O fim do mundo
O dia 11 de agosto passou e o mundo continua a existir. Jesus Cristo falou muito em parábolas sobre o Dia do Juízo, quando ‘‘o Filho do homem virá na glória de Seu Pai e recompensará a cada homem segundo as suas obras (Matheus 16:27).’’ A frase ‘‘fim do mundo’’, usada nesta passagem da Bíblia, tem levado muitos a supor que, ao chegar o Dia do Juízo, a Terra será repentinamente destruída. Isto é um erro evidente. Parece-nos que a correta tradução desta frase nos leva a crer no fim do mundo como o fim de uma era, não no fim da vida no Planeta. Cristo ensinou que o Reino de Deus seria estabelecido tanto na terra como no céu. A terra não será destruída e sim renovada e regenerada.
Por isso, podemos dizer que o mundo não irá acabar: o mundo já acabou. E um novo mundo está surgindo em seu lugar. Esta é a lição que a natureza nos dá, pois em muitos aspectos da vida é necessário que algo desapareça para que outra coisa melhor surja em seu lugar. E estas mudanças fazem parte de um plano maior, que muitas vezes não compreendemos, o plano que o Criador nos reservou. Em um de seus escritos, Bahá’u’lláh, profeta persa, assegurou que ‘‘todos os homens foram criados a fim de levarem avante uma civilização destinada a evoluir para sempre. Em breve, a atual civilização será posta de lado e uma nova ordem mundial será estabelecida em seu lugar.’’
Estamos vivendo num momento muito especial da existência humana, sem igual em todas as épocas passadas. Em breve testemunharemos o surgimento de uma nova civilização, que surgirá das ruínas do nacionalismo, da mesma forma que esta surgiu dos destroços do feudalismo. Não podemos, no entanto, desistir ou esmorecer, pois grandes conquistas sempre foram alcançadas após muito esforço e sacrifício. Grandes feitos do passado foram obtidos após seus defensores terem perseverado por muito tempo. E assim nos encontramos hoje, já que temos que acreditar que um mundo de paz e justiça é possível, pois sem a crença de que podemos modificar a atual situação do mundo não iremos conseguir.
- ANDRÉ CILLO, advogado, Londrina
Ginástica Rítmica (1)
Depois de anos de luta, chegou finalmente o dia da Ginástica Rítmica Desportiva (GRD) ocupar o degrau no alto do pódio Pan-Americano. Realmente, um Pan para ficar na história do Brasil. Graças à dedicação e esforço das londrinenses Elizabeth e Bárbara Laffranchi, que não mediram esforços, durante anos de dedicação a esse esporte pouco conhecido no País. Um esporte cheio de graça, plástica, técnica, dinamismo e muita dedicação.
São mais vencedoras, ainda, por fazer com que a população brasileira admirasse a beleza e graça de um esporte cheio de barreiras e dificuldade. Com certeza, muitos nunca vão esquecer dessa medalha que fez com que o Brasil passasse na frente dos nossos vizinhos argentinos no quadro geral. Não podemos desmerecer as outras modalidades que fizeram bonito, mas para a GRD essa medalha de ouro é muito mais do que subir no pódio para ver a nossa bandeira no mais alto do mastro.
Em todos os Estados se pratica GRD. Muitas são as dificuldades enfrentadas. Considerada esporte de elite, a GRD sobrevive pelo esforço de pessoas que, apaixonadas pela ginástica, nunca desistiram realmente de seus ideais. A paixão sempre falou mais alto e a vontade de vencer e ter nosso esporte reconhecido pelo trabalho que já é praticado há mais de vinte anos no Brasil fez com que todos nós, ginastas, técnicas, árbitras ou somente admiradores subíssemos para receber aquela medalha com a seleção brasileira. Com apoio somente da Unopar e da Confederação Brasileira de Ginástica, as meninas de ouro conseguiram provar que a determinação e a perseverança fazem parte dos seus ideais. Nós, conhecedores deste esporte, sabemos de quem são os méritos. Aquelas meninas de ouro provaram que nossos sonhos podem ser realizados.
- ANNA SYLVIA BORGES PASTERNAK, ex-atleta e técnica de GRD, Curitiba
Ginástica Rítmica (2)
Nos idos de 1982, tive a honra de partilhar muitas vezes da mesma quadra onde a atual técnica da GRD Bárbara Lafranchi treinava, naquela época sob a batuta de sua mãe Elisabeth Laffranchi. Pela dedicação aos treinos poder-se-ia ver que bons frutos teriam de nascer em meio àquelas incansáveis atletas. Naquele ano eu me formava professor de Educação Física pela Fefi (atual Unopar). Hoje venho utilizar mais uma vez este espaço para parabenizar a família Laffranchi pela incansável batalha que sempre enfrentou em prol da Ginástica Rítmica Desportiva, lançando Londrina no cenário nacional e internacional, parabenizar Bárbara pelo seu sucesso como atleta e pela majestosa medalha de ouro obtida pelas suas bárbaras alunas, foi realmente bárbaro.
- CELSO ARANTES DE OLIVEIRA, Londrina
Patriotismo
Parabenizo os atletas, a delegação que foi aos jogos Pan-Americanos, todos, independente de ter recebido medalhas. Eles deram nas suas manifestações uma grande demonstração patriótica todas as vezes que o nosso hino foi cantado com orgulho, com emoção, com sentimento, como é bom ser brasileiro! Lamentavelmente, nossos políticos (com algumas poucas exceções) não sabem o significado de ser patriota, defendem exclusivamente seus próprios interesses. São bandidos que lesam nossa pátria, como se o mundo fosse acabar. O Brasil virou uma grande negociação de gangues, todos defendendo seus próprios interesses. Os anos passam e continuam nos manipulando como se fôssemos uma boiada. O Brasil está virando um país sem dono. A esperança é que ainda temos muita gente a favor do bem, da dignidade, do trabalho honesto, do respeito pelo semelhante e pela Pátria.
- GEORGES FILLIS, Londrina
Revolta
A respeito da notícia sobre o Grupo dos 21 (Política, dia 10), gostaria de saber qual o motivo da rebeldia (do grupo de deputados paranaenses). Eles se rebelaram porque o governo quer dobrar o preço que se cobra nos pedágios? Estão revoltados porque as universidades do sistema estadual de ensino estão à míngua? Estão revoltados porque os funcionários do Estado estão com os mesmos valores de salário há mais de quatro anos? Revoltados porque o governo do Paraná gasta de mais em propaganda? Revoltados porque o governo do Paraná está entregando de ‘‘mão beijada’’ o patrimônio que a população (e não os governos) construiu durante anos (rodovias, Copel, hidrelétricas, ferrovias etc.)? Não, não é nada disso, os deputados ‘‘rebeldes’’ querem é uma ‘‘toma-lá-dá-cᒒ em benefício próprio (disfarçado em ‘‘benefício para suas bases’’). Infelizmente boa parte de nossa Assembléia Legislativa continua dando exemplos da antipolítica, continua colaborando com a péssima reputação que os políticos gozam na opinião pública. Uma lástima!
- J. TARCÍSIO P. TRINDADE, Maringá
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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