O leitor escreve
Educação
Que é mais ou menos simples resolver-se os problemas da educação no Brasil muita gente sabe. O que falta, realmente, é querer, é a tal vontade política, uma vez que o problema educacional no Brasil, é assim, digamos, parecido com a seca no Nordeste. Durante muito tempo houve o interesse de escamotear uma educação de bom nível, com interesses políticos, do tipo ‘‘quanto menos esclarecido o povo, menos perigoso’’. Agora, no entanto, é quase unanimidade a necessidade de se melhorar a educação, sob pena de o País não progredir.
Um trabalho realizado pelo BID mostra que se colocarmos os melhores professores para atuar nas primeiras séries do ensino fundamental, o resultado direto do desempenho dos alunos será muito mais eficaz do que a simples adoção de tecnologias mais avançadas. E mais: essa medida não depende de qualquer tipo de investimento. Outras medidas que trarão grandes benefícios para o ensino são a ampliação do ano letivo e o alongamento do tempo de duração do curso. Algumas cidades já começaram a atacar o problema e nelas o ensino fundamental já tem mais de um ano de duração.
Também não dá para aceitar que o professor das primeiras séries, as mais importantes na vida de qualquer aluno, tenha apenas o curso Normal (equivalente ao nível médio). É preciso exigir formação em nível superior, mas mister se faz que esses professores também tenham, dentro desse pacote, políticas de salário e de carreira. É necessário que, de uma vez por todas, saiamos dos discursos demagógicos e passemos a agir com planejamento, mas com muita rapidez e firmeza.
- MAGNO DE AGUIAR MARANHÃO, Rio de Janeiro (RJ)
Salvem o Paraná
Quando pensamos ter atingido o fundo do poço, constatamos que ‘‘o buraco é mais embaixo’’. Jamais se viu um Estado tão pujante, de um povo trabalhador, produtivo e ordeiro, em tão lastimável situação de empobrecimento e desânimo, como o Paraná. Lutamos e lutamos e nada de progresso; em alguns casos, até regredimos. Estamos entregando tudo de ‘‘mão beijada’’ para os espertos e aproveitadores.
A prova disso está no pedido desesperado do governador para receber os royalties da energia elétrica para fazer caixa e honrar alguns compromissos. Há dificuldade para o pagamento de serviços e obras. Senão vejamos: não- pagamento do Proem. Não-pagamento das obrigações com o IPE. Não-pagamento às escolas do Fundo Rotativo. Não-pagamento, em tempo hábil, do terço de férias dos servidores. Não-pagamento do ‘‘Vale Saber’’ aos professores. Abandono da Universidade do Professor etc.
Falta firmeza com os sem-terra acampados em Curitiba, falta uma política salarial aos professores, falta uma definição sobre o pedágio e por aí a fora. Vender o que já está pronto (rodovias), descontar e não repassar (caso do IPE) são fatos que não se encaixam numa administração dita de alto gabarito e eleita para dois mandatos como é o caso do nosso governante máximo. O Paraná não merece este descaso, haveremos de dar a volta por cima, apesar de tudo voltaremos a ser o povo alegre, produtivo e verdadeiro celeiro do País.
- ESMERALDINO FRANCO, professor, Santa Mariana
Deficientes
Os deficientes físicos podem ser beneficiados com mais uma decisão para que discriminações e preconceitos contra eles sejam reduzidos ou até erradicados. O ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, assinará portaria para que as universidades do País sejam adaptadas objetivando receber melhor em salas de aula e outras dependências, a exemplo dos laboratórios, os alunos portadores dessas necessidades especiais.
Esse reconhecimento do MEC, de que a categoria necessita de melhor acesso ao ensino superior, deve ter partido até da constatação de que já existe expressiva comunidade de deficientes físicos dentro das instituições de ensino superior. Apesar disso, essas pessoas ainda enfrentam desestímulos, inclusive de determinados, embora poucos, professores e dirigentes, para que desistam dos cursos que escolheram. Todavia, o que se observa em gerações recentes de deficientes é um reivindicação para que sejam tratadas sem assistencialismo e paternalismo, invocando direitos de estudar e ingressar no mercado de trabalho.
Uma das inovações dessa medida é a que contribui cada vez mais para a integração dos ensinos de portadores ou não de deficiências em geral. Deve ser ressaltado o trabalho que, durante décadas, institutos para cegos e surdos-mudos prestaram para toda essa comunidade, dando oportunidade a que ela, com dificuldades para comunicação, fosse agregada à sociedade. Existem, portanto, soluções para facilitar o cotidianos dessas pessoas, cujo pleito maior é a integração à cidadania, o que pode ser conseguido até por iniciativa da própria classe.
- MISAEL PEREIRA, vereador em Cascavel
Talento
Queremos agradecer, em nome da Câmara Setorial das Empresas de Comunicação da Associação Comercial do Paraná, a contribuição do jornalista Pedro Ribeiro para a campanha ‘‘O Paraná tem Talento’’, dando a autorização para que utilizássemos parte da sua coluna no dia 4. Sabemos da respeitabilidade que o nome deste jornalista goza em todo o mercado empresarial paranaense. Ele é, com certeza, um dos talentos do Paraná. Talento que se expressa todos os dias, através das linhas de uma coluna que tem anos e anos de uma contribuição para o crescimento do Paraná, com uma comunicação comprometida com a verdade.
- MARILDA PRÉCOMA PODLECKI, coordenadora, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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