Transporte
A greve do transporte, apesar dos transtornos que causou a todos nós, também serviu para nos mostrar como somos dependentes das estradas para nos movimentarmos, e como somos reféns do monopólio das empresas de transporte de passageiros, que vivem à sombra das concessões de linhas, proporcionadas pelas benesses governamentais. Onde está a tão divulgada ‘‘livre iniciativa’’? Por que não é possível a qualquer empresário ingressar na disputa desse mercado? Por que temos uma disparidade tão grande na qualidade dos serviços oferecidos entre as empresas, e até mesmo em linhas diferentes pela mesma empresa? Por que será que onde temos concorrência entre empresas o atendimento é melhor?
Não seria melhor que o governo se limitasse a regulamentar e fiscalizar essas empresas, do que decidir quem pode transportar o que nós (povo, cidadãos contribuintes), para onde e por qual caminho. Aliás, nota-se que essa fiscalização sobre a qualidade do serviço prestado parece que é a única coisa que não é feita. Onde estarão os empresários do setor que não pressionam o governo para acabar com essa aberração ao mundo globalizado de hoje. Seriam eles defensores dessa cartelização? E o próprio governo, que é pródigo em privatizações, em entregar a iniciativa privada aquilo que entende que não é atividade-fim do setor estatal, por outro lado não deixa o setor privado se desenvolver e crescer por si mesmo, mantém um absurdo controle, que é muito mais um cabresto, sobre um setor hoje essencial para a população. Acho que está na hora de pensarmos em privatizar a administração pública, porque partindo de sua própria filosofia, governar me parece que não é sua atividade-fim.
- PAULO SÉRGIO TAGATA, São Paulo (SP)
Poluição sonora
Manifestamos nosso repúdio e revolta com relação à atuação de uma igreja evangélica da Assembléia de Deus, instalada há cerca de 20 meses na Rua Professor Assis Gonçalves, 549, no Bairro do Água Verde, em Curitiba. A igreja está situada a cerca de 50 metros de nossa residência, em uma tenda com cobertura de lona plástica e sem qualquer tratamento acústico, além de não apresentar condições adequadas para parada dos veículos. No local, são organizados cultos ao menos quatro vezes por semana, com início às 19 horas e duração aproximada de três horas. Os participantes manifestam sua religiosidade através de cantos e pregações com auxílio de instrumentos variados e potentes equipamentos de som. Os sons violam claramente os padrões estabelecidos na legislação ambiental.
Visando a proteger nosso direito de cidadãos recorremos à Secretaria Municipal do Meio Ambiente solicitando a fiscalização do nível de ruído emitido no local. Entretanto, nossos repetidos esforços mostraram-se inúteis frente à insipiência da atuação do setor de controle de ruído ambiental desta secretaria. Nosso protocolo, nº 730/98, datado de fevereiro de 98, continua em aberto devido à forma de funcionamento deste setor, que tem oportunidades limitadas de fiscalização. As duas medições realizadas no local não coincidiram com dias de cultos ruidosos e a Secretaria do Meio Ambiente não conta com um plantão noturno para que possamos acionar os técnicos responsáveis no momento da infração. Nossa intenção não é, de forma alguma, tolher o direito ao exercício da religião por parte dos fiéis desta ou de qualquer outra igreja. Contudo, consideramos sagrado nosso direito à saúde e ao sossego quando nos encontramos em casa.
- JULIANO SIMÕES e PIERANGELA SIMÕES, Curitiba
Sinal errado
Retornando de Curitiba para Londrina, deixando Ponta Grossa sai-se de uma rodovia duplicada para uma de mão única, sem que esta mudança seja sinalizada, como se todos os que por ali transitam sejam obrigados a conhecer a estrada e seus mistérios. A situação se repete quando se vem de Ibiporã para Londrina. No pontilhão que dá aceso à via Expressa, há um estrangulamento importante da passagem e, mais uma vez, acredita-se que todos já o conhecem, não havendo necessidade de sua indicação. Pior, no entanto, do que a falta de sinais é a sinalização errada que algumas pessoas com capacidade de formar opinião despejam na telinha.
Num programa da Xuxa, o cantor Daniel diz sorrindo que não usa camisinha para fazer amor. Depois, frente ao desconcerto da apresentadora, tenta se justificar dizendo que não vem usando camisinha porque não tem feito amor ultimamente. Só a Velhinha de Taubaté acreditou. No Faustão, estimulado pelo apresentador a relatar suas peripécias, o cantor Leonardo diz que numa estrada de Goiás colocou 220 km/h na sua Porshe, sem deixar de ressaltar que a estrada estava deserta, como se isso atenuasse a infração grave confessada. Em plena semana antitabagismo, Jô Soares abre o show tragando seu charuto-propaganda. O direito de fumar é pessoal, mas fazê-lo no vídeo, com indicação de sensação agradável, pode induzir ao tabagismo.
- VINÍCIUS DAHER A. DELFINO, Londrina
Cocamar classificada
É com imensa satisfação que informamos que a Cocamar (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas de Maringá Ltda.) é a quarta empresa mais lembrada pelos paranaenses, conforme revelação da pesquisa Top of mind, deste ano, elaborada pela revista ‘‘Marcas de Expressão’’. Para a pesquisa Top of Mind 99 foram realizadas 2.001 entrevistas (667 em cada Estado). O universo da amostragem inclui homens e mulheres a partir de 16 anos de todas as idades e todas as classes sócio-econômicas, entre os dias 7 e 17 de abril deste ano, em 36 municípios de médio porte.
A pergunta era ‘‘Quando se fala em uma grande empresa (paranaense, gaúcha ou catarinense) qual a primeira marca que lhe vem à cabeça? (citações espontâneas). A qualidade foi a principal razão apontada pelos entrevistados para a lembrança da marca, seguindo gosto/sabor, atendimento, confiança/segurança, tradição, propaganda e preço.
Nossa marca se faz destaque pela qualidade e competitividade dos nossos serviços e produtos oferecidos no mercado, tendo em vista que a Cocamar, nos últimos anos, não tem investido em propaganda. É gratificante quando o resultado do nosso trabalho, que sempre é desenvolvido com seriedade e profissionalismo, torna-se reconhecido pelos consumidores.
Nossos agradecimentos à Folha de Londrina/Folha do Paraná que, acompanhando de perto as diretrizes implementadas pela Cocamar, realiza seu trabalho adotando uma postura imparcial, séria e profissional, primando pela transparência das notícias direcionadas aos leitores.
- LUIZ LOURENÇO, presidente da cooperativa, Maringá
NR: As três primeiras classificadas são Copel, Renault e Telepar.
Correção
Autor da foto de Leny Sato, psicóloga entrevistada ontem (página 5 do primeiro caderno), é Milton Dória.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

mockup