O LEITOR ESCREVE
Onda de violência
A Justiça brasileira não pode se calar diante da onda de violência que vem ocorrendo no País. Para isso é preciso tomar medidas drásticas e, se possível, mudar o Código Penal porque violência como a praticada contra o índio pataxó, em Brasília, não tem justificativa, ainda mais quando perpetrada por jovens pequenos burgueses. O Judiciário deve punir severamente casos de barbárie e selvageria como esse, porque é inaceitável que se queime vivo um inocente, só porque está dormindo num ponto de ônibus e depois dizer que foi uma brincadeira. Réus primários, filhos de pessoas influentes e ricos, teme-se que as penas serão as mínimas possíveis e talvez até cumprindo-as em liberdade. É preciso fazer alguma coisa no país em termos de justiça, para que alguém tenha medo de alguma coisa. Se não, atos de barbárie e selvageria, como esse, vão continuar envergonhando o povo brasileiro.
- JOÃO VITORINO DA COSTA, Londrina
Crime organizado
Em todos os tempos a sociedade mais civilizada tem procurado combater os crimes, principalmente os cometidos com frieza e perversidade. Estarrece ver partir de um médico a idéia de legitimar o crime, matando pessoas em fase terminal, como se a família não tivesse vínculos com as pessoas marcadas para morrer. Foi infeliz o médico Gabriel Oselka ao expressar seu pensamento em favor da nefasta eutanásia, ainda mais por ter sido presidente do Conselho Federal de Medicina, instituição que deve ter por meta a preservação da vida em qualquer circunstância. Na concepção, o perispírito já se encontra ligado ao corpo, que entra em gestação no instante e na desencarnação, duas fases em que a criatura não tem como reagir a essa lei brutal e assassina.
E depois, matar quem? Os pobres, que não podem pagar diárias num hospital? Mas a família tem o dever sagrado de cuidar de seus entes queridos, assim como eles cuidaram da prole no início da vida. Os minutos derradeiros são de importância muito grande para o espírito que está se desligando deste plano. É nesse instante que ele avalia suas atividades que ele veio realizar aqui. Todos nós devemos sair daqui por vias naturais e não por imposição de outrem.
- EUCLIDES ALVES DE ARAÚJO, Londrina
Contabilistas
A lua cheia de abril encerra uma maratona de trabalho dos contabilistas, desde a adaptação às constantes mudanças e novidades nas normas fiscais, que o governo inventa no começo de janeiro, até a entrega das declarações de renda no final deste mês. Essa maratona demonstra, todo ano, que o contabilista é, antes de tudo, um forte. Mas esse desafio anual nos faz bem, revigorando a convicção de que realizamos um trabalho vital para a nação, pois é através dos contabilistas que as empresas, antes de mais nada, calculam os impostos a pagar.
Hoje, vemos que, para adoção do Simples, toda micro ou média empresa precisa de contabilista para resolver se a adesão é ou não vantajosa. Vemos mais e mais empresas confiando no contabilista também como conselheiro nas decisões estratégicas. Vemos, enfim, o reconhecimento prático de que o contabilista atual, com o auxílio da informática e pautado nos princípios éticos de bem servir, supera a imagem do guarda-livros, do contador apenas, para ser profissional liberal de vanguarda na reforma dos poderes e dos costumes públicos no Brasil.
Com baile na sexta-feira (25) Dia do Contabilista, e com missa e almoço no domingo (27), comemoramos em nossa sede campestre o fato de que, mais uma vez, a 31 de abril, apesar de tudo, estaremos com a contabilidade de nossos clientes em ordem, para o progresso de todos, como está na Bandeira.
- JOSÉ JOAQUIM MARTINS RIBEIRO, presidente do Sindicato dos Contabilistas
de Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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