O leitor escreve
Câmara
Ficou confirmado à comunidade londrinense a inconfiabilidade da sua Câmara Municipal, baseando-se na recente decisão de arquivamento do processo de cassação de um de seus membros, acusado de extorsão, aliás, pela segunda vez. Apesar da luta e do empenho daqueles edis, merecedores do respeito e da consideração de todos, demonstrados em outras ocasiões, perde, a Câmara, outra bela oportunidade de evidenciar ao povo uma imagem de respeito, seriedade e altivez, abrindo, desta forma, um amplo campo para especulações.
Pode o cidadão comum perguntar se aqueles que votaram a favor do arquivamento curvaram-se pela ameaça do acusado de, se cassado, sair atirando, isto é, expor eventuais ações deletérias que devam continuar restritas ao pequeno círculo de beneficiados? Ou será que a reunião com aquele deputado federal, que pode estar se especializando em indicar pessoas ávidas em usufruir as benesses de altos cargos públicos, apresentou perspectivas interessantes?
Por que será que o presidente da Câmara acha que este resultado não prejudica a imagem da Câmara? Será que ele acha pior do que está não pode ficar? Ou daquele outro votante, que em manifestação infeliz, afirmou que o plenário foi soberano e todos têm que acatar e fica a dúvida. Talvez a resposta venha na próxima eleição. E o felizardo mais uma vez escapou ileso alegando que Deus sempre esteve com ele. Não seria um bom conselho ele se colocar ao lado de Deus, em busca de uma posição cativa, de deleite, ao menos para evitar complicações futuras?
Dado a enxurrada de informações sobre Câmaras Municipais, quase que exclusivamente ligadas a corrupção, em todo o País, não seria agora uma boa hora para ser repensada a sua completa extinção, criando-se conselhos comunitários formados por líderes voluntários ou alguma coisa parecida? Um plebiscito certamente traria bons indicadores do que realmente pensa o povo, que não merece este mar de lama que lhes é oferecido pelas Câmaras, cuja missão, por omissão, está esquecida.
- CARLOS ROBERTO MIRANDA, industriário, Londrina
Escolas de qualidade
A criação do selo de qualidade para escolas particulares é uma prova da seriedade com que a educação está sendo encarada (notícia Pré-escolas criam selo de qualidade do dia 5). Tal iniciativa por parte do Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe) vem ao encontro da grande necessidade de moralização das escolas particulares. Todos sairão ganhando com essa iniciativa: pais terão certeza de estar matriculando os filhos num estabelecimento que apresente condições legais de funcionamento.
O projeto viabiliza um tratamento diferenciado às crianças, onde as atividades podem extrapolar a sala de aula e ser adequadamente oferecidas tanto no aspecto físico da escola, quanto - e talvez principalmente - orientadas por um corpo docente devidamente capacitado. Torna-se uma garantia aos proprietários de escolas de que seu investimento está sendo reconhecido e valorizado. Creio que a criação desse selo pelo Sinepe favorece também os professores habilitados para lidar com educação. Uma proteção ao trabalho sério, além de valorização profissional. Afinal, trabalhar em colégios reconhecidos só tende a valorizar o currículo do professor.
- DÉBORA CHRISTIANE DA SILVA, pedagoga, Londrina
Código Florestal
A revisão do Código Florestal de 1965 (Lei 4.771) sem dúvida faz-se oportuna. Todavia, não deve limitar-se a discussão, ao Conama e ao Congresso. Basta de oligocracia, prato feito! O Brasil é um país continente com clima, solo, relevo e culturas diferenciados, merecendo, portanto, tais condicionantes, entre outras tantas, ser consideradas num código de tal envergadura. O atual código, embora avançado, não cumpriu suas finalidades, sendo sistematicamente ignorado. Vejam o caso da destruição de áreas de preservação permanente. Há parâmetros que absurdamente são aplicados do Pampa à Floresta Amazônica á- verdadeira camisa-de-força - que ignora a diferenciação natural dos respectivos ecossistemas.
A discussão do novo código, portanto, deve ser aberta a toda a sociedade, universidades, representações de classe; enfim, há que levar em conta os reais anseios de proteção ambiental, considerando a necessidade de geração de emprego e renda e a melhoria da qualidade de vida da gente deste País. Ou seja: deve o novo código obrigatoriamente assentar-se nas premissas do desenvolvimento sustentável e da aplicabilidade de suas normas. Basta de leis fora da realidade, diga-se de passagem, costumeiramente impostas à desatenta sociedade brasileira.
- ONÉVIO ZABOT, Joinville (SC)
Segurança
Segurança no colégio é um tema que deve receber, sempre, a atenção das autoridades. Dia 17 de junho houve assalto à mão armada, no Colégio Estadual Benjamim Constant, próximo do centro de Londrina. Um rapaz, em plena luz do dia, ameaçou uma funcionária e uma aluna, para que o deixassem levar uma bicicleta. Para roubar ele faria qualquer coisa. E aí está o erro. Se as autoridades se preocupassem mais com a segurança, este e muitos outros assaltos poderiam ser evitados. É lamentável o desrespeito para qualquer cidadão. Num país onde o governo gasta milhões de reais em comerciais enfatizando que lugar de criança é na escola, como um pai vai mandar o filho para a escola nessas condições? Lugar de criança é realmente na escola, mas de preferência em segurança. As escolas merecem mais atenção dos órgãos competentes.
- KELLI CRISTINA ROSA, estudante, Londrina
Dívida Rural
A respeito da notícia Comissão aprova projeto da dívida rural, publicada ontem: depois da anistia aos produtores rurais (imagino que a maioria deva ser de latifundiários), ninguém pode alegar falta de recursos para efetivar a reforma agrária. Falta vontade política. Enquanto isto, continuamos a ver aumentar a miséria e inchar as periferias das cidades.
- LUIZ HENRIQUE HERRMANN, Curitiba
Homenagem
Cumprimento o ilustre jornalista João Milanez pela justa homenagem prestada pela nossa eficiente Polícia Militar do Paraná, outorgando-lhe a mais alta condecoração dessa instituição, que é a Medalha Coronel Sarmento, conferida por proposta do comandante-geral, e se destinando a civis e militares que mais se destacaram em favor da causa pública. Quiçá nenhum outro jornalista destacou-se mais que o homenageado, quando se trata da causa pública e em especial da paranaense.
- WILSON BAGGIO, Cornélio Procópio
Correção Legenda da foto superior (direita) do texto Fenômeno provoca mais temor no Oriente Médio (Mundo, página 14 do primeiro caderno de ontem) indica a cidade de Tintigny como sendo na França; fica na Bélgica.
- O perdão das dívidas agrícolas previsto em projeto aprovado pela Comissão de Agricultura da Câmara abrange R$ 10 bilhões e não R$ 25 bilhões como afirmou a a 1ª página de ontem.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





