Alivie o acelerador
Cantada pelo rei Roberto Carlos e hoje pelo cantor Leonardo, a música coloca em destaque o trafegar em um carro em velocidade cada vez maior, a 120, 140, 160 km/h. Dizem os especialistas que ‘‘a velocidade que emociona também mata’’. Estatística do trânsito urbano mostra que um grande percentual de acidentes e atropelamentos é causado pela falha humana e como fator preponderante, o excesso de velocidade. Reverter este panorama é dever do município e direito do cidadão.
Em Curitiba, começamos a conviver com a nova realidade da velocidade. Até então a tentativa de controle acontecia pela sinalização e pelas blitz policiais. Agora a ação fiscalizatória, de competência municipal e amparado pelo Art.28, parágrafo 2º, do CTB, será também feita por aparelho eletrônico fotográfico. A finalidade é a de proporcionar aos usuários do trânsito melhores condições de conviver de forma harmônica e pacífica, preservando o bem comum.
Todo o ambiente está preparado. O período de orientação, informação e educação está se desenvolvendo com muito acerto. As vias estão sinalizadas. O investimento do poder público na busca da preservação da vida e do patrimônio está feito. Por mais alguns dias o período educativo predomina. É a oportunidade para que os motoristas reflitam sobre a questão velocidade observando as placas de sinalização e de orientação, conscientizando-se das penalidades e do objetivo comum em preservar vidas. E a resposta da população que já vem sendo constatada nas ruas será muito mais consistente ao final da fase de adaptação. O que se espera desta fase educativa é uma mudança de comportamento clara e positiva em termos de redução da velocidade e o interesse comum estará preservado.
É preciso criar o hábito de aliviar o acelerador. Muitos já se habituaram. Aqueles que ainda não o fizeram, por favor criem esse hábito porque as penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro são severas e o esforço para diminuir a violência no trânsito deve ser compartilhado por todos. Agora é preciso cantar aquela música, destacando a velocidade decrescente: 90, 80, 70 km/h.
- LUIZ EDUARDO HUNZICKER, coronel chefe do Núcleo de Educação e Cidadania, Curitiba
Estrada Coroados
No final do ano passado, se não me falha a memória, foi iniciada a construção do asfalto na estrada Coroados, inclusive com faixas de agradecimento ao prefeito e ao governador. Infelizmente, o asfalto praticamente pronto em toda a extensão da estrada (7 km) não foi terminado. No último trecho da obra (início da estrada), aproximadamente 2 quilômetros, não foi passada a camada de asfalto propriamente dito, por falta de pagamento do DNER (segundo informação de funcionários da construtora). Como sempre acontece, é o eterno desperdício do dinheiro público e a falta de respeito ao contribuinte que paga seus impostos.
A estrada já deveria ter sido asfaltada na gestão de Wilson Moreira, pois tem um movimento bem grande para seu percurso, pois ali existem algumas indústrias e muitas propriedades rurais, agrícolas, produtores de hortaliças, etc. Agora, sem o término definitivo do asfalto, com toda a chuva dos últimos dias, a estrada já está ficando toda esburacada e dentro de algum tempo o asfalto não mais existirá no trecho não concluído. Em resumo, todo dinheiro ali aplicado será jogado pelo ralo, ou melhor, pelos pastos ali existentes.
Como sempre podemos contar com esse maravilhoso órgão de comunicação, pedimos encarecidamente uma reportagem sobre o assunto, para que a comunidade tome conhecimento de mais um descaso com nosso dinheiro, e, talvez assim consigamos que o asfalto seja concluído, antes que se acabe.
- ELENA GIMENES ROLIM, Londrina
NR. A sugestão da leitora foi encaminhada para a editoria responsável.
Justiça
A Amatra (Associação dos Magistrados do Trabalho da 9ª Região-PR) cumprimenta o advogado José Carlos Dias, novo ministro da Justiça pela posse. A volta de um operador do Direito ao Ministério da Justiça é para nós, magistrados, motivo de honra e de otimismo, certos de que o Executivo estará bem representado no debate acerca da reforma do Poder Judiciário, tão urgente e necessária. O passado de grande lutador pelos direitos humanos e pelas liberdades democráticas em nosso País infunde-nos a certeza de uma contribuição fundamental para a construção de uma sociedade justa e solidária.
O ministro José Carlos Dias foi advogado de presos políticos durante o regime militar. É um defensor dos direitos humanos. Por estas razões, pensamos que o governo, finalmente, terá no Ministério da Justiça um interlocutor legítimo, capaz de dialogar com o Poder Judiciário e sua magistratura, para que a reforma em andamento no Congresso Nacional forje uma Justiça democrática, inclusive na sua estrutura interna, apta a atuar como gerente da cidadania e atender às expectativas de mudança da sociedade e dos próprios juízes.
- REGINALDO MELHADO, presidente da Amatra, Curitiba
Pró-Egresso
A respeito da reportagem ‘‘Verba garante manutenção do programa Pró-Egresso’’, publicada ontem: acredito muito no programa e espero que o nosso governo entenda a necessidade de manter tal reabilitação para reintegrar os cidadãos. Estas pessoas são muitas vezes reflexo do próprio estado de desigualdade e falta de atenção para a comunidade carente. As notícias nos jornais reportam, muitas vezes, roubos e políticos corruptos desaparecendo com quantias milionárias. Gostaria de saber se R$ 70 mil é uma esmola ou existe mesmo um interesse em reabilitar a nossa sociedade? Se investirmos bem o dinheiro público estes cidadãos podem tornar-se empresários, trabalhadores, profissionais liberais e gerar impostos e devolver com trabalho. Chega de brincar de gente grande, mãos à obra para fazer este País crescer e ser justo não só para o rico, mas para todos que nele já deram seu sangue e trabalho.
- ANDRÉ NEMIR SARAIVA, Londres, Inglaterra
Só trinta mil?
Parece brincadeira. Diziam ser o melhor jogador do mundo, mas não é o maior doador. Ronaldinho (não o gaúcho) só deu 30 mil reais para o Hospital do Câncer Infantil, do Rio. Só numa compra que a TV focalizou ele gastou, em Cidade do Leste, 28 mil dólares em presentes. Devem ser para o Luxemburgo, o presidente da CBF e outros. Trinta mil não pagam nem o espaço ocupado por um comercial. Quer fazer propaganda? Jogue bola.
- VALDOMIRO RAVAGNANI, Tacuru, MS
Correção Ao contrário do que foi informado na coluna ‘‘Pantagruélica’’, publicada na Folha 2 de ontem (edição Curitiba), o local correto do Festival Suíço é no Hotel Bourbon, na Rua Cândido Lopes, 102.
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