O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Pela moralização
Os representantes do povo extrapolaram raias dos limites da moralidade. É demais aceitar passivamente que tirem tudo da nação e principalmente dos trabalhadores, que realmente labutam pelo povo e pela pátria, e queiram aprovar para si um salário de R$ 21.600,00. O pior dos escândalos, o maior que poderá acontecer (se aprovado) em toda a história da nossa pátria. Na campanha para sua eleição falam uma coisa e quando lá chegam esquecem... O que vemos nos meios de comunicação é total incoerência (do dizer e do fazer). Basta de privilégios para os que já são marajás! Até quando estas outras sem-vergonhices vão continuar acontecendo? Não mais para ficarmos calados, esperando... Temos que fazer alguma coisa por este país, sobretudo pelo povo sofrido e marginalizado.
Aqueles que ganham pouco mais de R$ 100,00, os sem-terra, os que passam fome, os sem assistência à saúde, os sem escola, os desempregados, os indefesos, enfim, os que têm que viver sem o mínimo de dignidade! Será que dá para entender o que sentimos e pensamos? Ou os nossos representantes pensam que são deuses legislando ao seu bel-prazer em benefício próprio? Está na hora de parar e pensar... Dia virá em que deverão prestar contas ao verdadeiro Deus! Tomara que nesse dia não passem pelo vexame de serem cobrados pelos atos cometidos contra seus semelhantes. Acorda Brasil! Acordem caras-pintadas! Vamos moralizar nossos representantes. Chega de humilhação e exploração. Se a lei for aprovada, vamos anotar o nome dos parlamentares e não elegê-los na próxima eleição.
- VANILDE LUIZA MULLER, Londrina
Brasil On Line
Não poderíamos deixar de aproveitar a oportunidade de parabenizar a Folha de Londrina pela estréia, terça-feira, da coluna Brasil On Line, a cargo do jornalista José Antonio Pedrialli. Para todos que acompanham o noticiário político, a coluna oferece o molho que faltava ao dia-a-dia do jornalismo do setor. Pelo que pudemos sentir, ela também vai representar um canal direto para que possamos conhecer melhor o trabalho dos parlamentares paranaenses em Brasília. Trata-se de um filtro, que estaremos acompanhando com atenção e interesse. Todos os dias. Parabéns.
- ABÍLIO MEDEIROS JÚNIOR, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina
Mudança de tendência
Há uma grande diferença entre ser moderno e estar na moda, sendo notório como tanta gente que se quer vivendo no futuro continua presa ao pior do passado. Numa cultura que só aceita análise de futebol, o que domina são as reações automáticas e desarticuladas de um viciado e suspeito bom senso. A qualquer sinal de questionamento da opinião corrente, já aparecem com o palavrório reativo de praxe, falam em onda de pessimismo (?), quando o problema hoje está justamente no consenso de bobos alegres ávidos para se inserir no hipermercado global das Miamis da vida, de sonsos teleguiados que, como também lembrou o Mazza, se julgam avançados só porque se informatizaram (insinuam-se, os da tribo neomongolóide de Bill Gates, como ainda mais sábios que Montaigne jamais foi - risos abafados...)
Wander Soares observou em artigo recente que nossos jovens têm acesso a todos os canais de informação, mas não têm informação (nunca ouviram o Millôr dizer que livro não enguiça) A consequência desse quadro funesto é a ignorância total de correntes mais sólidas da cultura, inclusive da cultura de massa. Sintomaticamente, no início do ano um jornal paulista se perguntava o que 1967 tem a dizer a 1997? - e a Veja deu matéria de capa para Guerra nas Estrelas, filme de 20 anos atrás (essa capa, que depois até duvidei se tinha visto ou sonhado, deveria abalar seriamente até os mais ferrenhos crentes no clichê das velocíssimas transformações). Triste final para o mais brilhante e revolucionário século que já existiu, triste marasmo para aquele que pretendia ser o país do ano 2000. Já passou da hora de pararmos de aplaudir a tendência das mudanças (cartilhas importadas, lixo ideológico) e nos preocuparmos seriamente com a mudança de tendências.
- CARLOS JOSÉ RIBEIRO, Londrina
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