Pai (1)
Para que a responsabilidade de ser pai seja exercida com dignidade, muitos fatores são determinantes, como a companheira, o ambiente em que se vive, as amizades que se cultiva, as oportunidades direcionadas para o bem que a vida oferece, a compreensão da família e, acima de tudo, a extensão do amor que dedica à família, sem medir tempo e espaço físico. Devemos sempre nos lembrar que a nossa vida é um empréstimo que Deus nos fez através de nossos pais, que os bens materiais que os pais acumulam durante sua existência, são cedidos na medida do merecimento de cada um, para que o conforto material alcance o grande objetivo de ser pai.
Para Deus somos apenas flores do seu grande jardim humano que, de repente, Ele a colhe para completar o ciclo por Ele determinado, sem que os bens materiais sejam levados juntos, mas nesse empréstimo da vida feito através de nossos pais, Deus permitiu que permanecesse em seus nomes as obras do bem concretizadas no decorrer da vida. Ao pai dedicado a modelos dignificantes de vida externamos nosso mais profundo respeito. Ao pai que diuturnamente transforma o seu tempo em meios para edificar o futuro do filho em consistentes alicerces, pedimos a Deus para que suas luzes a ele sejam direcionadas.
Ao pai que se encontra abandonado pela crueldade imposta pela vida, oramos para que o amparo lhe seja oferecido. Ao pai enfermo rogamos às forças divinas a sua recondução à saúde. Ao pai distante da família desejamos breve reencontro. Ao pai que tem o filho desaparecido, colocamos toda a força da fé humana para que ele volte a receber o amor e o calor da família. Aos pais que dirigem a nação pedimos ao Grande Arquieteto do Universo, que é Deus, para colocar em seus corações o desejo de doar-se pela causa do povo, para que num só pensamento procurem dentro do seu poder minimizar a angústia de milhares de pessoas desamparadas. Aos pais que, sem medir o tempo e a força física, diuturnamente fazem chegar ao leitor, através da Folha de Londrina/Folha do Paraná, as informações que a vida moderna exige, rogo aos poderes divinos que, no palmilhar os caminhos de suas vidas, encontrem somente alegria, realização pessoal, profissional, saúde e compreensão.
- JOÃO SILVA LOPES, Londrina
Pai (2)
Quando o seu pai houver envelhecido e, infelizmente, esta hora virá. Quando aquilo que, em tempos idos, ele fazia com facilidade e felicidade, agora é com dificuldade que faz. Quando os seus olhos queridos e leais já a vida como antes não olharem mais, quando as suas pernas ficarem fatigadas, e não a quiserem mais carregar, empreste-lhe o seu braço como apoio, siga a seu lado com contentamento e alegria. A hora virá (ela virá) quando, chorando, você sentirá saudade de tudo o que fez e do que não fez! E se alguma coisa ele lhe perguntar, responda. E se voltar a perguntar, volte a responder. E se outra vez falar, fale com ele. Sempre com candura. Não com impaciência, mas gentilmente! E se não conseguir compreender bem, volte tudo a explicar, com alegria. Ninguém o amou tanto, e com tanto amor, quanto sua mãe e seu pai!
- RENZO SANSONI, Uberlândia (MG)
Pai (3)
Sublime grandeza! Refulge lá em cima onde pontifica soberano aquele que invocamos todos os dias, com amor e confiança, gritando: ‘‘Pai nosso que estais no céus...’’ Repercute lá embaixo, na delegação que nos passou, com plenos direitos e altos deveres: ‘‘Ser pai!’’ Vale orgulho e implica responsabilidade - justo orgulho e severa responsabilidade. Bela e oportuna celebração, pois, a celebração do ‘‘Dia do Pai’’. Verdade é que, acima de tudo, ativa-se o comércio e referve o empenho de homenagear e dar presentes.
Sem dúvida acontecem frutos bons e eficazes. Numa reciprocidade bonita - entre os dois pólos de contato - pais e filhos. Que ambos se obriguem num reconhecimento de respeito e dedicação. Nem se pode nem se deseja outra coisa numa jornada de tamanha beleza. Fica bem recordar o louvor emocionado do inigualável Rui Barbosa à memória de seu pai: ‘‘... Espírito supremo daquele que me ensinou a sentir direito, e querer a liberdade, daquele cuja presença íntima respira em mim nas horas do dever e do perigo; daquele a quem pertence, nas minhas ações, o merecimento da coerência e da sinceridade; emanação da honra, da veracidade e da justiça, espírito severo de meu pai...’’
- EDUARDO AFONSO, Londrina
‘‘Mim’’ não faz
Lembro-me de quando meu filho era pequenino e costumava dizer, como toda criança: ‘‘Me empresta o lápis pra mim fazer um desenho.’’ Sua irmã, já na escola, filha de professores, ia logo corrigindo: ‘‘Fale direito, maninho. Mim não desenha. Mim não escreve. Mim não faz coisa alguma. O certo é: para eu fazer um desenho.’’ Ela trouxe um livro para mim estudar. Errado. Mim não estuda. O problema aí é que mim faz o papel de sujeito de estudar. O que não é possível, pois o caso do sujeito da primeira pessoa do singular é eu. Mas eu poderia dizer tranquilamente: ‘‘Para mim estudar é uma delícia’’ (‘‘Estudar é para mim uma delícia’’). O mim não está exercendo a função de sujeito do predicado estudar. Estudar é que exerce a função de sujeito da oração.
Qual o certo: no entanto, ou no entretanto? A conjunção (ou locução conjuntiva) no entanto é o correto. A forma no entretanto é uma simbiose esdrúxula, que não existe. Deve-se usar simplesmente entretanto. Permito-me repetir que se deve dizer ‘‘entre mim e ti’’, ‘‘entre ti e mim’’, ‘‘entre ele e mim’’. E não ‘‘entre eu e tu’’,‘‘entre ti e eu’’, ‘‘entre ele e eu’’. Diga também: ‘‘Entre José e mim’’, ‘‘entre vocês e mim’’, ‘‘entre mim e voc꒒.
Por favor, não pronuncie gratuíto, já que o certo é gratúito. Diga também flúido e não fluído. O correto é não enchas(tu); não encha (você); não façais (vós) mal a ninguém; não cobiceis (vós) a mulher do próximo. É errado dizer: não enche; não fazei mal; não cobiçai a mulher do próximo.
Quando eu vir (do verbo ver) essa flor, de você vou me lembrar. Esta é a forma correta. Errado: quando eu ver. Quando eu vier (do verbo vir) novamente, trarei sua lembrança. Está certo. Alguns poetas novatos, moderninhos, tropeçam em seus versos, patinando na conjugação, assim: ‘‘Tu partistes sem me dizer adeus; tu me amastes em vão. Ora, partistes e amastes são formas da segunda pessoa do plural do pretérito perfeito do modo indicativo. Vós partistes, vós me amastes. Logo o correto é: Tu partiste. Tu me amaste (segunda pessoa do singular.)
- ALBINO DE BRITO FREIRE, juiz de Direito e professor, Curitiba
Correção Por uma falha técnica, ocorreu repetição de informações sobre a previsão meteorológica do Paraná e do Brasil, na página de Tempo (página 8 do caderno de classificados da edição de ontem). As informações corretas se referem à meteorologia no País.
A chamada de capa sobre a Fazenda Mitacoré, na edição de ontem, contém um erro de informação. Os sem-terra que chegaram de ônibus ao local são provenientes do Oeste do Paraná, e não de São Paulo, como saiu publicado.
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