O leitor escreve
Concurso
No dia 5 de maio de 1997, a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Paraná oficializou um concurso público para provimento dos cargos de escrivão e investigador da nossa gloriosa Polícia Civil, perfazendo um total de 718 vagas para investigador e 212 vagas para escrivão.
Após nos submetermos às diversas fases do referido concurso, grande parte realizada em nossa capital, demandando em gastos com matrícula, transporte, alimentação, estada, tornamo-nos aptos a frequentar a última etapa do concurso, que seria a Escola de Polícia Civil. Sucede, porém, que passados mais de dois anos, o Estado, através de suas autoridades, não vem procedendo aos atos pertinentes para a efetiva nomeação dos aprovados, demonstrando uma elevada morosidade e um claro sinal de descaso em relação ao assunto.
É sabido que no Estado do Paraná vive-se uma carência caótica de material humano em nossa Polícia Civil, pois o contingente atual é o mesmo de 1978, o que nos leva a refletir o quanto as cidades cresceram nesses 21 anos. A consequência dessa carência é um dos fatores que contribuem para o aumento brutal da criminalidade em nosso Estado, noticiado diariamente pelos órgãos de comunicação. Sendo a segurança pública, um dever do Estado, entendemos que esta situação jamais deveria ficar relegada em segundo plano. Os aprovados do referido concurso, abandonando o terrível sentimento de passividade perante esta situação, e em sintonia com os anseios da população, promoverão no próximo dia 29 de setembro um protesto pacífico em frente ao Palácio do Iguaçu, em repúdio à posição adotada pelo Estado em relação ao assunto.
- CLAUDINEY MIRANDA DE ANDRADE, Londrina
Atuação de FHC
Enquanto aumenta a insatisfação da população frente a atuação do presidente Fernando Henrique, na mesma proporção aumenta o interesse pelo pedido de instalação de CPI no Congresso para investigar o processo de privatização da empresas de telecomunicações, e apurar responsabilidade por favorecer grupos econômicos. Esses fatores são os que refletem diretamente na queda de popularidade de FHC, quando as pesquisas já apontam 59% de rejeição. Quem sabe numa atitude demagógica, o presidente decrete medidas favorecendo os agricultores, atendendo suas reivindicações para recuperar sua popularidade.
Sou favorável ao perdão parcial da dívida nas seguintes formas: o pequeno produtor deve ser favorecido com uma anistia de 50% na amortização de seu saldo devedor, o médio com 30% e o grande com 20%. O saldo amortizado deverá ser parcelado em cinco anos. O governo deverá elaborar uma urgente política agrícola mais justa, prazo mais longo para quitação do empréstimo, juros de 3% ao ano mais TRD, em caso de verba estipulada pelo Bacen como a RO (Recursos Obrigatórios), aplicada em custeio agrícola. Na política atual são apenas sete a oito meses para a quitação do empréstimo, mas este prazo deve ser estendido no mínimo para 12 meses.
Tendo em vista o Brasil ser o celeiro do mundo e a recente nomeação de Pratini de Moraes como ministro da Agricultura, que é extremamente capacitado, o agricultor poderá ter uma leve esperança no incentivo e no desenvolvimento na agricultura. Caso não ocorra esse desenvolvimento na agricultura, o motivo será simplesmente a falta de vontade política. Nossos dirigentes são capazes e inteligentes, falta-lhes apenas sensibilidade, conscientização e senso de fraternidade.
- ANTONIO C. MELO, Londrina
Transporte coletivo
A respeito da notícia do aumento da tarifa dos transportes coletivos em Londrina, publicada ontem: mais uma vez a população arcará com as consequências. De maneira nenhuma faz-se injusto o aumento, como pleiteiam as concessionárias, visto o aumento dos combustíveis nos últimos meses. O que me inquieta é querer justificar isto também em comparação com o sistema curitibano, dizendo que a tarifa londrinense tem de ser maior do que na capital pelos motivos apresentados.
O transporte coletivo em Londrina, em comparação com a grande maioria que conheço é ótimo, realmente, com a integração, passe estudantil, ônibus que respeitam o usuário via de regra, relativa rapidez e tarifa acessível. Bem melhor do que a maioria, realmente. Mas, sem levar em consideração que Curitiba é a capital da propaganda, o transporte coletivo é realmente acima da média, muito bom mesmo, moderno, eficiente, com uma quilometragem maior do que a londrinense, e com uma integração, ainda que não total, atingindo mesmo o transporte metropolitano, o que não ocorre aqui, e com uma tarifa de R$ 0,85. Não é possível justificar aumento devido a esta comparação, pois o sistema londrinense, ainda que bom, não se compara ao curitibano, tenho de me render a isso.
Portanto, se as concessionárias querem que o número de usuários deixe de cair, e até aumente, como acontece na capital, devem se preocupar, juntamente com a Comurb, que gerencia o sistema, em melhorar e modernizar o transporte coletivo em Londrina, o que é muito possível. A idéia de instalação de terminais de bairros é uma solução lógica, diminuindo o fluxo no terminal central. A utilização do canteiro central da Leste-Oeste como via de coletivos seria outra maneira de modernizar. Soluções existem.
- CARLOS RENATO CUNHA, estudante, Londrina
Corte de árvores
É incrível como a justiça deste País colabora para que ele ande para trás, e neste caso impulsionada por políticos sem nenhuma visão. Não seria mais fácil um projeto determinando o plantio de duas árvores para cada uma retirada das margens das rodovias? (Justiça impede Viapar de cortar árvores na PR-323 notícia de ontem). Alguém precisa informar os envolvidos que o objetivo desta ação visa poupar vidas, já que muitas árvores estão na área de domínio do DER. Gostaria de sugerir aos políticos e juízes que passem a dar mais importância a causas que realmente venham somar para o progresso do Estado e principalmente para o bem-estar dos cidadãos que nele vivem e pagam seus salários através dos impostos.
- ÁLVARO JOSÉ MANCHINI, Londrina
Adefil
A respeito da reportagem publicada dia 18, sobre queixas de omissão de socorro no terminal central de transporte coletivo, a presidência da Associação dos Deficientes Físicos de Londrina (Adefil) esclarece que o combustível cedido pela empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) para abastecer a perua Kombi adaptada é de 60 litros/mês. O combustível doado pela empresa é utilizado somente para o transporte do grupo de atletas da associação até os locais de treino.
- PAULO ROBERTO DA SILVA, presidente da Adefil, Londrina
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