Greve dos caminhoneiros
Os preços dos combustíveis aumentaram porque o preço internacional do petróleo subiu e o governo federal decidiu não mais intervir no mercado (esperamos que aconteça o mesmo quando ele baixar). O pedágio dos caminhões é alto porque deve cobrir os custos impostos à construção e à conservação das rodovias pelos veículos mais pesados. É uma forma economicamente justa e eficiente de rateio de custos entre usuários. Os custos das rodovias têm de ser pagos pelos seus usuários e não pela sociedade.
Caso contrário, o governo estaria subsidiando o setor rodoviário e prejudicando as demais modalidades. No Brasil, há um exagero no uso dos caminhões pesados, em detrimento dos trens e dos navios. As recentes privatizações das ferrovias e das operações portuárias, assim como melhorias na navegação marítima e fluvial, começaram a gerar um clima de competição saudável que reduzirá ainda mais os fretes dos transportes e aumentará a competitividade de nossa produção no exterior.
O que acontece com qualquer empresa quando os preços que o mercado competitivo aceita pelos seus serviços ou produtos não cobrem os custos? Muda de ramo, reduz seus custos, ou simplesmente ‘‘quebra’’. Os empresários de transporte rodoviário de carga resolveram optar pela ‘‘redução artificial de seus custos’’: querem que o governo reduza as tarifas de pedágio e os preços dos combustíveis. Se isso acontecer, os fretes continuarão caindo, ainda mais, pois o mercado é altamente competitivo.
A única saída economicamente correta na atual crise é reduzir a oferta de serviços, ou seja, uma parcela dos autônomos, justamente os que não estão conseguindo sobreviver no mercado, deixarem o ramo, nem que seja temporariamente. Essa é a lei do mercado competitivo.
- EDUARDO JOSÉ DAROS, São Paulo (SP)
Petulância francesa
Quanta petulância da ativista francesa Françoise Mathe na reportagem ‘‘Ativista da França condena desocupações’’, publicada dia 28! Ela se acha no direito de opinar sobre desocupações de áreas invadidas, assunto que evidentemente ela desconhece. Que autoridade ela imagina ter para condenar decisões soberanas do Poder Judiciário brasileiro? Demonstrando total parcialidade, ela coletou depoimentos apenas dos invasores, nem se dignando a visitar qualquer uma das áreas devastadas pelos ‘‘anjinhos’’ do MST, ou ouvir depoimentos dos proprietários arruinados por esse movimento, que agora claramente mostra suas ramificações internacionais.
Quanta fraqueza do governo estadual, rebaixando-se ao justificar seus atos a organizações estranhas aos interesses nacionais, demolindo assim cada vez mais a imagem de grande estadista que milionariamente tenta impingir ao vacilante governador! Também muito nos estranha que a ativista opine sobre legitimidade de invasões e miséria no campo, quando seu próprio país subsidia em excesso seus produtos agrícolas e boicota descaradamente as importações dos brasileiros, dificultando assim a melhoria das condições sócio-econômicas que em sua entrevista ela diz tanto esperar.
- TARCÍSIO BARBOSA DE SOUZA, coordenador da União Democrática Ruralista do Paraná (UDR) em Paranavaí
Desemprego
Sempre achei que o desemprego era fantasia. Parecia que a imprensa era responsável pela multiplicação da situação tão calamitosa, mas isso porque eu via com olhos de deputado. Estou empregado, dentro de quatro paredes. Não vejo a grande massa se acotovelando por uma vaga na porta das empresas, as quais vão-se arrastando com os fardos dos tributos, que estão tirando a condição de vida das empresas. Só pude perceber esta verdade com o nascimento de uma nova empresa em Jaguapitã, onde mais de 1.500 pessoas compareceram para preencher ficha de admissão. Hoje ela está iniciando atividade com apenas 50 funcionários. Isto significa que 50 famílias saem do sufoco. Se Jaguapitã, tão pequena, tem este número de desempregados, imagine em cidades grandes.
Quando uma pessoa está com fome ou sede ela muda o comportamento. Já pensou o que acontece com a população que cresce de maneira desenfreada, sem ter o que comer no seu dia-a-dia? A imposição de impostos nada mais é do que o famoso joio que sufoca o trigo do crescimento econômico de pessoas físicas e jurídicas. Isso só acontece quando ambas as partes têm a felicidade de obter lucro.
- LUIZ DE SOUZA ROLIM, Jaguapitã
Atletismo
Passada mais uma edição dos Jogos Intersociedades de Inverno de Londrina constatamos, mais uma vez, que os principais esportes amadores estão esquecidos nas nossas paragens. Basquete, vôlei, handebol etc. estão realmente desprestigiados para competições locais de renome. Baterei sempre nesta tecla: o atletismo de Londrina, que já foi o segundo melhor do Sul do País, salvo raras exceções, está neutralizado. Tempos atrás comentei nesta seção sobre a pista de rubertan importada que estava encostada no Porto de Paranaguá e que faltava somente vontade política para que ela fosse trazida e instalada em Londrina.
Na época houve grande alarde, com gente querendo assumir o piso atlético importado, que seria instalado no Estádio do Café (inadequadamente) ou na pista de atletismo do Núcleo Esportivo da UEL. Já faz mais de dois anos e até agora nada fizeram. Vamos aguardar nova série des promessas não tanto confiáveis, pois o ano que vem é eleitoral. E a nossa pista de atletismo, como fica? É com nostalgia e indignação que assisto pela televisão os Jogos Pan-Americanos, em Winnipeg (Canadá), e vejo com alegria o nosso brasileiro Claudinei da Silva conquistar a medalha de ouro nos 200 metros rasos. Imagino que londrinenses poderiam estar nos representando no atletismo pelo mundo afora se certas promessas fossem cumpridas.
- ANTONIO C. FUNFAS NETO, Londrina
Medianeira
Cumprimentamos o jornalista Valmir Denardin, da sucursal da Folha de Londrina/Folha do Paraná em Foz do Iguaçu, pela maneira profissional e competente com que levou o nome de Medianeira ao destaque estadual, mais uma vez, especialmente durante as comemorações dos 39 anos de emancipação do município. Há de se destacar também o brilhante trabalho a respeito do plebiscito sobre a Praça Angelo Darolt, elaborado de forma clara e objetiva. Em nome da administração municipal de Medianeira e da municipalidade, nossos sinceros agradecimentos.
- LUIZ YOSHIO SUZUKE, prefeito de Medianeira
Correção
- O autor das fotos sobre o fechamento de uma serraria em Rio Bonito do Iguaçu, publicadas na edição de ontem da Folha Cidades, é Edson Mazzeto.
- Diferentemente do que foi publicado ontem na notícia ‘‘Lei do salário-educação deve ser regulamentada pela AL’’, na página 3 da Folha Curitiba, os R$ 70 milhões recebidos ao ano pelo Estado (de salário-educação) são investidos em obras, fundo rotativo, reparos nas escolas e capacitação de professores.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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