Governo Lerner
Agosto, triste aniversário de quatro anos para o Quadro Geral do Estado (níveis médio e administrativo). Em seu programa de governo, em 1994, Lerner incluiu o desejo de buscar a valorização do servidor público. Depois de eleito, mandou carta assinada aos servidores, demonstrando a intenção de repor as perdas salariais dos oito anos dos governos anteriores. Nada disso aconteceu!
Conforme dados do Dieese-PR, as perdas salariais acumuladas desde agosto de 1995, data do último reajuste salarial, é de 32%. Esse índice é nosso por direito, sendo obrigação do governo corrigir esse seu erro, concedendo reajuste salarial.
Verifica-se discriminação salarial, dentro do mesmo local de trabalho. O pessoal de nível superior tem gratificação de produtividade de R$ 165,00, ao passo que os demais só possuem o vencimento básico, congelado há 47 meses. Será que o pessoal de nível médio e administrativo também não produz e não é elo de uma única corrente, representada pelo corpo funcional? O governo Lerner deu uma rasteira nestes funcionários e seus familiares, como se eles não tivessem as mesmas necessidades que os funcionários de nível superior, que tiveram 80% a título de verba de representação por conta da Lei nº 11.714, datada de 7 de maio de 1997. Além disso, há o sistema de saúde em precárias condições; precatórios vencidos e até agora não pagos; funcionários que tiraram férias em janeiro de 1999 e até agora não receberam o terço de férias.
Os técnicos agrícolas das empresas vinculadas à Seab (Emater, Codapar, Iapar) ganham até quatro vezes mais que os da Seab (Quadro Geral do Estado). Por quê? Por que esta discriminação, senhor governador?
- ANTÔNIO CAETANO, diretor regional do Sindicato dos Técnicos Agrícolas do Paraná, Maringá
União
Diariamente na imprensa, homens de bem dotados de grande discernimento se pronunciam contra o comportamento do atual governo, o qual está levando o Brasil à desordem. Entretanto, não vejo ninguém de forma global apresentar propostas que modifiquem o rumo destrutivo pelo qual caminhamos. Não aceitam o processo e defendem o sistema. Não adotam providências que possam modificar a maneira de governar, dentro do regime adotado. Tenho que concluir que agem retórica e quimericamente, considerando que desejam gozar de liberdade e de prestígio, bem como garantir o reconhecimento de que são homens cultos e de bem. Elegem inimigos, discriminam coletividades e não buscam soluções.
Se realmente são bem intencionados, deveriam dialogar com todas as coletividades, estabelecendo entendimentos e compromissos que garantam a defenestração dos que destroem o País, garantindo a incolumidade do regime democrático, com ordem, justiça social e desenvolvimento. Não sendo assim, não há como não afirmar que eles são incapazes de identificar a realidade ou acham que o regime que aí está os mantém prestigiados e orgulhosos de fazer oposição. Somente legitimam o sistema. Deveriam considerar que nos veremos mais cedo ou mais tarde envolvidos em uma luta fratricida generalizada ou conduzidos a uma odiosa ditadura.
Os caminhoneiros levaram para as estradas enormes caminhões, e a oposição e alguns intelectuais retoricamente declararam não admitir que outras coletividades levem outras viaturas para as ruas e estradas: se querem o bem do Brasil, unam-se e procurem imediatamente todas as organizações que podem dar um basta a nossa degradação e estabeleçam rigidamente procedimentos que mantenham o regime democrático após as ações que deverão nos levar à construção de um país justo e soberano.
- NEWTON DE GÓES ORSINI DE CASTRO, advogado, Rio de Janeiro (RJ)
Pé na tábua
No domingo, dia 25, fui ao Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina, assistir a uma prova do circuito nacional de automobilismo. Tudo corria bem, até que uma das tábuas do piso da arquibancada popular quebrou, causando um acidente que não teve maiores proporções devido ao fator sorte. Ao observarmos mais atentamente, praticamente todas as tábuas do piso necessitam de reparos. O ideal mesmo é que o piso seja substituído por metal ou algo similar, que apresente maior durabilidade e que não sofra corrosão pela chuva, pois a arquibancada é descoberta. Gostaria que fosse tomada alguma providência por parte dos órgãos responsáveis, evitando assim uma tragédia.
- ALEXANDRE CONSOLI ANDRICH, Londrina
Esporte
Isto é uma vergonha! As verbas para o esporte só vão para Curitiba, e para cá (Londrina) só deixam esperança e sonhos. Falaram que em Londrina teria um centro de basquete e que o projeto já estava até aprovado - e nada. Se o Londrina ainda fosse um time ruim até vai, mas ele não apareceu no Brasil inteiro? Tanto que a vice-governadora até veio em um jogo, durante o qual ela confirmou a verba para o Grêmio Londrina! Nosso governador protege muito Curitiba em todas as partes, não só no esporte. Parece que ele tem ciúme de tudo de bom que acontece no resto do Paraná. Precisamos que as empresas de Londrina e região ajudem a formar um time, porque se for depender do governo, nada! Gostaria de que a Folha tomasse a iniciativa de divulgar mais a situação do time do Grêmio Londrina e a falta de interesse do governo pelo mesmo.
- ROBERTO DE ANGELO JUNIOR, Londrina
NR. A sugestão do leitor foi encaminhada para a Folha Esporte.
Caminhoneiros
Sou secretário-geral do Sindicato dos Bancários de Cornélio Procópio e região. Fomos convidados a participar e apoiar a greve dos caminhoneiros realizada nos últimos dias. Participando ativamente nestes dias de paralisação, pude presenciar a humildade de nossos caminhoneiros. Como quaisquer brasileiros, eles sonham com um Brasil melhor, com justiça e igualdade social. Ninguém melhor que eles para conhecer a verdadeira realidade do País. Quando param é porque realmente a situação está difícil. Portanto, fica aí o exemplo de luta e união de nossos companheiros. Parabéns. Contem sempre conosco.
- ROBERTO FIRMINO, Cornélio Procópio
Correção
Informe Folha de ontem contém equívoco relacionado ao governador mineiro Itamar Franco (PMDB). Itamar não foi vice-presidente de Fernando Henrique Cardoso. Foi vice de Fernando Collor de Mello, tendo assumido a Presidência com o impeachment deste, em 1992. No governo de FHC, Itamar foi embaixador do Brasil. O vice de FHC nos dois mandatos é Marco Maciel.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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