Canoagem
Desde a vinda da Seleção Brasileira de Canoagem para o Iate Clube de Londrina, o povo londrinense e a imprensa em geral mostraram-se extremamente amáveis e colaboradores com o árduo trabalho daquela equipe. Entretanto, em se tratando de mídia temos que destacar, enaltecer e demonstrar nossos sinceros e eternos agradecimentos à Folha de Londrina/Folha do Paraná, que durante todo esse ínterim nos deu a divulgação necessária e o reconhecimento pelas grandes conquistas, como a homenagem estampada na página 13 da edição do dia 1º.
Em face de mais esta demonstração de carinho temos certeza de que nossos atletas olímpicos, cada vez mais londrinenses de coração, Sebastian, Guto, Roger, Deca e os demais integrantes da seleção, juntamente com os técnicos Zdzislaw Szubski e Miroslawa Szubscki, relutarão em se mudar para o Rio de Janeiro, onde alguns grandes clubes, como o Vasco da Gama, demonstram grande interesse em sediar e patrocinar esta equipe.
A Folha de Londrina/Folha do Paraná, Paraná Esporte e Federação Paranaense de Canoagem devem se unir ao Iate Clube para tentar, juntos, buscar uma forma que satisfaça os anseios destes grandes atletas, os quais certamente elevarão o nome do clube, da cidade e do Estado ao mais alto degrau dos pódiuns mundiais. Valeu, Folha.
- ARGOS GONÇALVES DIAS RODRIGUES, presidente da Federação Paranaense des Canoagem
Dornelles ataca
O ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, com desculpa de modernização, quer imediata reforma nas leis trabalhistas, contidas no Artigo 7º da Constituição, cujas leis garantem 34 direitos básicos dos trabalhadores. Na interpretação do ministro há uma proteção excessiva aos trabalhadores. Não bastasse a vergonha do salário mínimo, que não dá direito ao trabalhador de ter uma vida digna, aparecem com mais reformas no intuito de diminuir ainda mais essa dignidade.
Em sua mente, o objetivo da reforma deverá diminuir este excesso de proteção aos trabalhadores. Abrindo um espaço negocial maior, geraria com isto maior flexibilidade sobre o emprego. Caso não ocorra de imediato esta reforma, seriam inevitáveis demissões, resultantes de ajustes econômicos e financeiros em nível da empresa.
Esta proposição está tão bem articulada que apresenta argumentos altamente convincentes, constituindo verdadeiro sofisma. Por trás de tudo isto está a artimanha do governo para extinguir direitos conquistados, que custaram suor e sangue ao longo do tempo, transferindo ao empresário o lucro obtido na miséria dos trabalhadores. Com isto, os capitalistas se tornam competitivos no mercado globalizado, prevalecendo os direitos de capital e não os direitos humanos.
Esta flexibilidade de direitos só tem um objetivo: fortalecer ainda mais o forte e enfraquecer ainda mais o fraco. (MT 13,12): Porque ‘‘aquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas aquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado’’. Como flexibilizar a vida, a saúde e a fome? (reflexão ao povo brasileiro).
- ANTONIO CARLOS DE MELO, Porecatu
Parlamentarismo
Diante de problemas sociais e econômicos que parecem nunca ter fim, o leitor deve se perguntar: será que tanta luta pela democracia valeu a pena? E até quando teremos democracia do jeito que as coisas vão? Não é hora de desanimar, mas de encontrar alternativas para fazer da democracia aquilo que acreditamos que ela deve ser um caminho para resolver de fato os problemas do Brasil, melhorando as condições de vida do povo. Dia 7 de setembro haverá plebiscito para decidir se o sistema de governo do Brasil continua presidencialista ou muda para parlamentarista.
No presidencialismo os mandatos são rígidos. O presidente, os deputados e senadores podem ser destituídos legalmente, mas só em casos excepcionais. Só quando cometem crime no exercício da função e são julgados culpados, o presidente por dois terços do Legislativo e os deputados ou senadores pela maioria absoluta de seus pares. No parlamentarismo, os mandatos são flexíveis. O mandato dos deputados tem a duração máxima prevista na Constituição que no caso do Brasil é de quatro anos. O do primeiro-ministro termina junto com o dos deputados. Mas ambos podem ser encurtados em caso de dissolução da Câmara ou moção e desconfiança contra o gabinete. E isto não é necessariamente caso excepcional, como crime e castigo, mas a solução normal de impasse político entre Executivo e Legislativo.
O parlamentarismo é a alternativa para dar ao Brasil o que ele não teve até hoje, nem vai ter com o presidencialismo: uma sucessão de governos fortes para resolver os problemas do País e, ao mesmo tempo, democráticos para garantir a participação do povo nos frutos do desenvolvimento. Democrático, porque aumenta as oportunidades de participação do povo nas decisões e obriga o governo como o parlamento a ser mais sensíveis às aspirações populares. Transparente, porque estimula a discussão pública das decisões do governo e inibe o fisiologismo público. Estável porque fortalece os partidos e facilita a solução das divergências entre o governo e o parlamento sem golpe de Estado nem arranhões na Constituição. Eficiente porque reforça o espírito de equipe entre os membros do governo e leva à profissionalização dos servidores públicos.
- FAHED DAHER, Apucarana
Zona Azul (1)
Ao se pensar em cobrar por um serviço dever-se-ia pensar também no benefício ao usuário/cliente. A Zona Azul de Londrina, ao meu ver é arbitrária, pois condiciona o motorista a pagar por uma estadia de seu veículo na rua, sem qualquer cobertura, sem seguro e sujeito portanto a furtos e roubos sem direito algum. Simplesmente para ter o direito de cobrar R$ 0,60 por hora, a Zona Azul deveria prestar algum serviço. Que tal ela oferecer um seguro ao veículo estacionado?
- CELSO ARANTES DE OLIVEIRA, Londrina
Zona Azul (2)
Trabalho em uma empresa na Alameda Miguel Blasi, em Londrina. Não só eu como outros funcionários temos a necessidade do carro para trabalhar. Algumas vezes, o carro passa cinco horas no mesmo local. A rotatividade da Zona Azul favorecerá, intencionalmente ou não, os donos de estacionamentos, tendo em vista os usuários que, diariamente, deixam seus veículos estacionados em locais com Zona Azul, por grande parte do dia, não poderão mais. Esta atitude irá favorecer quem vem ao centro para ficar pouco tempo e aumentar os gastos dos trabalhadores ‘‘centrais’’.
- LUIS HENRIQUE DE ABREU LOPES, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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