Brasil On Line
Parabéns à Folha de Londrina pela publicação da coluna ‘Brasil On Line’, de autoria do jornalista José Antônio Pedriali. A experiência adquirida por este profissional, que tem a base de sua formação na própria Redação da Folha, certamente irá contribuir para que os milhares de leitores do jornal possam acompanhar os bastidores da vida política nacional e do nosso Estado. Nesses primeiros dias desta nova publicação pude comprovar que a veia humorística do seu autor fica evidente, bem como seu grau de informação. Iniciativas como estas devem ser incentivadas. Mais uma vez a Folha de Londrina prova que é um grande jornal.
- ANTÔNIO BELINATI, prefeito de Londrina
Nenhuma piedade
Desembargadora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, dra. Fátima Nancy Andrighi fez publicar na pág. 29 do vol. 727, da ‘Revista dos Tribunais’, uma preciosidade de bem elaborada pesquisa, que me permito reproduzir na íntegra: ‘É imperioso que haja confiança por parte do cidadão nos órgãos jurisdicionais, acreditando que uma vez levado seu problema jurídico às portas do Judiciário, esse será não só ouvido como, principalmente, solucionado em tempo hábil, pois são nefastas as consequências do descrédito dos cidadãos na Justiça, bem como as do seu desestímulo em buscá-la. Exemplo cristalino é o da China do século XII, em que o Imperador Hangs Hsi (cf. Legal Institutions in Manchú China, van de Sprenkel, 1962, p.77) no exercício de suas funções expediu o seguinte decreto externando a sua imperial vontade, verbis:
‘Ordeno que todos aqueles que se dirigem aos tribunais sejam tratados sem nenhuma piedade, sem nenhuma consideração, de tal forma que se desgostem tanto da idéia do direito quanto se apavorem com a perspectiva de comparecerem perante um magistrado. Assim o desejo para evitar que os processos não se multipliquem assombrosamente, o que ocorreria se inexistisse o temor de se ir aos tribunais; o que ocorreria se os homens concebessem a falsa idéia de que teriam à sua disposição uma justiça acessível e ágil; o que ocorreria se pensassem que os juízes são sérios e competentes. Se essa falsa idéia se formar, os litígios ocorrerão em número infinito e a metade da população será insuficiente para julgar os litígios da outra metade...’
Tratou, a culta magistrada, nessa matéria, do instituto da conciliação e as inovações do Código de Processo Civil Brasileiro, focando que as atuais tendências em nosso País ‘pautaram-se no sentido exatamente contrário ao decreto imperial chinês...’ Quanto ao instituto da conciliação, traremos proposta, de nossa autoria, aprovada na última ‘Conferência Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil’, realizada em Fortaleza, intitulada ‘Quinzena Nacional da Conciliação Judiciária’. Além de despertar interesse dos advogados conferencistas, obteve apoio da Associação dos Magistrados do Paraná. Resta-nos parabenizar a desembargadora, dra. Fátima Nancy Andrighi, pela divulgação
do seu estudo na Revista dos Tribunais.
- ELIAS MATTAR ASSAD, presidente da Associação Paranaense dos Advogados Criminalistas.
Verdadeiro peão
Na Exposição Agropecuária de Londrina a grande atração foram os rodeios. Um touro revoltado foi à forra chifrando e pisoteando seu montador. Não sei se foi para o hospital. Dizem que o touro Brioso recebeu o castigo de ser útil aos humanos: foi morto e churrasqueado. O verdadeiro peão está no campo. É amigo do touro, da vaca, bezerro, cavalo, égua, carneiro, cabrito e outros, úteis à humanidade e embelezam a propriedade. Ele cura quando se machucam, limpa o berne, carrapato, ajuda no nascimento do bezerro quando surge algum problema na parição e muito mais. Esse é o verdadeiro peão que conheço e admiro. Um peão amigo diz: No pasto o touro só fica bravo quando alguém mexe com sua vaca, e esta só fica p. da vida quando querem tirar-lhe o bezerrinho. Qual mãe não faz o mesmo? Qual o machão que não fica uma arara quando folgam com sua amada? Na doma de cavalos fazemos com carinho e às vezes damos torrões de açúcar. Não custa nada ser benevolente.
- ANTONIO UBIRAJARA LOPES, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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