O leitor escreve
FHC e PDV
O governo federal anunciou o lançamento do Plano de Demissão Voluntária (PDV) dos seus funcionários, objetivando convidar os interessados a pedir demissão, engrossando ainda mais a enorme legião de desempregados. Com isso, FHC cumpre a determinação do patrão FMI de enxugar a máquina, não importa a que custo ao povo brasileiro, que como sabemos continua sendo apenas um detalhe. O serviço público corre o risco de perder os seus servidores mais eficientes, que, como é de conhecimento público, estão atravessados com os mais de quatro anos de salários congelados.
Como o governo alardeia que busca o critério das empresas privadas, deveria iniciar a demissão daqueles que não estão cumprindo suas responsabilidades de acordo com o previsto. Desta forma, o primeiro a ser demitido, ou convidado a aderir ao PDV, deveria ser Fernando Henrique Cardoso que, como sabemos, não está cumprindo seu dever de casa, pois provou ser incapaz de dar resposta às questões nacionais. A maioria esmagadora da população brasileira já chegou a esta conclusão. Tanto que pesquisas encomendadas pelo próprio governo majoritariamente reprova sua atuação. FHC e sua equipe, por absoluta falta de capacidade, deveriam, numa atitude patriótica, pedir para sair. A convocação de eleições permitiria ao povo a busca de novas alternativas para a solução dos seculares problemas brasileiros. O povo, pelas pesquisas, está dando o bilhete azul a FHC e sua equipe. Não adianta mudar ministro. É preciso mudar o governo.
- MARTINIANO DO VALLE NETO, Londrina
Árvores
Difícil acreditarmos que somente na Amazônia é que vemos as centenárias e milenares árvores sendo cortadas e colocadas nos rios para chegarem às grandes serrarias ou mesmo para o embarque nos grandes navios para serem exportadas. Como estamos lutando por uma grande causa em favor da natureza e da vida, viajamos para levar revistas, jornais, folders que falam do meio ambiente, educação ambiental para duas escolas de Castro (a 150 km de Curitiba). Ao iniciar a viagem, chegando em Campo Largo (30 km de Curitiba), sentido Ponta Grossa, na BR 277, deparei com um verdadeiro holocausto contra as árvores, em sua maioria todas cortadas e as maiores marcadas para morrer.
Como isso não bastasse, perguntei a um dos homens que manuseavam uma motosserra se ele tinha conhecimento do que significa uma árvore para o homem e o meio ambiente. Ele disse que não, e que cumpria as ordens dos engenheiros. Passado isso tive a oportunidade de ver como a destruição das árvores prejudica a fauna e a flora, porque, ao meu lado, pude ver um casal de joão- de-barro e várias pombas-do-ar que também não entendiam as ações do bicho-homem. Pensei: se as árvores são, juntamente com os plânctons marítimos, as fontes de fotossíntese para nós, como ficará nosso ar, como ficarão as rodovias sem vida? Tudo isso a natureza dará o troco com chuvas, inundações nas rodovias, quebra de asfalto, milhões em prejuízos. Infelizmente o homem está cavando sua própria sepultura.
- JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba
Que esperamos?
Nada mais é surpresa. Nada mais é inconcebível. Nada mais pode afetar a vida dos brasileiros depois de tudo a que estamos assistindo. Parece que o mundo desabou sobre nós. Parece que o bom senso, a reação, os brios, a coragem, a honradez, a dignidade, tudo foi tragado pela corrupção, de desmando, de insensatez que a Nação se vê às voltas. Nada mais se sabe o que fazer. Parece que o povo brasileiro foi tomado pela inanição, pelo pasmo, pelo misterioso, pelo inesperado, pelo impossível.
No entanto, tudo que aí está é a realidade, tudo que aparece está acontecendo, pois ainda não chegamos ao purgatório e já estamos pagando nossos pecados. Resta a nós, povo, o consolo de que os pecados que pagamos não são nossos, mas de meia dúzia de corruptos, de aproveitadores que se adonaram do poder.
E que esperamos? Vamos ficar quietos, suportar tudo sem reagir? Temos sangue de barata? Somos insensíveis? E nossos filhos e netos, que dirão? Que fomos omissos, covardes? Que não cumprimos os deveres? A reação se faz necessária, se não pelos meios pacíficos, através da força, para que, de uma vez por todas, sejam varridos da vida nacional os maus brasileiros, os ladrões, os insensatos. A Pátria exige ação. A Pátria exige atitude de defesa de suas instituições. A Pátria conta com os brasileiros decentes. Ou eles continuam destruindo o Brasil, ou o povo reage, luta, briga e recompõe esta Nação.
- ANTONIO VICENTE VECCHI, Curitiba
Dia Nacional do Despachante
Hoje, 27 de julho, é uma data muito especial para um grande contingente de profissionais que atuam no País. Trata-se do Dia Nacional do Despachante. Para nós, que vivemos nessa atividade há mais de 30 anos em Londrina, a verdadeira comemoração é a certeza do bom trabalho desempenhado por todos esses profissionais. Pelas mãos do despachante passa a documentação da enorme frota de veículos, de todos os tipos e tamanhos, que move o País. Isto é motivo de orgulho para nós. E este ano, ficamos mais contentes com a assinatura da Lei nº 12.327, de 21 de setembro de 1998, que regulamenta nossa profissão, grande conquista do nosso Sindicato do Paraná. Parabéns a todos os despachantes.
- JOSÉ LOPES DE OLIVEIRA, despachante do Detran em Londrina
Aposentados
A Associação dos Aposentados de Londrina (Asapel) está organizando um banco de dados, onde serão cadastrados interessados em nova oportunidade de trabalho, cujas fichas serão divulgadas junto às fontes de emprego e ficarão à disposição das empresas que queiram participar do programa. Mais esclarecimentos podem ser obtidos pelo telefone 324-8140, diariamente, das 14 às 17 horas. Nossa comunicação tem sido deficiente, não atingindo certos segmentos da comunidade, o que, temos certeza, será conseguido através da Folha de Londrina/Folha do Paraná.
- MOACYR PIANTAVINI, presidente da Asapel, Londrina
Correção Ao contrário do que a Polícia Rodoviária em Jaguapitã informou, em nota publicada na edição de ontem, o motociclista Amarildo da Silva - morto no sábado, em acidente na PR-170 - estava usando capacete. O comandante do Posto Rodoviário de Jaguapitã, sargento Mainguê, explicou que o capacete não foi achado pelo atendente e, por isso, constaria do boletim como ignorado. Entretanto, o plantonista que repassou as informações à Folha confirmou a ausência do capacete. A Polícia Rodoviária soube mais tarde que o capacete foi encontrado em um canavial, a vários metros do acidente.
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