O leitor escreve
Campanha do Agasalho
A quinta campanha da presente gestão do Provopar/Londrina (1997-2000), a Campanha do Cobertor 99, termina totalizando 30.847 cobertores arrecadados, superando em mais de 10 mil unidades a meta prevista. A ajuda chegou a 12.175 famílias carentes de Londrina (zona urbana e rural) e reserva indígena. Foram entregues, em média, dois cobertores por família. Moradores de 214 localidades, incluindo entidades, associações, hospitais e pastorais receberam cobertores. O movimento recebeu também doações em roupas e alimentos.
Com um reduzido número de voluntários, o Provopar trabalha ainda mais intensamente durante estes movimentos porque a população londrinense como um todo, empresários, funcionários, estudantes e moradores em geral têm respondido positivamente ao seu apelo por solidariedade. O trabalho em torno da campanha é sempre grandioso. Seu significado maior, contudo, está na união de mãos e corações que se doam em benefício dos que muito necessitam. A Folha de Londrina/Folha do Paraná, voluntariamente, uma vez mais juntou-se a nós neste grande movimento em benefício dos extremamente carentes. Certos de contarmos sempre com o apoio deste jornal nas nossas batalhas solidárias, a nossa gratidão!
- CRISTINA BARROS, coordenadora, Londrina
Servidores públicos
Da mesma forma que o País atravessa um momento difícil e de muitas transformações, o serviço público se encontra em crise há anos. Somos hoje um Estado em estado crítico onde os servidores tem sido sacrificados profissional e financeiramente. Estamos comemorando aniversário de 4 anos sem reajuste ou promoção salarial o que impõe má remuneração e consequentemente baixa qualidade de vida. Ao mesmo tempo sofremos corte do atendimento médico gratuito prestado até então pelo IPE. Ainda, não temos auxílio-creche, maternidade, funeral, alimentação etc. Enfim, nunca nós servidores públicos vivemos uma situação lamentável como essa.
Somos heróis ou idealistas? Para se ter idéia, falta dinheiro para comprar reagentes de laboratório para realização de análises da fiscalização ambiental na instituição a que pertenço, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), impondo uma inevitável paralisação dos serviços, comprometendo um adequado controle ambiental. Temos consciência da crise que assola o Estado do Paraná. Preocupamo-nos com o avanço social e cremos na sensibilidade do nosso governador em corrigir tais distorções ou pelo menos minimizá-las. Acreditamos no senhor, governador Jaime Lerner. Vamos dar mais um exemplo para construir um Brasil melhor.
- MARCOS ANTONIO LUIZ, biomédico, Londrina
Arthur Thomas
A respeito da reportagem Parque faz o clima ficar suportável em Londrina publicada ontem: na condição de vizinho do parque e amante da natureza, tenho duas sugestões a dar ao presidente da AMA (Autarquia Municipal do Ambiente), Rubens Canizares, que considero de fundamental importância para preservação e divulgação daquele local. A primeira seria reformar todo o alambrado que cerca o parque, construindo em sua base uma mureta para impedir a passagem de lixo ao seu interior. É fácil o acesso de pessoas mal intencionadas, que acabam depredando o ambiente.
A outra sugestão seria a respeito do uso de cartões telefônicos. O cartão é muito utilizado nos países mais desenvolvidos para veiculação de paisagens típicas, direcionadas a aspectos da natureza. A AMA deveria igualmente viabilizar esta forma de divulgação para também mostrar as nossas belezas naturais, já que o consumo de cartões têm aumentado consideravelmente no Brasil.
- JOSÉ CARLOS MONTEIRO, Londrina
Chico Buarque (1)
Ao não comparecer à solenidade de entrega do título de cidadão honorário do Paraná, repetindo assim atitude grosseira tomada em relação aos nossos vizinhos gaúchos, mais do que ser mal-educado segundo as palavras do deputado Aníbal Khury, o sr. Chico Buarque nos fez de bobos. Por outro lado, foi ridículo o gesto de um de nossos deputados estaduais de fazer a entrega do pergaminho que simboliza a comenda mais importante do Estado em um campo de futebol, no intervalo de uma pelada. Fico imaginando a hilariante cena. Por isso, se algum fotógrafo a registrou, por favor me mande uma cópia da fotografia. A propósito, pergunto: quem pagou as despesas da solenidade que foi cancelada na última hora? Nós contribuintes? A resposta é óbvia: sim.
- CARLITO ANTONIO RUPP, Bela Vista do Paraíso
Chico Buarque (2)
É infeliz o incidente que expôs ao ridículo toda a população do Paraná, quando o deputado Aníbal Khury, evidentemente, movido por sua vaidade pessoal desengavetou às pressas projeto votado há cerca de oito anos, que aprovou a outorga do título de cidadão honorário de nosso querido Estado, ao compositor Chico Buarque. O referido artista, não obstante a indiscutível importância de sua obra para todos os brasileiros, até por não guardar qualquer relação familiar, ligada às suas origens, ou sequer pessoal com o Paraná, tendo vindo à capital estritamente por um compromisso profissional, aparentemente não queria o título, para ele descabido e até injustificado, preferindo uma boa pelada à tediosa cerimônia.
Nesse mister, não me envergonho de dizer que meu pai, Dr. Octávio Genta, hoje com 85 anos de idade, chegou a Londrina em 1942, recém-formado em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, deu toda a sua vida útil à profissão que exerceu com desvelo por mais de meio século em nossa jovem cidade. Apesar disso e muito mais, um dia sugeri a um ex-presidente da Câmara Municipal de Londrina que se lembrassem de conceder a ele o título de cidadão honorário de Londrina, cidade onde ele, em respeito a sua obra, tornou-se membro do Colégio Internacional de Cirurgiões, e recebeu o título de especialista em cirurgia da Associação Médica Brasileira. O referido vereador pediu-me que preparasse o currículo de meu pai, para que ele pudesse defender tal proposta em plenário. Obviamente não retornei, pois não queria submeter meu pai, que nada soube de minha iniciativa, a tal constrangimento.
Agora, deparo com tal circo montado em Curitiba e não resisti a fazer lembrar a outros parlamentares que, futuramente, não se esqueçam que a outorga destes títulos deve levar em conta a importância do outorgado no contexto de sua cidade ou Estado e não ao fato de que quem está prestando a homenagem, que ficará em evidência com a concessão a este ou aquela pessoa, inclusive caindo em suas graças.
- OTÁVIO PAULO GENTA, advogado, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





