O leitor escreve
Filhos da terra
O vestibular de inverno da UEL acabou. Número recorde de candidatos. Londrina se preparou para tal recepção e com certeza não decepcionou os jovens que vêm lutando e sonhando por uma vaga na universidade. O sonho de se tornar bons profissionais com sucesso e capazes de realizar seus objetivos. Alguns conseguem. Outros, infelizmente não. Para um, o sonho que parecia impossível torna-se realidade. Para outro, o sonho torna-se frustrante e vai buscar meios para se motivar e começar tudo de novo.
Londrina mais uma vez surpreendeu. A cidade reluziu. Por todos os lados, jovens alegres, o comércio vendendo na expectativa do melhor. Mas apesar de tudo coloco-me no lugar de um pai ou uma mãe londrinense, que tem o filho ou a filha fazendo vestibular. Imagino o quanto deve ser angustiante. A concorrência faz parte do cotidiano, principalmente nos dias de hoje, e às vezes ela é um mal necessário. É ela que também impulsiona, que faz o homem querer ser sempre melhor. Neste caso, o Estado, Londrina, a Universidade tornam-se injustos e quem paga por esta injustiça novamente são aqueles que não têm condições financeiras para pagar um bom cursinho. A cidade é invadida por pessoas de fora. Nossos alunos muitas vezes perdem a vaga para aqueles que têm dinheiro e a oportunidade de estudar em excelentes colégios, pagando exorbitantes mensalidades. Onde fica o investimento nos filhos da própria terra? Está na hora de garantirmos um percentual para os estudantes da nossa região.
Hoje o Estado de São Paulo impõe a lei paulista, que restringe a 20% as compras por parte de micro e pequenas empresas fora do Estado. Com isso o Paraná perde participação no mercado. No vestibular, 39% dos inscritos são provenientes do Estado de São Paulo. E nós cedendo as vagas da UEL a estudantes daquele Estado. Já é hora de investirmos nos filhos desta terra. Este será um grande investimento. Garantimos, assim, um futuro seguro, um futuro na própria terra.
- MOYSÉS LEÔNIDAS, advogado e deputado estadual
Aeroporto (1)
A propósito da entrevista com o piloto comercial Marco Túlio Tomasetti (Projeto para aeroporto é superficial, publicada ontem) gostaria de dizer: Londrina só não tem um melhor aeroporto porque não tem políticos independentes e lideranças capazes de fazer frente às exigências da Infraero. Para isto bastava oferecer as atuais instalações para outra companhia de infra-estrutura, como existe no Nordeste, para acabar com a farra da Infraero.
Santos Dumont não faria restrições a pousar em Londrina. Para quem pousou num jardim em Paris, sem qualquer instrumento, o Aeroporto de Londrina é fichinha. Se não fossem os equipamentos das aeronaves, pobres dos pilotos e passageiros. A nossa torre de controle de Londrina está do lado errado da pista. Curiosidade: o mapa dos controladores da nossa torre está de cabeça para baixo (porque ele tem de mostrar o norte e nossa torre está virada para o sul). E se algum dia alguém esquecer e errar, como fica?
- JOEL GARCIA, consultor de empresas, Londrina
Aeroporto (2)
Concordo com Marco Túlio Tomasetti. É de extrema urgência renovar os aparelhos do Aeroporto de Londrina, e não inventar outro aeroporto meia boca só para dizer que Londrina tem dois aeroportos. Melhor ter um ótimo que funciona a dois ruins. A infra-estrutura do aeroporto já está muito atrasada. Hoje em Londrina existem muitos vôos importantes. Um exemplo é o embarque e o desembarque, que acontece ao ar livre, podendo estar chovendo ou não. Para Londrina, o atual aeroporto não está mais servindo, como há 10 anos.
- ROBERTO DE ANGELO JUNIOR, Londrina
Perigo na estrada
Sugiro ao governador Jaime Lerner que mande seu secretário dos Transportes fazer uma viagem de carro, à noite, entre Pitanga e Campo Mourão ou vice-versa. No trecho, de aproximadamente 120 quilômetros, inexiste sinalização horizontal, colocando em risco a vida dos motoristas. Aliás, a sinalização que mais se destaca no percurso são placas avisando: Pista com defeito. Vou a Curitiba passando por essa estrada ao menos quatro vezes por mês, pagando 32 pedágios. E o governo não me garante a mínima segurança. Não vale dizer que o Estado não tem verba. Bastam apenas algumas latas de tinta e o problema será minimizado. É preciso que as autoridades andem menos de avião e sintam mais as nossas dificuldades aqui na terra.
- DIRCEU JACOB DE SOUZA, Campo Mourão
Caminhoneiro
Pedágio, mais pedágio, IPVA, buracos, balanças, guardas, fiscais, postos de serviço, saudade da boléia etc. Isto é o dia-a-dia do caminhoneiro, esse herói quase esquecido, responsável por mais de 60% do transporte no Brasil. Estes três dias de movimento foram suficientes para mostrar, principalmente ao governo, que realmente a categoria é muito importante e que todos nós necessitamos do seu trabalho. De diálogo com governantes a categoria está cheia. O que os caminhoneiros querem é solução, querem trabalhar. O movimento nas rodovias é mais do que justo. Talvez o governo acorde e dê a devida atenção, mas é necessário que a manifestação nacional seja através dos sindicatos, com mais organização, com critérios para não prejudicar o direito de ir e vir de outras pessoas.
- JOSÉ LUIZ GOMES, Primeiro de Maio
Basquete
Venho exibir minha revolta contra as autoridades responsáveis pela administração de verbas para o esporte no Paraná. Gostaria de saber por que o time masculino de basquete de Londrina, que fez uma ótima campanha no campeonato 1999, não tem o mesmo apoio financeiro que o time de vôlei feminino de Curitiba obteve do governo. Por que será isso? Talvez por sermos do interior. Quem é que vai saber? Meu apelo é para os leitores que amam esta cidade e torcem para o crescimento do esporte regional. Para que se juntem e façam seus protestos.
- JOSÉ CARLOS LOPES JUNIOR, 15 anos, Londrina
Estrada Coroados
A propósito da publicação da carta da leitora Elena Gimenes no dia 23, o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) pede, respeitosamente, que seja esclarecido o seguinte: não é da competência da instituição rodoviária federal a construção de asfalto na chamada Estrada Coroados.
- JOÃO ALBERTO SAUTCHUK, engenheiro chefe do 9º DRF/DNER, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





