Esclarecimento
A respeito das informações publicadas na coluna do jornalista Luiz Geraldo Mazza da última quarta-feira, dia 4, referindo-se ao projeto da Paumer no Litoral do Estado, tenho os seguintes esclarecimentos a fazer: ao aprovar o projeto da empresa Paumer em Guaratuba, o Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE) condicionou o aporte de recursos públicos à comprovação, por parte da empresa, com documentação legal e contábil, da aplicação da contrapartida no investimento, fixada em R$ 4,5 milhões.
Para comprovar o cumprimento de sua parte no Protocolo de Intenções assinado com o governo do Estado, a Paumer utilizou notas fiscais irregulares, pertencentes à empresa catarinense Astra Norte Alumínio e Ferro Ltda., conforme apurações efetuadas pela Delegacia Especial de Investigações Criminais (Deic), de Santa Catarina (cópia do depoimento do procurador da Astra Norte na Deic/SC segue em anexo). Em face das irregularidades encontradas, este secretário, na condição de presidente do Conselho de Investimento do FDE, determinou a suspensão de qualquer repasse ao referido projeto, até que a Paumer comprove, de maneira idônea, a aplicação dos recursos de sua contrapartida.
O Paraná não pode ser lesado por ações fraudulentas de pessoas de má-fé. Ao suspender os repasses públicos do projeto da Paumer, nosso objetivo maior foi proteger os interesses do Estado e os recursos que pertencem, em última instância, ao povo paranaense.
A Procuradoria-Geral do Estado do Paraná e o Departamento Jurídico do Banestado estão apurando os fatos. Asseguramos que todos os procedimentos investigatórios e judiciais cabíveis no caso estão sendo adotados pelo governo do Paraná.
- GIOVANI GIONÉDIS, secretário de Estado da Fazenda do Paraná.
Nota do jornalista Luiz Geraldo Mazza: só agora o governo abre o jogo na questão da Paumer. Como nada disse sobre a Sundow, também atraída pelo programa de investimentos, e que agora sai de São José dos Pinhais, após obter a marca patente da Malas Ika - a que deixou um ‘‘mico’’ apreciável no Banestado -, e de ser acusada de contrabando em contêineres. Apenas, quando provocado, o governo responde. Ainda que nem sempre.
Habitação
Se não houver revertérios no cenário mundial, tudo indica que o Executivo Federal prosseguirá em sua política de redução das taxas de juros, trazendo-as a patamares suportáveis pelas atividades produtivas. Isso significa que, já a partir do segundo semestre deste ano, a economia iniciará sua retomada, contrariando as projeções mais conservadoras, segundo as quais esse processo só ocorreria no ano 2000.
Outro aspecto a justificar o otimismo é a possibilidade de o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) finalmente deslanchar. Como é sabido, o SFI representa uma das mais competentes soluções no que se refere à geração de recursos para a produção e comercialização imobiliária. Uma solução calcada na criação de um mercado secundário de hipotecas, a exemplo do que existe na maioria dos países desenvolvidos. Só nos Estados Unidos, esse mercado movimenta cerca de US$ 4 trilhões anualmente.
O funcionamento do SFI representa, ainda, a possibilidade de serem anualmente financiados 850 mil imóveis, volume este tremendamente superior ao que vem realizando o atual Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo - apenas 40 mil unidades financiadas em 1998 - e maior do que as 281 morarias financiadas em igual período pela Caixa Econômica Federal, com recursos do FGTS.
O setor imobiliário é um dos segmentos de maior importância na cadeia produtiva dessa indústria, precisa ser fortemente estimulado. Quanto maior a taxa de juro, menores os resultados apresentados pela área imobiliária. Portanto, se a atual política de redução dos juros for preservada, estaremos ingressando num novo e promissor ciclo, beneficiando concretamente o desenvolvimento brasileiro.
- ÁLVARO COELHO DA FONSECA, São Paulo (SP)
Mar de lama
O Brasil é um país que apodreceu. Estamos rumo ao caos total, atolados num mar de lama e corrupção. Nossos governantes abandonaram de vez os direitos mais elementares do povo: saúde, educação e segurança. A arrecadação cresce através da criação e aumento de impostos e da venda de empresas estatais lucrativas e nada reverte em benefício da comunidade. Os políticos corruptos estão simplesmente roubando tudo o que se arrecada no País. Não se contentam em roubar uma parte. Eles querem tudo. E ao povo, circo. Chegamos ao cúmulo de pagar para trafegar em estradas construídas com o nosso dinheiro.
Vale a pena vivermos esse tipo de democracia? Que democracia é essa que só serve a aproveitadores, exploradores, vagabundos e políticos corruptos? A verdadeira democracia não é o direito de transitar nas ruas com segurança? Dispor de hospitais e atendimento médico digno e decente quando precisamos? Escolas públicas bem aparelhadas e com bons professores para nossos filhos? Ver os nossos representantes nos respeitarem e administrar os recursos públicos em benefício do povo e não como se o País fosse o quintal da casa deles. Que saudade do militarismo.
- LUIZ SILVIO BAPTISTA, Cornélio Procópio
Hackers
Sobre a reportagem ‘‘Hackers desviam dinheiro pela Internet’’, publicada ontem: toda a questão acerca de segurança é muito relativa. Uma senha alterada de quinze em quinze dias pode ser quebrada em dois. Nem tudo é ‘‘quebrável’’. É muito difícil entrar em uma sala de ‘‘bate-papo’’, vulgo ‘‘hacker’’ e ter teu micro ‘‘invadido’’ ou formatado. É uma questão muito complexa, que deve ser estudada a fundo, mas histeria não implica o caso. áUma senha com mais de 8 caracteres, misturando letras e números, e um bom antivírus ativo ao micro já resolvem o problema da maior parte dos usuários.
- ROVE MONTEUX, administrador de Rede, São Paulo (SP)
Supercreche
Na realidade, a reforma da Supercreche de Londrina significa retrabalho. Parece caso de obra faraônica para engordar os olhos dos eleitores, sem a mínima preocupação com a qualidade. Afinal, é necessário usar o dinheiro recolhido pelos tantos impostos e taxas que pagamos. Uma cidade do porte de Londrina não pode se dar ao luxo de construir e desmanchar para construir novamente. É mais um caso de ingerência entre tantos outros.
- JESUINO WALDEMAR DE SOUZA, Assaí
CorreçãoFoto publicada ontem na Folha2/Edição Curitiba não é da concertista Anna Yarovaia, mas da cantora Eliane Bastos, que se apresenta hoje no Teatro Paiol, em Curitiba.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

mockup