O leitor escreve
Caminhoneiros (1)
É inadmissível que em um país dito democrático, meia dúzia de sindicalistas, acompanhados por donos de transportadoras perturbem a população da maneira que vimos nesta semana. Qualquer discussão, em um regime democrático, deve levar a um nível de entendimento em que todas as partes possam se sentir respeitadas. Agora, bloquear rodovias, violando nosso direito de ir e vir, é uma das formas mais repulsivas e baixas de protesto. E depois, aparecem no jornal, dizendo que 45% dos caminhoneiros aderiram. E qual a opção? A maioria dos caminhoneiros é forçada a parar seus caminhões, impedidos até de desviar por outras estradas. Tudo isso sob o olhar protetor da Polícia Rodoviária Estadual. Nada faz para retirar os caminhões atravessados no meio das rodovias. E tenho quase certeza que nem multarão os envolvidos.
O que parece faltar às nossas autoridades é legitimidade. Permitem que lentamente a desordem e a baderna vão tomando conta do País. A força de um país deve estar em suas leis e no respeito a elas. Um dos manifestantes me disse que eu estava errado em reclamar, que é por isso que o Brasil não vai para frente. Pois eu lhe digo que o Brasil não vai para frente porque qualquer um se acha no direito de atrapalhar e desrespeitar os direitos básicos da maioria.
- HWIDGER LOURENÇO FERREIRA, Ibiporã
Caminhoneiros (2)
É um absurdo o que os caminhoneiros fizeram ontem na BR-369, no trecho entre Londrina e Cambé. Moro em Cambé, trabalho em Londrina e estou grávida. Fiquei uma hora passando mal, com náuseas, em um engarrafamento ocasionado pelos caminhões parados no meio da pista. Onde fica o direito do cidadão que não é caminhoneiro? Como diz um velho ditado: o direito de um acaba quando começa o direito do outro. Reivindicar sim, mas tudo tem limites!
- MARIA ELISA CESTARI, Cambé
Samways (1)
No artigo do dia 19, publicado pela Folha de Londrina/Folha do Paraná, Joel Samways Neto inicia o texto dizendo que (...) quando o deputado Aníbal Khury estava prestes a assumir o governo ele prometeu retirar os sem-terra acampados no Centro Cívico (...). Aníbal não esteve prestes a assumir, ele assumiu o governo do Estado, mesmo que por um dia. O termo prestes significa o que está a ponto de acontecer. Ainda no mesmo artigo, ele falou em impasse antidemocrático (?). Desconfio que aí está outra coisa obscura. Impasse é uma situação de que parece difícil uma saída. O desfecho do impasse é que pode ser democrático ou antidemocrático. Nos textos toscos, opacos e às vezes desprovidos de raciocínio, o escritor Joel Samways fala muito em democracia e estado de direito mas deixa transparecer nas entrelinhas seu pensamento reacionário. Os últimos três artigos trataram do mesmo assunto: MST. Pela descrição minuciosa do que acontece no acampamento do MST (em Curitiba) parece que o autor está vivendo lá com os sem-terra e não exercendo sua função de procurador, que é promover a defesa do Estado e cobrar tributos judicialmente. Ademais, Joel Samways acha que a essência da democracia é obediência cega às leis. Não é.
- JOÃO MEASSI, jornalista, Curitiba
Samways (2)
Cumprimentos ao procurador do Estado Joel Samways Neto pelo artigo publicado na última segunda-feira na sessão Espaço Aberto com o título A massa-de-manobra mirim. Samways defende o direito à vida das crianças que têm sido usadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra no acampamento montado em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba. Afinal de contas, sabe-se que são índios os considerados inimputáveis da Nação e não membros do MST, cidadãos bem conscientes do que desejam.
- MARCO ANTÔNIO BUENO, odontólogo, Curitiba
Samways (3)
Parabéns ao Dr. Joel Samways Neto, pelo artigo publicado na Folha de Londrina, alertando a população que os tais cidadãos do Movimento dos Sem Terra estão expondo crianças como massa-de-manobra. Será que ficarão também impunes por este crime?
- LUIZ JORGE ALVES, médico, Curitiba
Amarga lembrança
Alunos do 4º ano de Magistério vão se despedir do colégio neste fim de curso em Jaguapitã. Levarão a amarga lembrança de que passaram o ano como se fossem um bando de andorinhas sem ninho. Não tiveram sala de aula para estudar, e no aprendizado não conseguiram grande aproveitamento das matérias. Professores e alunos sentem-se abandonados. Para o progresso da cultura isso é verdadeira falência. De quem é a culpa? Diretor acha que é do município. O município diz que é do colégio. Seria bom se aparecesse uma solução para resolver de vez a situação, de pouco caso com as futuras professoras de Jaguapitã.
Se ao menos a Câmara de Vereadores pudesse emprestar o recinto daquela casa de leis, o problema estaria resolvido e todos teriam nova classe de aula por cinco meses, de agosto a dezembro. Não sei se isso é permitido. Seria bom, pois os alunos comprovariam que sempre há alguém que se incomoda com injustiças. Só terá progresso a sociedade quando as injustiças forem embora. Conto com o apoio dos vereadores, em prol do bem-estar do povo de Jaguapitã.
- LUIZ DE SOUZA ROLIM, Jaguapitã
Picasso
Estive vendo as pinturas do famoso pintor Picasso e, sinceramente, não se salvou uma sequer. São horríveis. Verdadeiros espanta-neném. Até hoje não sei, não consigo compreender, como aquelas coisas horrendas, sem pé, sem corpo e sem cabeça, fizeram e fazem sucesso. Das duas uma: ou quem acha aquilo bonito é cego, ou compra e elogia para se exibir como grande e perdulário entendedor do nada. Minhas filhas, com 2 aninhos, pintavam coisas muito mais interessantes e mais bonitas que aqueles monstros retratados pelo tal Picasso, e até um macaco, que apareceu uma noite dessas no Ratinho, pintava bem parecido (melhor) com o que o artista pintou, e, para piorar, nem o nome dele ajuda.
Busto de Mulher e A Mulher que Chora devem ter sido objeto de ódio que Picasso deveria ter pelas mulheres e repulsa por parte delas. Figuras sublimes e tão belas, que o pintor transformava em monstros. Que Deus o tenha e o perdoe por adorar a feiúra que estampava numa de suas mais encantadoras criaturas, a mulher.
- FERNANDO EGYPTO, Petrópolis (RJ)
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