O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Meninos de rua
Voltaram os meninos de rua de Londrina, infelizmente. Para desdoiro da cidade. Para arrepio dos transeuntes. Assustando, ameaçando, extorquindo. De dia e de noite. Às pencas ou aos magotes - como quiserem. Voltaram. Porque tinham ido. Qual a razão da volta tão indesejada? Respondam-nos responsáveis. Pois que a comunidade não entende o descaso. Ou pouco empenho. Tenho conhecimento de várias agressões. Assaltos, melhor dizendo. E como muitos alertaram - também aqui na coluna de cartas! - grito, também eu: é inaceitável. Problema melindroso que deve ter acudimento persistente. Ou se põe barreira ao caudal, ou teremos inundações desastrosas. Como disse, cabe aos responsáveis pelo governo da cidade, em primeiro lugar. Cabe, igualmente, a todos nós - londrinenses que amam a cidade, e dela se orgulham. Arguindo o fato, apontando os remédios, dando inteira e constante cooperação. O que não vale é calar-se. E menos ainda omitir-se. Somar esforços no combate ao mal. E esse é enorme. Fico pensando e acreditando: se ele (Dom Bosco - o santo dos pequenos e dos jovens!) fosse vivo, estaria aí - dia e noite - dando-lhes a mão, soerguendo-os e conduzindo-os pelos melhores caminhos. Ele nos inspire e nos ajude.
- EDUARDO AFONSO, Londrina
Promessas
Senhores prefeito, vereadores, sindicatos: os cidadãos londrinenses que fazem a história de Londrina estão pasmos com atos impensados e vergonhosos orquestrados recentemente. Não está havendo consenso administrativo. Vocês agem como se estivessem acima de tudo. Qualquer cidadão, por menos racional que seja, por baixa escolaridade que tenha, sabe que a prefeitura não anda bem financeiramente, atrasando até o salário dos funcionários e têm uma dívida considerável.
Vocês pensam que o povo é apenas um detalhe. Podemos fazer tudo, falar que fazem obra faraônica aqui, indústria milionária ali, conjuntos de moradias populares a baixo custo acolá. Acordem para a realidade. Promessas irreais ecoam. Segundo Monteiro Lobato, a verdade é uma espécie de mentira bem pregada, das que ninguém desconfia. Mas deve-se usar o desconfiômetro. Essa burrada de dar cesta básica para quem ganha até 4 mil reais é o cúmulo do absurdo. Qualquer cidadão com esse salário teria a maior vergonha de receber 80 reais. Vocês são privilegiados e nos envergonham com tamanha ganância.
- OSVALDO CARDOSO RIBEIRO, Londrina
Criança inocente
Interessante o teste mostrado pelo Fantástico do dia 13. Foi mais um alerta para os pais e professores sobre a confiabilidade das crianças em relação à abordagem de estranhos. A criança, com raras exceções, tem grande facilidade de se comunicar com os outros, ainda mais se os que se dirigem a ela trazem balas, chiclete, docinhos ou mesmo a foto de uma cadelinha supostamente desaparecida, como o programa mostrou. Segundo psicólogo entrevistado, o sequestro de crianças é uma realidade. Pais e professores devem se unir para esclarecer, sem amedrontá-las, cada vez mais. A meta é para que não se dê atenção a estranhos que nos abordam. Para mães que estão com fillhos desaparecidos o alerta foi uma amostra do que, quando se trata de crianças inocentes, não podemos negligenciar. Nossos filhos, nossos tesouros. Todo cuidado é pouco.
- ODETE BOTER GUIMBARSKI, Londrina
Dia do Contabilista
O Conselho Federal de Contabilidade e o Conselho Regional de Contabilidade do Paraná, no transcurso do Dia do Contabilista, irmanam-se às comemorações alusivas à data, conscientes do destacado papel que é exercido pela classe contábil em prol do desenvolvimento do País, conclamando aos colegas Contadores e Técnicos em Contabilidade para que participem ativamente desse momento de redirecionamento da economia do Brasil, contribuindo para o fortalecimento das empresas e estimulando as ações que visem a minimização das desigualdades sociais para o bem-estar comum.
- EDILTON JOSÉ DA ROCHA, presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Paraná, Curitiba
CORREÇÃO
Na primeira página da edição de ontem publicamos incorretamente que o secretário de Segurança Pública do Paraná, Cândido Manoel Martins de Oliveira, disse ontem, em Foz do Iguaçu, que o Exército poderá patrulhar cidades e região da fronteira. Na verdade, quem deu a informação à Folha foi o prefeito de Cascavel, Salazar Barreiros, que havia conversado com o secretário na semana passada, em Curitiba. As demais informações, assim como a reportagem sobre o assunto, publicada na página 2 da Folha Paraná, estão corretas.





