O leitor escreve
Caça
Na quarta-feira, foi publicada carta de Fabiana Paganucci condenando a lei sobre campos de caça, no Paraná. Não consegui ficar calado, frente tamanho absurdo. Ecologia significa relacionar-se com o ambiente e não simplesmente determinar qual espécie pode ser abatida, criada em cativeiro ou não. Ecologia não é protecionismo exagerado como fizeram com elefantes na África, chegando a ponto de esterilizar as fêmeas para diminuir a natalidade e controlar a população numa região, carente por proteína animal. Com certeza, o caçador amador é o melhor ecologista, porque gosta da vida no campo, no mato, e quer continuar caçando, para isso preserva! E caça de maneira inteligente, com regras, visando à perpetuação da espécie; com isso, espécies caçáveis estão longe do perigo de extinção.
Não se confunda caça amadora com comercial, que tinha interesses por determinados produtos e levou tantas espécies à beira da extinção. Qual a diferença de fazendas de caça e um pesque-pague? Qual a diferença de pescar e caçar? Não tenho vergonha de pertencer à espécie homem, pois sobrevivemos, evoluímos caçando, pescando, cultivando os campos e manipulando os conhecimentos adquiridos, geração após geração e, se ainda não temos a sociedade que gostaríamos de tê-la, devemos lutar por ela. Mas se engana a leitora em pressupor que só nossa espécie mata, sem fins alimentícios. Sugiro-lhe que estude o leão, o gato, a baleia orca. Caçar é participar, aprender e desfrutar da natureza, aceitando os milhares de mortes que possibilitaram a nossa sobrevivência. A única coisa a concordar com Fabiana, é que perdeu seu voto, o meu ele não o teve.
- NARCISO GARCIA NETO, agrônomo, Londrina
Postura egoísta
Leitor da Folha de Londrina/Folha do Paraná há mais de trinta anos e indignado com a posição retrógrada do Estado de São Paulo ao restringir as micro e pequenas empresas, que somente poderão comprar em outros Estados no limite de 25% do seu faturamento. Muito estranho esse posicionamento, uma vez que passamos por momento de globalização. Enquanto os empresários buscam novos parceiros, os países se integram na busca de soluções comuns, aquele Estado adota postura egoísta, razão pela qual solicito a defesa do Paraná e demais Estados, que sofrerão sérios prejuízos em seus negócios. Essa posição não traz nenhum benefício à Nação. O que queremos é liberdade. Temo que, seguindo esse exemplo egocêntrico, outros Estados tomem a mesma posição, contribuindo para a estagnação da nossa economia comercial. Razão por que este importante veículo de comunicação tem a responsabilidade de defender os interesses do nosso querido Paraná.
- UZIER DE CARVALHO, empresário em Londrina
Cheida
Deixem o homem livre para ir embora a hora que quiser. Sei que a opinião dos bagres pequenos ou lambaris do PT não deve ter muito peso nessa fase desnorteada e longe dos ideais que fundaram o PT no início dos anos 80. Um fato coloca Luiz Eduardo Cheida (ex-prefeito de Londrina, que deixou o PT) num campo em total desalinho com o comportamento e a prática do PT, de companheirismo e respeito a decisões de base. É o caso das eleições para governador, quando ele declarou apoio a Alvaro Dias às vésperas do 1º turno, sem nenhuma consulta aos filiados do PT, e em desrespeito àqueles que iriam votar em Samek, que era nosso candidato. Uma atitude personalista que revela o quanto ele está afinado com o processo de conscientização política ou o quanto ele está próximo do oportunismo eleitoreiro.
O PT em Londrina carece de uma maturidade política. E aqui não vai nenhuma ofensa. Se o PT fosse mais maduro politicamente, essa atitude de Cheida não teria existido. Podem ter certeza. Cheida poderia ter batalhado, junto com outros formadores de opinião no PT, para a realização de cursos de formação política, onde se estuda as teses de tendência tanto liberal quanto as de tendência socialista. Estuda-se a realidade do País e a local. Mas para quem tem um projeto personalista, para que serve a base partidária? Se é por falta de adeus, o senhor Cheida deve ir logo procurar o grupo mais afinado com seus propósitos. Assim, o PT terá a grande oportunidade de voltar a formar-se politicamente e crescer dentro do ideal fraterno, comunitário e de companheirismo que o fez surgir.
- MANOEL PAIVA, Londrina
Xadrez
Uma das boas coisas que fiz ultimamente foi receber a Folha por e-mail. Um dos melhores artigos que vi neste período conta sobre o Centro Excelência do Xadrez, de autoria de Jaime Sunye Neto, publicado dia 14. Das muitas áreas onde um centro de excelência deve ser instalado, o xadrez tem papel significativo. Estão de parabéns todos que se dedicam a tão expressivo trabalho sócio/esportivo. Parabéns Paraná.
- LAUDEMIR FERELLI, Araçatuba (SP)
Correção A responsabilidade de manutenção da BR-153 (Transbrasiliana) é do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) e não do DER como foi publicado no título da reportagem DER suspende contrato de conservação de trecho de BR, no caderno Folha Cidades, edição de anteontem.
- A foto que ilustra a frase do presidente da Associação dos Renais Crônicos de Londrina, Jurandir Garcia, publicada na página 2 da edição de segunda-feira, foi trocada pela foto do médico nefrologista João Soitiro Yokoyama.
Vida mais feliz
Ultimamente, quando a conversa gira em torno de casais, há sempre os habituais comentários sobre as manias de cada um; cobrança, crítica, controle, falta de liberdade de poder usufruir algum lazer que apreciem, intolerância, exigência, falta de compreensão etc. Por que não conversar, abrir-se, procurar entender, expor o que lhes desagrada ou aborrece, conceder espaço por instante que seja. Por que não seramáveis, pródigos nos gestos, nas palavras, que constróem, animam, ajudam a viver, e apegar-se a coisas tão pequenas, na realidade sem importância, que entristecem, amargam a vida, e destróem momentos preciosos que poderiam ser de alegria, companheirismo e felicidade?
Enterre-se as críticas, cobranças, convertendo-as em adubo para o florir que adornará o nosso dia-a-dia, ajudando-nos nas dificuldades, confortando-nos mutuamente. É precisamente no lar, entre os que se amam, onde procuram ressaltar os defeitos uns dos outros, ao invés de evidenciar o que possuem de melhor, o que mais admiram um no outro, olvidando que ninguém é perfeito, que falhamos uma vez ou outra.
Nestes tempos de tantos imprevistos, de fatalidade, de calamidade que não podemos controlar, onde as coisas acontecem tão rápido, sai-se de casa, às vezes remoendo desentendimento e mágoa por motivos fúteis, descabidos, sem razão de ser. Haverá outra oportunidade para um esclarecimento, uma desculpa, para a afirmação de um afeto que sabemos existir?
Amemo-nos uns aos outros, troquemos o que possuimos de melhor; a vida deve ser uma recíproca, numa semeadura de valores que nos enriqueçam, nos tornem melhores, para que amanhã não lamentemos o que devíamos haver feito, como tem procedido. A vida é uma grande e tortuosa escalada. O grande mérito do ser humano está em atenuá-la, extirpar os espinhos e, lá no topo, olhar ao longo da subida, uma paisagem bela e amena: a expressão do seu altruismo e amor. Por que não fazermos o hoje melhor e mais feliz? Amanhã talvez outra oportunidade não exista, e ficaremos a remoer numa saudade vã e triste, um tempo perdido em que por coisas tão fúteis e tolas deixamos de abrir o coração e extravasar nossa ternura, nosso amor.
- IRENE CRUZ CORREA, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





