Rodonorte
Pelo respeito e consideração por esse conceituado veículo de comunicação, nos sentimos à vontade para externar nossa indignação pela forma com que a Concessionária de Rodovias Rodonorte vem sendo tratada em reportagens que a envolvem, de maneira direta e indireta. Especialmente a reportagem publicada na edição do último dia 10 de agosto, ‘‘Rodonorte quer retirar casas que ficam na margem na 277’’, assinada pela jornalista Luciana Pombo; causou-nos muita estranheza a forma como as informações foram apresentadas, em sua maioria não condizente com a realidade dos fatos, anteriormente explicados por nossa assessoria de imprensa.
Em menos de três meses, esta é a segunda vez que a reportagem da Folha peca na abordagem de assuntos envolvendo esta concessionária, tirando conclusões precipitadas, causando-nos prejuízos morais, e por consequência, abalando nossa relação de confiança. O primeiro episódio, em reportagem publicada na edição de 6 de maio último, e assinada pela jornalista Kelly Cristina Prudencio, a Rodonorte, sem o conhecimento de denúncia programada para ser noticiada, foi acusada de inviabilizar a passagem de ramal de gasoduto.
Para a Rodonorte, o trabalho da imprensa é fundamental. Reconhecemos sua importância, e a consideramos um dos principais canais de comunicação direta com nossos usuários das rodovias. Tanto, que colocamos à disposição de todos os veículos um setor para atendimento exclusivo à imprensa, e que por regra da empresa, ética profissional e respeito, tem procurado atender a todos, sem exceção, independente de assuntos pretendidos e horário de atendimento.
Na certeza de estarmos correspondendo com as expectativas, principalmente no que diz respeito ao objetivo de manter a empresa como fonte de informação procurada e respeitada pelos veículos de comunicação, reiteramos nossa intenção de manter uma relação transparente, porém, com o respeito merecido.
- GERALDO VILLIN PRADO, diretor-presidente, Ponta Grossa
NR. A Folha agradece a iniciativa da carta do diretor-presidente da Rodonorte, Geraldo Villin Prado. Mas reserva-se o direito a algumas observações: a referida reportagem visou levantar o problema social dos ocupantes das margens da BR-277, motivo de discussão entre a empresa e prefeituras, como a própria assessoria confirma; a Folha abriu espaço na edição seguinte para esclarecimentos adicionais que a Rodonorte considerou necessários sobre seu envolvimento na questão.
Quanto à abordagem envolvendo a passagem do ramal do gasoduto sobre a rodovia — reportagem de três meses atrás, sem grande destaque — a Folha apresentou um conflito decorrente do alcance das concessões da malha rodoviária, desconhecido até então da população. Nos dias subsequentes, o assunto chegou a ser manchete de jornal concorrente.
As concessionárias do Anel de Integração estão no noticiário quase que diário dos veículos de comunicação, motivo pelo qual duas reportagens ‘‘destoantes’’, na avaliação da Rodonorte, não conferem à empresa motivo suficiente para julgar que sofra de tratamento discriminatório pelas reportagens da Folha.
Xuxa x Serra
Quer uma resposta rápida e precisa sobre a polêmica travada, via televisão, pelo ministro José Serra e a apresentadora Xuxa Meneghel, sobre a responsabilidade pela gravidez na adolescência? Faça uma consulta rápida aí na vizinhança, converse com os amigos que têm filhas ou parentes grávidas na adolescência. Você vai verificar que, em 90% dos casos, a gravidez ocorreu por descuido ou desconhecimento dos métodos de contracepção. Não porque a adolescente desejava ardentemente ter um filho. Ou para imitar a Xuxa que teve a Sasha.
Ninguém nega o efeito avassalador dos atos das figuras públicas junto ao imaginário popular. Principalmente as que alcançaram notoriedade através da televisão, o veículo de maior penetração principalmente junto às camadas menos alfabetizadas da população. Mas daí a dizer-se que as adolescentes engravidam para imitar a Xuxa existe uma enorme distância. É bem provável que em vez de polêmica, o ministro conseguisse a unanimidade das manifestações favoráveis se tivesse criticado, isto sim, a sexualidade precoce das crianças e adolescentes incentivada por programas de televisão como os da Xuxa e assemelhados. Sasha é a única pessoa a desconhecer que, desde a barriga da mãe, está em frente às câmeras, sendo servida à curiosidade pública e alimentando os índices do Ibope. Não fosse assim, a TV Globo não teria dispensado 8 minutos do JN para noticiar seu nascimento.
- PAULO JOSÉ CUNHA, professor de jornalismo, Brasília
Telefone público viva-voz
Nos tempos atuais, não há dúvidas que os equipamentos eletroeletrônicos são fortes aliados da saúde humana. Tudo hoje caminha a passos largos e com uma velocidade diferenciada. Muitas soluções podem estar próximas de nós e ainda permanecem adormecidas, talvez por falta de esclarecimento. Ao ler a reportagem sobre telefônico público viva-voz (Folha do dia 31 de julho) pude perceber que este modelo criado aqui em Londrina, terá uma contribuição importantíssima para com a saúde pública. Sim, porque, muitas doenças podem ser adquiridas através do uso comum de um mesmo veículo contaminado, ou seja, o telefone público.
Pesquisas demonstram que o telefone público é um perigoso disseminador de enfermidades, já que expõe os usuários a contraír vírus e bactérias presentes no uso comum do fone. Sem dúvida que esta tecnologia, criada aqui em Londrina, terá uma importante contribuição para prevenção de enfermidades. Se algumas pessoas ainda não gostam de utilizar um telefone público viva-voz, certamente outras o querem. Talvez esteja aí um bom momento para a competitividade no mercado: se tivermos duas opções, teremos também a disponibilidade de escolha e com isso, uma ligação em orelhão terá um aspecto seguro para aqueles que, ao invés de privacidade num telefone público, ainda preferam não correr riscos de contrair doenças, muitas vezes perigosas e silenciosas.
- WILMAR SACHETIN MARÇAL, professor universitário, Londrina
Caixa forte
Sobre a reportagem ‘‘Receita com tributos em julho é recorde’’ publicada dia 12: como contribuinte, gostaria de ser informado pelas nossas autoridades federais, onde se encontra este dinheiro, quando lemos nos jornais, vemos e ouvimos nos telejornais os desmandos dos hospitais públicos. Lamentavelmente, vivemos uma situação atípica, em que o homem sério, trabalhador e honesto é forçado por tais circunstâncias a rir da honra e ter vergonha de ser honesto. Aqui fica o meu protesto, pela falta de destino correto desta megaarrecadação, que deveria ser destinada para benefício do povo, em educação, segurança e saúde. Infelizmente os gastos públicos em viagens e propaganda levam uma boa parte, e o restante...
- ANTONIO SAMPAIO DE ANDRADE, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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