-los. Como o governo pode dar terra aos que a querem, sendo os que a possuem estão falidos? Esperamos a cada dia novas medidas para que esses problemas sejam resolvidos. Pois, em nada adiantaria dar terras ao MST hoje, porque amanhã seus membros se manifestarão pedindo anistia por suas dívidas.
- FRANCISCO ANTONIO BONI, Santa Cruz do Monte Castelo
Papa João Paulo II
Parabéns a Karol Wojtyla, filho de Emília e do tenente do Exército polonês Karol Wojtyla. Lolek, como era chamado pelos seus familiares, aos 20 anos já havia perdido a mãe, o irmão Edmund e o pai, as pessoas que mais amava. Estudou literatura polonesa e filologia. Ficou conhecido como filósofo e conhecedor de línguas européias: russo, alemão, francês, inglês, italiano e espanhol. Não estava interessado em ser padre. A cargo do destino tornou-se papa.
O tempo passou, ele amadureceu, envelheceu e sua imensa cultura não permitiu que bobagens bíblicas continuassem: afirmou que o céu, o inferno e o purgatório não são lugares físicos, mas estados de alma. Antes já havia ensinado que além da fé há que se ter razão. A Igreja Católica Apostólica Romana enganou os fiéis por dois mil anos. A inovação, apregoada pelo papa, em relação ao céu, inferno, purgatório e também o paraíso é racional.
Certamente o papa quer que os fiéis raciocinem com mente aberta. Doravante o clero deverá acatar as afirmativas do sumo pontífice e mudar o discurso, pregando ensinamentos baseados na razão, na ciência e na lógica. Chega de atemorizar e enganar os fiéis com infantilidades bíblicas. Os tempos são outros. O corajoso e extraordinário papa João Paulo II passará para a história da humanidade como um sábio que aos poucos curou da psicose os fiéis e deu luz à civilização.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
Lista de devedores
Sobre a notícia Osmar Dias quer que governo publique a lista de devedores publicada ontem: gostaria de parabenizar este jornal, juntamente com o nobre senador, pela civilidade de solicitar ao governo federal a publicação desta lista. Não seria oportuno uma CPI? Afinal, são bilhões de reais em jogo, enquanto crianças morrem por falta de assistência médica, fome, frio e até por falta de um lar. Não bastou a anistia de 88? Parabéns mais uma vez, e que Deus mantenha a coragem, a dignidade e os princípios éticos e morais de todos que assim pensam.
- JEFERSON SIMAS, advogado, Brasília (DF)
Chico Buarque
O fim do mundo não chegou, mas é o fim do mundo o que os nossos políticos aprontam de vez em quando. Nosso grande ídolo da MPB, músico e escritor Chico Buarque, não podia esperar por nada durante décadas dos nossos dirigentes, mas muito menos um título de um Estado que nada diz reciprocamente. Sua aguçada e brilhante inteligência também concorda com isso, pois nem o próprio Chico esperava por uma surpresa desta.
Façam-me o favor! Chico Buarque merece e muito, mas na hora e no lugar certo. Que diga a cidade do Rio de Janeiro, o próprio Estado do Rio, os partidos políticos da oposição na época da ditadura, o conselho de músicos, a Academia Brasileira de Letras e até o Fluminense Futebol Clube, mas cá pra nós, no Paraná? Amar e homenagear alguém ou a terra natal está no coração, não é para fazer politicagem nestas horas.
- GLAUCO ANTONIO VIEIRA BORBA, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





