O leitor escreve
Especial para Deus
É indescritível a necessidade que as pessoas têm de se sentir amadas e valorizadas. Infelizmente, a sociedade em que vivemos, com seus conceitos e preconceitos, nos transmite uma mensagem de desvalorização e de degradação do indivíduo. Assim, ao invés de se sentir amadas e valorizadas, as pessoas são levadas a se afastar de Deus, a se sentir isoladas emocionalmente, rejeitadas pelos demais ou usadas por eles.
A boa auto-imagem é a chave para o sucesso e o bem-estar da pessoa. A sua visão acerca de você mesmo é muito mais importante do que tudo o que a maioria das pessoas pensa a seu respeito. Quem se considera inferior aos outros produzirá trabalho de qualidade inferior, enquanto quem se considera mais capaz produzirá aquilo que realmente tem capacidade para produzir. O grande problema é que algumas pessoas têm uma visão vaidosa de si mesmas. São orgulhosas e denotam falsa humildade. Precisamos de uma visão equilibrada e realista, conforme a Bíblia nos ensina.
A confiança deve ser uma experiência natural. A expressão amar ao próximo como a si mesmo é encontrada cinco vezes na Bíblia. Segundo Jesus, é o segundo grande mandamento. Devemos notar, entretanto, que amar a si mesmo não constitui o mandamento, pois a auto-estima é subentendida como experiência normal. A auto-imagem positiva é ver a si mesmo como Deus o vê, nem mais nem menos. Precisamos ter uma visão realista do que somos. Não podemos pensar que não temos nenhum valor. Prova maior disto é o alto preço pago por Jesus na cruz a fim de nos salvar. Creia: você é uma pessoa especial, muito amada por Deus.
- OSNI FERREIRA, pastor em Londrina
Reflexão
O que é indignação? Pensando rápido, é o contrário de dignidade. Analisando melhor, é um termo pouco usado pela maioria. A extensão dessa indignação talvez seja só minha e, um pouco além, a sua. Não precisamos mais pintar a cara, sair às ruas, pedindo, mandando, implorando seja lá o que for. Não temos motivo para nos orgulhar do que fazemos. Porque fazemos mal e pouco a nós mesmos. Incrível conseguirmos sobreviver num mundo tão lindo, perfeito aos olhos de Deus, aguentar a nós mesmos, miseráveis sem causa, injustos, pobres de espírito, de vida, de sonhos e de tudo o que você puder imaginar. Mas cuidado, tanta imaginação pode nos levar à morte.
Não pretendo mudar nada, não por ser missão impossível, mas por acreditar que cada um tenha a dignidade de cair em si, e que comece a viver e fazer a sua parte, porque até agora não vivemos nada, nem merecemos ter histórias. Não esqueço, é claro, das glórias. Foram muitas, mas a falta de humanidade tira o brilho dessas que por um dia nos fizeram felizes.
Convoco a todos para irmos à guerra e, lá no meio dela, encontrar a paz e fazê-la reinar por milhões de anos, números incalculáveis que nos fazem acreditar na eternidade de ser. Vejo todos os dias criança nascendo, velhos morrendo e homens se matando com a mesma facilidade de atravessar a rua. Ligo a TV e a notícia é a rotina da vida diária. Uma tragédia. Só falam de violência e um pouco de futebol. Abro os jornais e por mais banal que seja prefiro ler o horóscopo, o que é algo insignificante quanto as coisas que ignoro nas outras páginas. Até nos classificados, tudo tem preço. Estou trocando minha vida por outra. Interessado?
- ANGELITA DE LOURDES MACHADO, Querência do Norte
Questão agrária
O maior problema do nosso tempo é o MST e outros grupos de extrema esquerda, invadindo terrenos urbanos, fazendas e a sede de prefeituras. Tudo isso tende a se agravar devido a infiltração do grupo Sendero Luminoso e outros guerrilheiros da Colômbia. Como detê-los? É difícil mas não impossível. Como exemplo cito o município de Santa Rita, Paraíba, localizado na Zona Canavieira, tradicional área de conflito social. Essa cidade fica perto de João Pessoa e conta com quatro usinas de açúcar e álcool. Sua população chega a 108.000 habitantes. Mesmo assim há doze anos não se registra em todo o território uma só invasão urbana ou rural por parte dos sem-terra. Nos demais municípios vizinhos todo dia verificam-se conflitos, enfrentamento com a Polícia, mortes de lado a lado.
Por quê? Em duas eleições foram eleitos prefeito e vice-prefeito Marcus Odilon e Aureliano Trindade, que solucionaram o problema evitando agitação e repressão a camponeses. Compraram glebas de terra na zona rural e suburbana e dotaram de infra-estrutura (energia elétrica, abastecimento de água, escolas, telefone público, posto médico e odontológico, etc. Tudo sem ajuda do Incra ou dos governos estadual e federal. Desta forma foram implantadas as vilas rurais de Odilândia, Lerolândia, Aguiarlândia, Jardim Carolina, Paulo VI, Marcos Moura, Bebelândia, Emanuelândia e Cicerolândia. Não foi distribuído material de construção. Cada família edificou sua casa com o que tinha, inclusive investindo aí o 13º salário e indenizações trabalhistas.
Mas têm a vantagem de não pagar aluguel ou prestações ao BNH ou Caixa Econômica. Todas essas vilas estão prosperando e quem tem casa própria não sai por aí à toa, invadindo terras de terceiros ou marchando para Brasília a serviço do MST ou do PT.
- JAIME LEÃO, João Pessoa, PB
Dívidas
A respeito da carta do procurador do INSS, Michel Fegury, publicada dia 21, temos que esclarecer o seguinte: primeiramente, cumpre elucidar aos leitores, que a União Federal vem repudiando este débito há muito tempo, e sendo o dr. Fegury funcionário do INSS, não poder-se-ia esperar posição diferente da adotada. Entretanto como estamos vivendo em um estado de direito, cabe ao Judiciário decidir se as TDPs são válidas ou não. Desta forma, necessário é verificar qual é o entendimento dos juízes, para concluir-se sobre a prescrição. Recentemente o juiz Paulo Roberto Hapner, da Comarca de Cascavel, proferiu decisão determinando a substituição de hipotecas por ADPs.
No mesmo sentido, assim pronunciou o juiz federal Marcelo Mesquita Saraiva: Assim concedo... para determinar que os títulos emitidos em 1902 e 1926, sejam utilizados pelos autores, para compensação com tributos federais, previdenciários e/ou para aquisição de ações de empresas estatais em leilões de privatização. Portanto, não podemos concordar com o posicionamento do INSS, uma vez que este procedimento obriga o contribuinte a contratar advogado para postular judicialmente, o que acarreta custas que poderiam ser dispensadas, caso o INSS viesse a rever seu posicionamento.
- CARLOS A. PINHEIRO e ALDO DE MATTOS SABINO, advogados em Londrina
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