O LEITOR ESCREVE
Racismo
O Brasil detém tristes recordes no campo das desigualdades sociais, regionais e de gêneros. Observando vários fatores, houve um que não pude deixar de comentar: um anúncio, publicado dia 14 de abril, no caderno de Classificados da Folha de Londrina, recrutava funcionários, mas admitia somente nisseis ou mestiças, para serviços xerográficos na empresa Cometa Cópias, de Londrina. É incrível. Estamos no Brasil, país de mistura de raças e credos. Mas há descendentes que nos usam para se instalar aqui, mas batem a porta na nossa cara. Princípios enunciados na Constituição permanecem como uma distante miragem. Democracia só existe quando cidadãos, sem prejuízo de raça ou classe, tiverem garantidos iguais tratamento e oportunidade.
- SANDRIANE FABRÍCIA CAMPOS, Londrina
Gênios
Li a carta do sr. Aristides Makowich a respeito de Beethoven, referindo-se a matéria publicada neste jornal. Ele se pronuncia sempre que a Folha faz menção a qualquer tema relacionado à música erudita. Não entendo por que, no entanto, ele sempre quer manifestar que a notícia veiculada não é novidade. Para ele nada é novidade na música. Aquele maestro - a respeito de quem a curiosa matéria foi escrita: Maximiniano Cobra - desenvolve no Conservatório Nacional de Paris um trabalho científico relacionado à autenticidade da obra do grande Beethoven. Conclui tudo mediante pesquisa profunda, metodologia bem dirigida e supervisionada, que consome grande parte de seu tempo. Em circunstância como estas, informações esparsas deixam de ser relevantes para dar lugar à comprovação - quase matemática - de uma tese. Portanto é algo muito bem fundamentado, de caráter acadêmico e de altíssima qualidade. Talvez valesse
a pena comunicar ao maestro que o sr.
Makowich já sabe de tudo o que ele está
pesquisando e que, ao invés de gastar
os próximos anos de sua vida descobrindo
coisas, que ele pensa serem inéditas,
devesse mesmo ir a Arapongas fazer um
estágio com aquele grande gênio da
‘música erudita, música clássica ou
música de concerto, como queiram.’
O sr. Makowich não só pode abreviar o trabalho do maestro Cobra, como também o daqueles que estão trabalhando no mesmo sentido na música de Bach, Haendel, Vivaldi, Haydn, Mozart e até Offenbach, estejam onde estiverem. Talvez fosse interessante o sr.
Aristides se dedicar mais à melhoria do nível do seu programa na Rádio Universidade FM, pois ninguém mais aguenta aquela xaropada indigesta de todas as tardes de domingo. Só ele entende. Fui seu ouvinte por muito tempo. Mas desisti e resolvi que se tornou impossível acompanhar a programação de um gênio tão brilhante como Makowich.
- MARCOS POEHLMANN, Rolândia
Coincidência
Com relação à carta publicada dia 24, de autoria de Luiz Eduardo Cheida, intitulada ‘‘Coincidência quente’’, esclareço o seguinte: 1 - Não conheço a referida pessoa envolvida no assassinato do menor Anderson. 2 - Nunca soube de nenhuma empresa que pudesse ser responsabilizada por crime cometido por terceiros que usassem camiseta com a logomarca desta. 3 - Trata-se de infeliz coincidência, acredite Cheida ou não. 4 - Admira-me o fato de uma pessoa esclarecida,
que já foi prefeito de Londrina, vir a
público com acusações levianas, mesquinhas
e irresponsáveis.
5 - Meu erro do passado já foi julgado pela Justiça e ainda estou sub-judice, cumprindo determinação judicial, sendo portanto desnecessária a suspeita sobre minhas atividades comerciais. Na versdade, o que pretende o articulista é sair da obscuridade que sua administração caótica o levou, assacando mentiras e injúrias infundadas e procurando usar crianças abandonadas como alavanca de sua incapacidade política. A questão dos menores marginalizados é assunto sério, polêmico e deve ser tratado com muita responsabilidade pela sociedade. Realmente, como Cheida diz, a cidades quer esquecer episódios como o do caso Hot List, de três anos atrás. Eu também. Mas o que realmente seria preciso esquecer foram os últimos meses da sua péssima administração quando prefeito.
- MARCELO PEREIRA, diretor do Hot List, Londrina
Contestação
Os vereadores de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, esclarecem que, ao contrário da reportagem ‘‘Câmara Acusa Prefeitura por Invasões’’, publicada na edição da última quarta-feira, 23 de abril, neste jornal, o Poder Legislativo do município não acusou a Prefeitura pelas invasões.
- Vereadores de Piraquara

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